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Sua marca no mundo virtual

Varejistas, distribuidores e fabricantes do setor de reposição têm um incentivo a mais para ingressarem no ambiente online: nossa plataforma disponibiliza soluções digitais sob medida para atender às necessidades de cada cliente

O jornalista Silvio Palma é dono de dois carros antigos – um Gurgel Carajás 1991 e um Pullman 1981. Quando precisa de peças para reparação de algum deles, a história é sempre a mesma. “É uma saga encontrar produtos para automóveis mais velhos”, reclama Palma, que, há pouco tempo, encontrou a solução para seus problemas. “A internet é, sem dúvida, o meio mais fácil de achar o que eu preciso”.

O cenário virtual está cada vez mais presente na rotina dos consumidores brasileiros. Na área de itens de reparação, a inclusão digital se faz ainda mais necessária para atender clientes como o Silvio. De olho nas deficiência deste mercado, os empreendedores Vinícius Dias e Fernando Cymrot, CEO e CFO, respectivamente, criaram a plataforma Canal da Peça. Desenvolvida, à princípio, para digitalizar o segmento automotivo, as soluções foram além e, hoje, já atendem também os setores industrial, agrícola e de transporte.

“A ideia desde o início sempre foi essa: conectar todos os nossos clientes em um ambiente digital comum, além de desenvolver serviços específicos para cada um deles”, afirma Vinícius Dias. “Nossas soluções também se adaptaram a outros mercados, mas continuaremos sempre investindo no setor automotivo, que é nossa maior área de atuação”.

A união faz a força

Silvio Palma não teria achado as peças que precisava se a fábrica desses itens não tivesse incentivado seus distribuidores e varejistas a comercializarem pela web. A iniciativa da indústria, que digitalizou seu catálogo, e de seus revendedores, que apostaram no comércio eletrônico, tem ajudado mecânicos e consumidores finais a encontrarem, mais facilmente, os produtos que precisam.

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Nessa força-tarefa, todos levam vantagens. Os varejistas e distribuidores ganham mais visibilidade e, com a digitalização de catálogos das fábricas, mais chances de venda; enquanto a indústria, mais popularidade e negócios, já que se sua rede de distribuição está vendendo mais, consequentemente, fará mais pedidos.

Já o usuário final que utiliza o Canal da Peça, consegue se beneficiar com ações exclusivas de fabricantes, que viabilizam cupons de desconto e frete grátis frequentemente. Além disso, poder comparar preços e escolher onde quer comprar, com a vantagem de receber no local que desejar, são privilégios exclusivos do e-commerce.

“Dificilmente, pesquiso peça em catálogos impressos. Hoje, só em meios digitais. Em questão de segundos, podemos encontrar um produto que está em falta em lojas físicas da região”, comenta o mecânico Wesley Reis, cliente do Canal da Peça.

Bem-vindo à nova era

Além de digitalizar catálogos, conectar estoques, impulsionar a marca na rede, entre outras soluções feitas de acordo com as necessidades de cada cliente, a plataforma cria portais para fabricantes e distribuidores, no modelo marketplace, uma espécie de shopping center virtual.

+ A bola da vez

Companhias como Bosch, SKF, Delphi e Nakata já têm seu próprio endereço online, onde reúnem varejistas e distribuidores que, ali, fazem mais negócios com o apoio das marcas. Os portais têm otimizado o tempo de funcionários e auxiliado, com mais precisão, quem busca uma peça específica.

“Hoje, damos oportunidade para que varejistas e distribuidores se associem à plataforma e fiquem em evidência na rede. Quando um cliente nos pede informações, conseguimos passar os links de quem realmente tem os produtos e qual será o prazo de entrega. É uma solução para todos”, diz André Cachetti, assistente de suporte do Compreskf.com.br.

A rede de distribuição da SKF também ganhou mais incentivo com a digitalização da companhia. A Abecom, que atua no mercado de peças para manutenção industrial há mais de 50 anos, tem apostado no comércio eletrônico desde que a empresa lançou seu portal.

Meire Garcia Vaz, da Abecom. Foto: Adriano Stofaleti


“Não estávamos online antes. O Compreskf.com.br nos abriu esta porta”, afirma Meire Vaz, gerente administrativa da Abecom.

“O mercado de vendas online possibilita que o comerciante se torne mais conhecido em um novo universo de potenciais clientes”, opina Meire.
Robério Barreto, diretor técnico da Primeira Linha Comercial de Rolamentos, também aprovou a estreia da SKF na rede. “É fato que estamos cada vez mais dependentes do universo digital, seja para uma simples pesquisa ou até mesmo em uma negociação de compra e venda de produtos de alta tecnologia. O Compreskf.com.br reúne tudo isso em um ambiente só”, elogia.

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Animado com o comércio eletrônico, Barreto só lista vantagens desde que criou sua própria loja virtual há dois anos. “Tivemos cadastro de novos clientes, aumento de vendas para pessoas de outras regiões, flexibilidade nos pagamentos, comercialização de itens de pouco giro e maior reconhecimento da loja”.

No cenário eletrônico


O comércio automotivo online está em ascensão no País. Um levantamento feito recentemente pela consultoria E-Consulting revela que as vendas no comércio online de carros, motos e peças automotivas deverão gerar R$ 15,2 bilhões ao e-commerce brasileiro em 2018. Cifras que representam crescimento de 14,3% em relação ao ano passado, período que acumulou R$ 13,3 bilhões.

Fernando Teixeira, da oficina Valecar. Foto: Adriano Stofaleti


Os números têm entusiasmado até quem nunca atuou no varejo. É o caso do mecânico Fernando Teixeira, da oficina Valecar. Com um pequeno estoque para uso próprio, o profissional planeja, em breve, aumentar o volume e comercializar pela web.

“Não pretendo vender na própria oficina, pois a tendência do varejo de peças é ser cada vez mais digital. Pensando nisso, quero estar um passo à frente”, diz. “Acredito que daqui a dez anos, as vendas pela internet vão superar as do balcão, então já estou me antecipando”, acrescenta.

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Para Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting, a previsão de Teixeira está correta, já que tanto o modelo B2B, que envolve empresas, como o B2C, entre empresas e consumidores, prometem amadurecer na web. “Montadoras, fabricantes e distribuidores estão nesse movimento que facilita a integração dos negócios em um ambiente digital. O modelo B2C também irá crescer no mesmo ritmo. Ambos têm espaço para avançar no País”, afirma.

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