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Setor mais conectado

Que tal comprar e vender peças e, ainda, tirar dúvidas técnicas em um único grupo no Facebook? Através do Clube Canal da Peça – Compra e Venda de Peças, profissionais e entusiastas do mundo automotivo estão mais unidos do que nunca. Saiba como usuários têm aproveitado o espaço para poupar e fazer negócios

Se você utiliza o Facebook apenas para manter contato com amigos e familiares, saiba que pode estar perdendo grandes oportunidades. Sobretudo, se atua no setor automotivo.

Isso porque a plataforma se transformou em um dos canais de marketing e de comunicação mais poderosos do mundo. E é através da rede social que muitos profissionais do mercado têm criado sua própria ‘rede comercial’.

Com a premissa de conectar mecânicos, vendedores de peças e entusiastas da área, criamos o grupo Clube Canal da Peça – Compra e Venda de Peças, que já soma mais de 12 mil membros.

O mercado potencial é gigantesco, já que 45% dos brasileiros usam a rede social mensalmente. E quando analisamos o setor de reparação, os números impressionam.

De acordo com a pesquisa “Uso Profissional da Internet pelo Reparador Independente”, da Cinau, que contou com a participação de 488 reparadores de todo o País, 88,1% disseram usar a rede para pesquisar peças. Desses, 65,3% acessam o Facebook diariamente.

O mecânico Talvanes Nobre, de Fortaleza (CE), é um dos profissionais que, sempre que precisa, utiliza a web para encontrar peças. Membro do nosso grupo, em poucos cliques ele achou o item que buscava.

“Coincidentemente, estava procurando um produto e, assim que compreendi a proposta do grupo, perguntei se alguém tinha esse item para vender. Em pouco tempo, enviaram um link exatamente com a peça que eu precisava”, diz Nobre. “A grande vantagem é a rapidez. O grupo tem muitos vendedores, então agiliza uma busca”.

Melhores preços e menos dúvidas

A economia é destaque para os e-consumidores. Talvanes, por exemplo, deu preferência à rede pelo menor custo em comparação com as lojas físicas. “A peça que eu precisava estava muito mais cara em pontos convencionais. Na internet, encontramos mais opções de produtos e melhores preços”, opina ele, que continuará fazendo pesquisas no grupo.

O usuário Talvanes Nobre. Foto: acervo pessoal

O usuário Talvanes Nobre. Foto: acervo pessoal


“Além de a busca ser fácil, consigo tirar muitas dúvidas técnicas. A internet tem sido fundamental para nossa área de atuação”. Compartilhando da mesma opinião, o encarregado de produção Bruno Alves, de Itajubá (MG), tem se beneficiado com os anúncios de peças no grupo virtual. Por lá, Alves conseguiu negociar um jogo de velas e, em poucos dias, recebeu em casa, sem contratempos.

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“A vantagem dessa ‘comunidade digital’ é a exibição simples e a facilidade da aquisição de um produto”, diz.
Bruno, assim como Talvanes, exalta o preço como ponto-chave para o comércio eletrônico. Segundo ele, é mais fácil economizar no ambiente virtual.

“Mesmo com frete, muitas vezes é mais barato comprar na rede do que em lojas físicas. Assim como no balcão, temos a certeza que o produto que estamos adquirindo é o correto pelas especificações e fotos”.

Mais comodidade

Os consumidores virtuais buscam conveniência além de melhores preços. Uma recente pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), com 815 internautas, mostra que 75% deles valorizam o comércio eletrônico pela maior comodidade.

+ A união faz a força

Bruno é um deles. “Não precisamos nos deslocar para comprar uma peça. E, atualmente, isso é uma grande vantagem, pois o tempo está cada vez mais escasso”, afirma.

O mecânico Ezequiel Morassi. Foto: Adriano Stofaleti

O mecânico Ezequiel Morassi. Foto: Adriano Stofaleti


O mecânico Ezequiel Morassi, de São Bernardo do Campo (SP), que o diga. Sem tempo de ir pessoalmente atrás de um produto, ele exalta as maravilhas da tecnologia. “É muito mais fácil fazer uma pesquisa através do celular. Se você está trabalhando em um carro, não precisa nem sair de onde está para telefonar ou ir à uma loja”, destaca.

Comércio rápido

Criado para conectar o setor, nosso grupo é democrático: tem espaço para mecânicos que só querem tirar dúvidas, para quem quer apenas comprar e para quem quer somente vender. Até quem não tem CNPJ pode fazer negociações por lá. O mecânico Fábio Rogério Porfírio, dono da oficina Box 9. Mecânica Automotiva, em Araucária (PR), tem feito bons negócios no nosso ambiente virtual.

“Conheci o Canal da Peça através do Facebook. Achei muito interessante a proposta e passei a seguir na rede social”, relembra. “Pouco depois, entrei no grupo e vislumbrei uma nova vitrine para os meus negócios”.

Desde que se associou, há poucos meses, ele vendeu cerca de 15 scanners automotivos, avaliados entre R$ 1,4 mil e R$ 15 mil. “Eu crio os anúncios e os clientes entram em contato comigo, sem compromisso. Faço questão de explicar o funcionamento de cada um deles e negocio através do WhatsApp”, comenta.

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O envio e o pagamento são combinados com os clientes. “Alguns preferem efetuar a compra fazendo depósito diretamente na minha conta e eu envio o equipamento através dos Correios, que já fazem o cálculo do frete levando em consideração altura, comprimento, peso e localidade. Em outros casos, envio o link do produto na internet e a transação é feita por lá”.

Confira como é simples criar sua própria loja virtual!

Para Porfírio, grupos como o nosso incentivam o pequeno comerciante a garantir uma renda a mais no fim do mês. “O custo para vender online é zero. Nesse exato momento em que respondo as perguntas, tem cliente enviando mensagens. A chance de concretizar uma venda é alta e não exige muito esforço”, garante.

“O Canal da Peça está ajudando o setor, pois dá liberdade para o mecânico postar dúvidas e também vender o estoque, diferentemente de outras páginas virtuais. Já indiquei para vários mecânicos, que também aprovaram a ideia. É um grupo unido e bacana. Na minha opinião é nota dez”, opina Porfírio.
O futuro do varejo, para ele, caminha para ser mais digital. “Acredito que o comércio de peças será mais virtual do que físico. Isso já acontece em outros segmentos. Eu mesmo uso muito a web para compras: 80% do que eu consumo vêm do e-commerce, como roupas, calçados e, é claro, peças e equipamentos”, afirma. Ao que tudo indica, o setor irá dominar a rede.

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