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Negócio certo

Há quase 30 anos no mercado varejista, a autopeças Brajauto fez sua estreia no comércio eletrônico há dois anos. Desde então, as vendas online têm superado as do balcão. Confira as dicas para ter também sucesso na rede

No final da década de 1980, quando o Brasil se preparava para enfrentar uma recessão econômica, o comerciante Adriano Yoshizato ousava em abrir uma loja de autopeças, em São Caetano do Sul, em São Paulo.

A Brajauto, que nascera em um momento complicado no País, conseguiu vencer as instabilidades na economia e, hoje, quase 30 anos depois, se mantém firme e forte no cenário varejista.

Mesmo após a última crise no País. Inclusive foi através dela que a loja se reinventou. “Tivemos que oferecer mais canais de venda e, é claro, que a internet não poderia ficar de fora dos nossos planos”, diz Yoshizato. “O comerciante precisa estar atento às mudanças e se adaptar, caso contrário, não terá êxito no mercado”, enfatiza.

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Adriano sabe o que fala. Ele cresceu, praticamente, na autopeças do pai, que o inspirou a seguir na mesma profissão. “Eu sempre soube que queria trabalhar na área automotiva e, como tenho vivência no varejo de autopeças, apostei no comércio. Mas não é fácil. Precisamos olhar sempre lá na frente, perceber as tendências”.

Vendas online

Uma dessas tendências é o comércio eletrônico, o qual a Brajauto faz parte há dois anos. Mesmo em um curto período, a autopeças tem angariado resultados surpreendentes: 70% das suas vendas, hoje, vêm da rede.

“Estamos deixando a vida nos levar, mas tudo indica que a internet será o principal meio de compras de autopeças daqui a alguns anos. Já percebemos que está tendo crescimento de consumidores finais. Assim como o varejo muda, o perfil do comprador também”, diz.

Há cerca de três anos, Yoshizato mudou o foco de suas vendas. Durante a crise, ele dispensou sete funcionários, cortou parcerias com oficinas mecânicas e tem focado no consumidor final.

“O dono do carro tem mais acesso às informações e preços, e percebemos que ele quer assumir o controle do veículo. Quer pesquisar as peças e levá-las à oficina”, opina.

Por focar em um público diferente, Adriano teve de prestar atenção em detalhes que antes não eram levados em consideração. Um deles foi o vocabulário.

“As vendas online, além de terem me proporcionado mais negócios, me ajudaram a ter mais paciência e deram um up no meu vocabulário. Como agora trato diretamente com o consumidor final, a comunicação é diferente, pois tenho que explicar mais e dar mais detalhes”, diz. “Além disso, faço questão de responder rapidamente uma dúvida. Faz toda a diferença”, afirma.

+ Combustível para o varejo de autopeças

Quer vender mais na rede? Yoshizato ensina um “truque” simples que pode ajudar a fidelizar clientes: usar mais a gentileza. “Costumo agradecer, por e-mail, quando faço uma venda. Me coloco à disposição, quando surge uma dúvida, ou, quando o produto fica parado nos Correios por algum motivo, vou atrás para solucionar o problema. O suporte é meu diferencial”.

E-commerce em alta

As vendas pela rede conquistaram, de vez, os brasileiros. Este ano, o comércio eletrônico poderá atingir os R$ 69 bilhões, o que representa crescimento de 15% em relação ao ano passado.

Os dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) ainda incluem números relacionados aos tabletes e smartphones: 33% dos pedidos online serão feitos através desses dispositivos móveis.

Segundo o comerciante, a comodidade tem impulsionado esses números. “É muito mais fácil e rápido encontrar o que precisamos na internet. Economizamos tempo e dinheiro. Eu mesmo compro muitos itens pela web, desde camiseta até folha de sulfite”, revela.

A Brajauto no Canal da Peça

Com e-commerce próprio e loja no Canal da Peça, a Brajauto tem vendido para todos os estados brasileiros. “Temos forte atuação no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O diferencial da internet é esse: você consegue atingir regiões que jamais poderia se ficasse apenas no seu bairro”.

De acordo com ele, o atendimento da nossa plataforma tem surpreendido. “Para mim, o ponto alto do Canal da Peça é o suporte. Estão sempre disponíveis para tirar dúvidas, seja por telefone, e-mail ou WhatsApp. Eles me ajudam bastante”, diz.

Adriano Yoshizato, da Brajauto. Foto: Adriano Stofaleti


Em comparação com sua própria loja e outras plataformas de venda, o comerciante diz que o processo, no Canal da Peça, é muito mais simples.

“Atualizo a Planilha de Estoque uma vez por semana, acrescentando um produto novo ou preço alterado, e a atualização é imediata. Não preciso me preocupar com fotos nem informações da peça, já que a plataforma já tem tudo”, afirma.

A parceria do Canal da Peça com grandes fabricantes, entre eles Bosch, SKF e Nakata, faz com que os membros do Clube do Canal da Peça não precisem se preocupar com fotos e informações técnicas, já que é a própria plataforma que se encarrega desses dados.

“Além disso, ações como frete grátis e cupons de desconto ajudam o varejista a vender mais. E, ainda, a possibilidade de vender através dos portais deles, que já são consolidados no mercado, traz mais clientes para nós”, acrescenta Yoshizato. “A internet também nos ajuda no balcão. Muitos usuários do Canal da Peça nos ligam diretamente em busca de informações”.

+ Veja mais sobre cupons de desconto

O vendedor Victor Belmonte, da Brajauto, aprova a iniciativa do comerciante de entrar na nossa plataforma. “Estamos tentando crescer na internet. Acredito que o Canal da Peça tem tudo para nos ajudar”, diz.

Yoshizato também elogia os aplicativos de fabricantes. “Para nós é muito bom, pois economizamos tempo, já que conseguimos pesquisar uma peça pelo código no celular. Os catálogos impressos já são obsoletos. Ninguém mais faz pesquisa neles”, acrescenta.

Dupla infalível

Há dois anos, Yoshizato aproveitou um espaço ao lado da loja para investir em uma oficina mecânica. Batizada de Medina, ela também tem impulsionado os negócios do comerciante, que chega a receber entre 60 e 70 carros mensalmente.

Em breve, a internet será utilizada para comercializar combos. “Pretendemos também vender serviços, como kit revisão e kit filtro. A ideia é unir, cada vez mais, os dois negócios”, comenta.

  Confira o passo a passo para criar uma loja na internet

Segundo ele, se os distribuidores oferecessem formas mais facilitadas de pagamento, sua loja poderia crescer ainda mais. “Alguns oferecem prazo maior, de até 42 dias; outros, quando à vista, dão desconto melhor. Mas se eu tivesse mais crédito, além de ter mais tranquilidade, certamente meu estoque seria maior”.

O futuro do varejo de autopeças

Localizada no bairro Santa Paula, Yoshizato diz que, na região, ainda existem muitos varejistas offline. “Muitos, ainda, preferem o modo antigo: fazer a divulgação apenas no bairro e em oficinas mecânicas. O consumidor mudou e o modo de comprar também. Todos deveriam já estar online”, opina.

“Já acho que entrei tarde demais. No entanto, estou um passo à frente daqueles que ainda não estão online”, diz Adriano Yoshizato. 
Para ele, o varejo tem tudo para ser mais virtual do que físico. “O comerciante não terá mais a necessidade de ter uma loja em um bairro próximo ao centro e movimentado. Ele pode ter um ponto que servirá como estoque ou para retirada de produtos, e as vendas concretizadas pela internet”, aposta ele, que, por enquanto, faz a divulgação de sua loja apenas através do site.

“Estamos finalizando nossa página no Facebook e teremos conta no Instagram. É importante que o varejista mergulhe de cabeça na divulgação do negócio”.

Os próximos anos da Brajauto prometem ser de muito crescimento na rede. “Queremos nos consolidar mais na internet e, quem sabe, depender exclusivamente do e-commerce. O consumidor está bem confiante em comprar na web e, por isso, o varejo tem de oferecer um canal a mais de venda para não perder clientes”, afirma. E quem duvida? 


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