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Uma vitrine para todos

Líder em vendas no setor industrial, a Abecom também já comercializa parte de seu portfólio na internet. Em breve, sua atuação no comércio eletrônico ganhará mais força com um portal próprio

Vender pela internet tem se tornado uma prática cada vez mais comum no mercado varejista. E agora, distribuidores também tem surfado na onda do sucesso virtual. Especializada em rolamentos, a Abecom, uma das principais companhias do setor industrial no País, já vive essa realidade há mais de um ano.

“A empresa SKF, que é nossa principal marca, foi a maior incentivadora para que nós começássemos a vender pela internet. E, no mundo das peças, a plataforma mais indicada não poderia ser outra que não fosse o Canal da Peça”, revela Meire Garcia Vaz, gerente administrativa da Abecom.

A parceria entre a SKF e o Canal da Peça já existe há mais de três anos, quando a multinacional decidiu digitalizar todo o seu catálogo, criar aplicativo e estreitar a relação com seus clientes. Tudo isso de forma que beneficiasse todos da cadeia.

+ Leia também: SKF entra na onda digital

O portal da SKF serve apenas como uma vitrine para que varejistas e distribuidores associados à marca possam divulgar seu estoque. “Estar visível na página de um grande fabricante nos ajuda a crescer na internet”, revela. “O consumidor quer ter confiança em comprar online, por isso, aparecer no portal de uma indústria com um nome forte no mercado, gera mais vendas”.

Crescimento gradual

A Abecom é conhecida por sua trajetória de sucesso no setor industrial. Fundada por Antonio de Jesus Rodrigues, em 1963, ainda hoje o empresário preside a companhia, que ganhou o reforço de seu filho, Rogério Rodrigues, na direção comercial.

Com matriz no Brás, em São Paulo, e unidades de atendimento em Campinas, Alumínio, Curitiba e Belo Horizonte, a empresa comercializa para todos os estados brasileiros. O comércio eletrônico, no entanto, promete alavancar ainda mais as vendas para cidades menores.

Meire Garcia Vaz, da Abecom. Foto: Adriano Stofaleti


“Estar na internet nos possibilita sermos encontrados por clientes de qualquer região do País. Tem sido uma excelente experiência para nós”, garante Vaz, que explica o motivo de entrar no varejo virtual.

“Acho essencial que a rede de distribuição também possa vender na internet, pois assim como tudo evolui, o modo de comprar igualmente se transforma. A cadeia toda precisa se adaptar ao novo comportamento do consumidor”.

+ Um canal para ver e ser visto

De acordo com a gerente administrativa, as vendas pela rede vêm crescendo progressivamente, mas ainda não têm grande representatividade no faturamento da empresa. “Percebemos que, de fato, as pessoas têm comprado mais na internet, tanto varejista como consumidor final. A praticidade e a economia são, sem dúvida, grandes motivadores”, opina.

Diariamente, a loja da Abecom na rede faz vendas. “A quantidade de pedidos vem aumentando. Eventualmente, fazemos vendas grandes, pois nosso público principal, também online, é o varejista”, diz.

Portfólio mais completo

Por enquanto, a Abecom comercializa apenas os produtos da SKF, mas, em breve, pretende expor todo seu portfólio, que conta com mais de dez marcas premium, entre elas Timken, Continental e FRM. Ao todo, somam mais de 20 mil itens para pronta entrega.

“Queremos, num futuro breve, criar um portal com o Canal da Peça onde digitalizaremos nosso catálogo completo. Assim, conseguiremos oferecer mais variedade para quem prefere comprar online”, diz Meire.
“Também lançaremos condições especiais para os usuários virtuais que fizerem contratos maiores, como já ocorre quando um varejista compra na Abecom”.

O grande objetivo da companhia é levar para a rede os clientes de contrato, o que será um diferencial para aqueles que priorizam a praticidade. “Em poucos cliques, eles poderão fazer os pedidos garantindo os preços firmados em contrato”.

Apesar dos planos no universo online, a preocupação com os clientes, no âmbito offline, sempre existirá. A Abecom promove cursos que visam a produtividade de seus consumidores. 

“Hoje, temos uma grande preocupação em trabalhar ajudando o cliente a reduzir custos e a evidenciar o aumento da produtividade. Temos cases comprovados de melhorias. É um pacote de soluções. Também consideramos importante levar conhecimento. Temos uma grade de treinamentos que fica disponível no site o ano todo”, revela.

Marketplace em alta

O modelo de negócio, chamado marketplace, o qual a Abecom faz parte atualmente é um sucesso no Brasil. No último relatório da consultoria brasileira Ebit, a previsão é que em 2018 o e-commerce volte a crescer em ritmo mais acelerado, devido à recuperação econômica e o fortalecimento das vendas em marketplaces.

Segundo esses dados, a expectativa de crescimento do comércio eletrônico é de 12%, o que representa faturamento de R$ 53,5 bilhões. O gráfico abaixo mostra que o que tem levado os brasileiros aos shoppings virtuais é a economia.

Gráfico retirado do 37º relatório Webshoppers, da Ebit


“Além de poder receber o produto que você escolheu em casa, a possibilidade de fazer uma pesquisa maior é imbatível. Nos marketplaces, o usuário tem um mercado muito maior para comparar preço e, assim, optar pela loja que mais agradar”, pontua Meire.

O varejista e o distribuidor que querem vender online, sobretudo em um marketplace, precisam levar em consideração pontos crucias para o êxito do negócio. André Dias, diretor executivo da Ebit, explica:

“O sucesso do modelo de marketplace no Brasil depende da equalização de três fatores fundamentais, que são a fácil e rápida integração de lojistas, gestão da qualidade de atendimento e serviços destes parceiros e excelência nos processos operacionais para gestão de estoque, frete e entrega, garantindo assim uma melhor experiência para os consumidores”, afirma.

A nossa plataforma integra todos os itens necessários para o sucesso dos lojistas de peças. Por conta da parceria com as principais empresas dos setores automotivo e industrial, a integração do catálogo é feita automaticamente quando o usuário envia a planilha com os códigos das peças.

 Veja como é fácil ter sua própria loja virtual 

Em instantes, o modo de aplicação, fotos e dados técnicos ficam disponíveis na loja online. “A integração é imediata. Esse é o grande diferencial da plataforma Canal da Peça”, elogia Vaz.

A transformação nos negócios

Além de Meire, mais dois funcionários cuidam da loja virtual da Abecom. Diariamente, a planilha de estoque é atualizada. “No início, tivemos dúvida para preenchê-la, mas, hoje, já está mais fácil”, diz. “É uma plataforma simples de mexer, não tem erro”.

+ Saiba mais sobre o Canal da Peça

Com mais de 150 colaboradores, a Abecom não enxerga o fim dos pontos físicos, mas a junção de ambos os canais de venda. “O ponto físico não poderá nunca acabar, pois a pessoa que precisa de um pronto atendimento e suporte vai encontrar ali. Nossa experiência está sendo muito positiva e, assim como nós, outras empresas vão conciliar as duas formas de venda. Hoje, já não é possível não utilizar as soluções digitais”. E complementa:

“O consumidor já está na internet. É importante a rede de distribuição estar online. Mesmo que no início o resultado não seja o esperado, vale a pena tentar. Sem dúvida, daqui a alguns anos, nossa loja virtual irá se transformar em uma fatia bem significativa dentro do faturamento da empresa”, diz. Assim como o varejo já está se adaptando, a distribuição também não quer parar no tempo.


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