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Uma ajuda extra

Já imaginou vender e comprar peças e, ainda, tirar dúvidas sobre o universo automotivo através de um mesmo grupo no Facebook? Com o Clube Canal da Peça – Compra e Venda de Peças já é possível. Conheça a história de um mecânico que tem feito bons negócios por lá

Quando o Facebook surgiu, em 2004, os usuários nem imaginavam que a rede social iria se transformar em um dos canais de marketing e de comunicação mais poderosos do mundo. Naquela época, o Orkut, filiado ao Google, era seu principal concorrente. Afinal, ambos conectavam pessoas e serviam como ambiente virtual comum.

As afinidades, no entanto, pararam por aí. As redes sociais tiveram destinos totalmente diferentes: enquanto a plataforma criada pelo turco Orkut Büyükkökten era desativada em 2014, o Facebook, do americano Mark Zuckerberg, ganhava, a cada ano, mais força na internet.

Hoje, ele concorre com as principais mídias e empresas de comunicação do mundo. Não por acaso: os dados sobre o comportamento dos mais de dois bilhões de usuários ativos são usados para atrair grandes anunciantes, que podem, através dessas informações, segmentar sua publicidade.

Por aqui, 45% dos brasileiros usam a rede social mensalmente. A estratégia para atingir grandes companhias tem feito a empresa alcançar números, digamos, respeitáveis. Quando abriu capital, em 2012, o Facebook valia US$ 72 bilhões. Agora, em 2018, atinge valor de mercado recorde: US$ 584 bilhões.

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Cifras que comprovam a força da rede social. Se Zuckerberg está rindo à toa, muitos usuários também, já que é através dela que eles têm lucrado mais. E não me refiro às grandes companhias e empresários. São pessoas comuns, como o o mecânico Fábio Rogério Porfírio, dono da oficina Box 9. Mecânica Automotiva, em Araucária (PR). “O Facebook é um importante canal de vendas. Sem ele, meu trabalho na rede perderia força”, afirma.

Vitrine online

Fábio faz parte do nosso grupo, que é voltado para o setor automotivo. Através do Clube Canal da Peça – Compra e Venda de Peças, os membros podem trocar informações sobre reparação e, ainda, vender e comprar itens, como peças e equipamentos.

Mesmo aquele usuário que não tem estoque robusto, nem CNPJ, pode fazer negociações por lá. No ar desde dezembro passado, ele já soma mais de 12 mil membros. Porfírio é um dos mais ativos. “Conheci o Canal da Peça através do Facebook. Achei muito interessante a proposta e passei a seguir na rede social”, relembra. “Pouco depois, entrei no grupo e vislumbrei uma nova vitrine para os meus negócios”.

O mecânico refere-se às vendas de scanners automotivos. Apesar de já fazê-las na rede, o grupo alavancou seu negócio virtual. Desde que se associou, há poucos meses, ele vendeu cerca de 15 equipamentos, avaliados entre R$ 1,4 mil e R$ 15 mil. “Eu crio os anúncios e os clientes entram em contato comigo, sem compromisso. Faço questão de explicar o funcionamento de cada um deles e negocio através do WhatsApp”, explica.

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O envio e o pagamento são combinados com os clientes. “Alguns preferem efetuar a compra fazendo depósito diretamente na minha conta e eu envio o equipamento através dos Correios, que já fazem o cálculo do frete levando em consideração altura, comprimento, peso e localidade. Em outros casos, envio o link do produto na internet e a transação é feita por lá”.

O mecânico Fábio Rogério Porfírio. Foto: acervo pessoal

O mecânico Fábio Rogério Porfírio. Foto: acervo pessoal


Para ele, a divulgação no grupo tem gerado mais negócios em comparação a outros sites. “Já anunciei em outros lugares, mas não tive o mesmo êxito que no Canal da Peça. Atualmente, além dele, divulgo os produtos no meu canal no YouTube, que também traz bons resultados”, diz.

Uma loja para chamar de sua

Entre uma reparação e outra, o mecânico tem se dedicado, com afinco, aos anúncios. O sucesso das vendas fez surgir uma nova ideia: a de entrar, de vez, no comércio eletrônico. “Tenho planos de ter minha própria loja virtual. É um jeito mais fácil de vender e facilitaria bastante a vida de quem procura por equipamentos automotivos. Além disso, torna-se uma opção mais segura para o cliente”, opina.

Veja como é fácil ter sua própria loja virtual

O projeto da abertura de uma loja online chega no momento certo. A 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças, realizada pelo Google, apontou que o setor no Brasil cresce ao ritmo de 40% ao ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período. A visão de Portfírio sobre o futuro do varejo vai ao encontro desses dados.

“Acredito que o varejo de peças, no futuro, será mais virtual do que físico. Isso já acontece em outros segmentos. Eu mesmo uso muito a internet para compras: 80% do que eu consumo vêm do e-commerce, como roupas, calçados e, é claro, peças e equipamentos”, afirma o mecânico Fábio Rogério Porfírio.
Para ele, a internet é utilizada como uma via de mão dupla, já que é através dela que garimpa scanners novos e usados que, posteriormente, serão vendidos por ele na rede. “O custo para vender online é zero. Nesse exato momento em que respondo as perguntas, tem cliente enviando mensagens. A chance de concretizar uma venda é alta e não exige muito esforço”.

O poder da internet

Nosso grupo tem facilitado mais do que bons negócios: tem sido usado para conectar mecânicos de todas as regiões do Brasil, que, juntos, solucionam problemas técnicos. Para Porfírio, ele tem feito a diferença na área automotiva.

“O Canal da Peça está ajudando o setor, pois dá liberdade para o mecânico postar dúvidas e também vender o estoque, diferentemente de outras páginas virtuais. Já indiquei para vários mecânicos, que também aprovaram a ideia”, diz. “É um grupo unido e bacana. Na minha opinião é nota dez”.

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Nossa página no Facebook também tem grande destaque entre os reparadores: são mais de 200 mil seguidores que a utilizam como meio de atualização e informação sobre mecânica. Assim como ocorre no grupo, mecânicos podem deixar suas dúvidas e se relacionar com outros profissionais do setor. Inclusive, há uma equipe de engenheiros do Canal da Peça para ajudar a resolver questões técnicas.

“Em uma ocasião, postei uma dúvida e, prontamente, vários profissionais me orientaram. No fim, solucionei o problema do veículo. A internet hoje, para a minha profissão, é uma ferramenta de trabalho como qualquer outra dentro da oficina”, afirma. E o Canal da Peça continuará sendo um importante instrumento para o setor.

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