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Tempo é dinheiro

Agilidade é fundamental em uma oficina mecânica. E a internet, em tempos modernos, é uma das ferramentas preferidas dos profissionais da área. Saiba como a Personal Service Car tem poupado o bolso e economizado horas em pesquisa de peças

Você já imaginou viver sem internet nos dias de hoje? Quem depende dela no trabalho não consegue nem cogitar essa hipótese. “O universo virtual se tornou indispensável para os mecânicos”, diz Sérgio Melo, proprietário da Personal Service Car, em São Bernardo do Campo (SP).

Apesar de não trabalhar diretamente com a rede, ela já é uma das principais ferramentas no cotidiano da oficina. Quando Sérgio não encontra uma peça, a internet é a solução.

Credenciada da Rede Original e parceira da MTE-Thomson, a Personal Service Car recebe, em média, 80 veículos mensalmente – 20% deles são importados. Geralmente, as peças para eles são mais difíceis de serem encontradas em distribuidores e varejistas convencionais.

“Quando isso acontece, compramos pela web”, complementa Ezequiel Morassi, gerente da oficina. “Uma das vantagens é que não precisamos sair do nosso ambiente de trabalho e, assim, economizamos tempo”.

…E dinheiro também

Não só o tempo é poupado com as compras de peças pela internet. Morassi afirma que a rede possibilita fazer orçamentos com mais precisão. “Em um único lugar, conseguimos comparar preços do mesmo produto, garantindo assim mais economia”, diz.

Sérgio Melo concorda com o colega de trabalho. “Isso é uma das grandes vantagens da web. O Canal da Peça, inclusive, se destaca por oferecer a possibilidade de procurarmos um item apenas com o código. Faço muitos orçamentos no marketplace. É ótimo”, afirma.

+ Saiba mais sobre marketplace

O profissional, que é ativo na nossa plataforma, ressalta outros pontos. “Por ser um marketplace bem elaborado, conseguimos navegar bem, sem complicação e, ainda, traz mais segurança na hora de comprar uma peça, principalmente, na questão de estar adquirindo o item certo”.

Há 22 anos no mesmo endereço, a rapidez na compra de uma peça é imprescindível para eles, afinal, a filosofia de todas as oficinas é de entregar o carro ao dono o mais rápido possível.

Ezequiel Morassi, da Personal Service Car. Foto: Cleo Resque


“Por isso, preferimos ir nós mesmos atrás das peças, já que, muitas vezes, o cliente compra o item errado, ou de má qualidade e até falsificado. Com a gente, ele tem garantia. “Às vezes, ele acha que está economizando, mas, na verdade, arruma um transtorno enorme”, diz Morassi.

Atualização sempre

Além da facilidade de compra e de pesquisa de produto, a internet tem sido utilizada como uma espécie de escola virtual. “Encontramos muitos vídeos técnicos, inclusive, acho que os fabricantes deveriam criar mais conteúdo. É muito importante para nós”, opina Morassi, que também é leitor do nosso blog. “Ele é ótimo e nos auxilia bastante”.

De acordo com o profissional, fabricantes como a Bosch, por exemplo, têm dado suporte frequentemente. “A internet é útil, mas a imersão na fábrica é muito importante. Participamos de cursos práticos de três a quatro vezes por ano, em média”, diz.

“Além desses treinamentos e das aulas virtuais, vamos atrás de outros cursos por conta própria. Todas as iniciativas são complementares. O mecânico precisa estar apto para a reparação de todos os veículos”, acrescenta ele, que, com o Melo, coordena três mecânicos.

Precisa estar apto mesmo. Ainda mais com a quantidade de produção e lançamentos a cada ano. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o acumulado de 2017 apontou crescimento de 25,2%: 2,70 milhões de unidades foram produzidas contra 2,16 milhões de 2016. Já o comércio de veículos cresceu 9,2%, com vendas de 2,24 milhões, ante 2,05 de 2016.

“Por conta dos lançamentos é muito importante termos acesso à vídeos e conteúdos técnicos de qualidade. Faço parte de diversos grupos de WhatsApp, que reúnem profissionais do setor, para discutirmos assuntos relacionados à mecânica e compartilharmos informações”, revela Melo.

Catálogo livre de poeira e graxa

Outra vantagem da digitalização do setor, segundo Morassi, é o catálogo eletrônico. Empresas como Bosch, SKF, Nakata, Fras-le, Delphi e MTE-Thomson já têm o portfólio, com todas as informações técnicas e fotos, à disposição do usuário em um clique.

“O papel, mais cedo ou mais tarde, irá desaparecer. Aquele catálogo que o mecânico vai empilhando, enchendo de pó, está dando lugar ao eletrônico. É muito mais fácil consultá-lo através do celular. Se você está trabalhando em um carro, não precisa parar para ir até o computador ou procurar nas centenas de páginas”, diz Ezequiel Morassi.
Para Sergio Montagnoli, diretor de marketing e vendas da Nakata, esse é um caminho sem volta no setor. “Antigamente, vivenciávamos os problemas do catálogo impresso, como falta de informação e a demora para atualização. Hoje, com os catálogos digitais, a informação é imediata, além da possibilidade de inserir mais dados. Isso é ótimo para todos desse meio”, afirma.

+ Leia a entrevista completa com Sergio Montagnoli 

Os mais tradicionalistas, no entanto, podem ainda preferir os impressos. Mas, para Morassi, isso é apenas questão de tempo. “O mecânico que ainda não se atualizou pode achar difícil mexer no catálogo digital. É apenas falta de prática. Depois que se habituar verá que é muito mais prático”, aconselha.

Peças online

De acordo com Morassi, o varejo tradicional terá de se reinventar. “Hoje, muitos lojistas e distribuidores já estão vendendo pela internet. A tendência é, cada vez mais, diminuir os espaços físicos e apostar nesse modelo de negócio”, diz ele, que descarta a entrada no comércio eletrônico.

“Nosso foco concentra-se apenas na venda de mão de obra. Mas, de repente, podemos vender serviços básicos, como troca de pastilha, lona e embreagem”.

+ Uma nova possibilidade para os mecânicos 

A consultoria britânica WGSN publicou, recentemente, um relatório sobre o futuro do varejo. O estudo “Prioridades do Varejo em 2018” aponta que haverá mudanças significativas no setor este ano, entre elas a transformação digital, que chegou para, definitivamente, ficar.

De acordo com o relatório, o cenário do varejo deve passar por outro ano de muitas mudanças em 2018, já que os varejistas continuam enfrentando dificuldades e as compras estão migrando cada vez mais para o mundo online.

Lojas mais conectadas serão tendência este ano, uma vez que os varejistas querem criar o mesmo tipo de personalização e grau de conhecimento sobre o cliente disponíveis na internet.

A tecnologia tem feito os mecânicos economizarem tempo. Foto: Cleo Resque


Morassi acredita que esse novo formato de varejo será bom, não só pela agilidade, mas também para a conectividade com o setor. “Quem tem uma pequena oficina, por exemplo, não precisa se sentir fora desse universo, pois terá mais interação com fabricantes, distribuidores e lojistas”, diz. “Outro atrativo é a forma de pagamento mais facilitado, através de boleto e parcelamento. O digital terá mais peso que o físico”, aposta.

Tecnologia a favor dos negócios

Com site e página no Facebook, a Personal Service Car não mede esforços para se aproximar de seus clientes. “Atualizamos nossa página com dicas, vídeos e conteúdos interessantes. Mas precisamos explorar mais as redes sociais”, diz Morassi.

Por outro lado, o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp está sendo bem utilizado. “Usamos muito para conversar com os clientes, já que é um meio mais rápido e fácil. Em alguns momentos, no entanto, fazer uma ligação é essencial para explicarmos melhor o problema do veículo”.

 Confira os benefícios do uso do WhatsApp no varejo

Para Morassi, a tecnologia anda cada vez mais ao lado de quem quer crescer profissionalmente. “Na área da mecânica não é diferente. Se você não contar com os recursos online, provavelmente não vai conseguir atender seu cliente. Know how, vontade de aprender e tecnologia se complementam e fecham um ciclo muito importante”, afirma. Certamente, o tripé do sucesso para todos do setor.

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