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Uma nova era para o setor de distribuição

Na última segunda-feira 8, o Canal da Peça promoveu a 3ª edição do CWS Experience, evento que viabiliza a transformação digital nos setores automotivo e de reposição de peças. O encontro reuniu distribuidores nacionais que, além de receberem dicas de negócios, se atualizaram sobre as tendências neste segmento

A rede de distribuição de peças está mais envolvida em assuntos relacionados à tecnologia e novos negócios. Foi o que mostrou a última edição do CWS Experience, promovido pelo Canal da Peça. O evento, que ocorreu na última segunda-feira 8, na nossa sede, em São Paulo, reuniu grandes nomes do setor, entre eles Pacaembu Autopeças, Jahu, Auto Americano e Grupo Universal.

O encontro foi marcado pela palestra do professor Lino Rodrigues, da Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP), que dissertou sobre práticas que podem fazer a diferença na receita de uma companhia. “Muitas vezes, estratégias que elevam ou reduzem custos, volume ou preço em apenas 1%, podem ter impacto muito forte nos negócios”, diz Rodrigues.

O professor Lino Rodrigues, da USP. Foto: Guilherme Cassone


O professor explicou, através de exemplos reais de empresas que faturam até ou mais de R$ 900 milhões ao ano, como ajustes mínimos podem ser relevantes em médias e grandes companhias. “Há caso de empresa que, ao elevar apenas 1% do preço de seus produtos, aumentou o resultado operacional em 288,2%,” afirma. “É o que chamamos de ‘milagre do 1%’”.

Novos negócios

A digitalização, é claro, não poderia ficar fora da pauta do evento. Nosso CEO, Vinícius Dias, comentou como a transformação digital tem impactado o mercado de distribuição.


“Percebemos que, ao longo dos anos, os distribuidores também têm mudado seu modo de atuação e usado o digital para inovar suas operações e fortalecer sua marca em ambientes que, até há pouco tempo, não estavam presentes”, diz Dias. “Essas ações têm oferecido mais produtividade e, ainda, ajudado a construir laços mais fortes com fabricantes e clientes”.
De acordo com um estudo da consultoria americana Forrester Research, sobre transformação digital B2B, 93% dos compradores de atacado preferem fazer suas compras através de canais virtuais, fato que tem incentivado o mercado a investir em tecnologia.

É o caso do empresário Ismael Kassim. “Acreditamos que fortalecer nossa presença online poderá nos ajudar a crescer ainda mais. Não é possível ter representantes em todas as cidades brasileiras e a tecnologia vem para suprir essa necessidade. Queremos pegar a cauda desse cometa”, afirma Kassim, sócio-proprietário da V&B Autopeças.

+ Leia também: Sua marca no mundo virtual

Com plataforma ativa de venda de peças para o mercado corporativo (B2B), o Grupo Universal é um entusiasta das ações digitais. “Hoje, com a tecnologia, temos a possibilidade de oferecer mais agilidade e informações a qualquer momento. Essa disponibilidade é muito importante, pois conseguimos solucionar dúvidas e atender as necessidades dos nossos consumidores mais facilmente”, diz Deise Nóbrega, gestora de e-commerce da companhia.

Deise Nóbrega, do Grupo Universal. Foto: Guilherme Cassone


Para Deise, iniciativas como as nossas vêm para fomentar mais negócios para todos do setor. “O Canal da Peça é uma empresa que tem muita representatividade no mercado. Não traz só a questão da ferramenta, traz o conhecimento do business. A forma como catalogam os produtos, tratam e integram as informações, além dos conteúdos disponibilizados, contribuem com todos dessa cadeia”, opina.

Mais economia com a tecnologia

A consultoria Accenture, uma das maiores autoridades em digitalização, constatou que grandes companhias que combinam tecnologias podem economizar até US$ 85 mil, em média, por empregado. Mas empresas de todos os portes e segmentos também têm poupado dinheiro com ações digitais.

A Rodobens que o diga. O grupo, que é um dos maiores do País, conseguiu reduzir custos com iniciativas tecnológicas. “Além de posicionarmos nossa marca no ambiente virtual, em três meses de atuação conseguimos economizar R$ 200 mil através de processos que envolvem a digitalização de cadastros”, diz Herbert Piedra, head de suprimentos da companhia brasileira.

+ O ouro do século 21

Atuante nos setores automotivo, financeiro e imobiliário, a Rodobens lançou uma plataforma de venda de peças e de pneus. Nossa empresa foi a escolhida para executar o projeto. “A ideia é oferecer mais praticidade aos nossos clientes corporativos. Através do epecas.rodobens.com.br, eles têm acesso à nossa rede de distribuição e podem fazer seus pedidos de forma mais prática e ágil”, explica Piedra.

Vantagens para todos

Assim como ocorre em outras plataformas direcionadas ao B2B, a Rodobens estuda implementar ações que beneficiem os usuários de seu novo canal, como, por exemplo, programa de pontuação para consumidores recorrentes. “Queremos fazer algo que favoreça quem compra através da plataforma, de repente, pontos que possam ser trocados por peças ou descontos”, adianta. A companhia também almeja o mercado B2C. “Vamos abrir nossas operações para o cliente final. Acredito que não passará do primeiro semestre de 2019”, prevê.

Para Piedra, o setor de distribuição já está no caminho que leva à transformação digital, no entanto, outros, dentro da cadeia automotiva, vão seguir o mesmo rumo. “Não vai demorar para que outras áreas, além do aftermarket, percebam a importância dessas ações em seus negócios. A tendência é atender o consumidor omnichannel, que está conectado em diferentes canais, e oferecer as mesmas experiências e vantagens em todos eles”, analisa. “Felizmente, essa transformação já começou na Rodobens”.

+ Veja também: Varejo mais integrado

A estratégia digital do grupo vai ao encontro da nova era do varejo. Pelo menos, foi o que afirmou o professor Lino Rodrigues ao finalizar sua palestra. “O empresário precisa estar na frente da concorrência e não deixar esse tema para depois. Aquele que começa antes, conquista uma fatia maior do mercado”. É o milagre da digitalização.

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