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Ligado no futuro

Uma onda tecnológica vem invadindo as oficinas mecânicas. E os profissionais têm aproveitado para usar todas as possibilidades dessas soluções para otimizar o trabalho. Elas vão desde plataforma de pesquisa e compra de peças até scanners automotivos

O mecânico Adelcio Correa começou cedo a trabalhar em oficina. Aos 17 anos, ele conseguiu o primeiro emprego como ajudante em uma mecânica, onde pôde acompanhar o cotidiano dos profissionais da área.

Não demorou muito para ele perceber que queria seguir na profissão. Hoje, aos 36 anos, ele gerencia a Autogiro, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O caminho para o crescimento profissional, no entanto, não foi fácil.

“Demorei muito para colocar, de fato, a mão na massa. Só em 2005, comecei a montar e a desmontar algumas peças de motor”, relembra Correa. “A parte de injeção, então, foi só em 2008”.

A prática diária, os cursos e as palestras frequentadas pelo profissional o ajudaram a galgar o cargo ocupado atualmente. Mas, uma ferramenta que hoje já é acessível a todos, tem sido fundamental no arsenal do mecânico: a internet.

“Sem ela nosso trabalho seria muito prejudicado. Ainda mais no nosso caso. Trabalhamos muito com carros importados, então, a web nos ajuda na hora de encontrar uma peça e tirar dúvida”, diz.

A transformação da mecânica

A tecnologia, em todos os níveis, tem contribuído muito com o trabalho do reparador. Se compararmos à década de 1990, o diagnóstico hoje é muito mais eficiente – além dele, o processo de compra de peças também se transformou. Para melhor.

+ Leia também: Novos tempos, novas soluções

Antigamente, o mecânico precisava parar o serviço no meio, ir até um varejista de peças ou telefonar para ter acesso a um item. Hoje, todo esse trâmite pode ser online, reduzindo o tempo de pesquisa de quem tem pressa.

A economia também é um dos pontos altos da nova era. “Muitas vezes, o mesmo item é vendido por preços diferentes e você consegue filtrar e escolher a loja que achar mais conveniente”, comenta. Entusiasta do comércio eletrônico, o mecânico não perde tempo quando não encontra uma peça no balcão.

“Vou para a internet quando não encontro um produto porque lá não tem erro. A web sempre tem a solução”, afirma Adelcio Correa.

O Canal da Peça se destaca quando o assunto é venda e compra de peças. Operamos no modelo marketplace e reunimos mais de 500 varejistas de todas as regiões do Brasil, que, juntos, somam mais de 700 mil peças. Ou seja, aquele item que você está com dificuldade de encontrar no balcão, provavelmente, vai encontrar na nossa plataforma, sem sair de casa.

Que tal vender pela internet? Confira como é fácil!

“A vantagem é poder pesquisar através do código da peça. Automaticamente, o produto é encontrado com fotos e informações técnicas”, comenta. “A internet facilita até a vida do consumidor final. Ele tem a autonomia de escolher onde quer comprar sem ter de pagar mais por isso”.

Vendas turbinadas

O comércio de carros, motos e peças automotivas está ganhando força na internet. Os três, juntos, devem gerar ao e-commerce brasileiro R$ 15,2 bilhões em 2018, segundo dados da E-Consulting. Números que representam crescimento de 14,3% em relação ao ano anterior, período que acumulou R$ 13,3 bilhões.

Adelcio Correa, da Autogiro. Foto: Adriano Stofaleti

Adelcio Correa, da Autogiro. Foto: Adriano Stofaleti


O otimismo não para por aí. A consultoria brasileira também prevê que 84% dos brasileiros vão realizar pagamentos por meios online em 2018. Dentre as principais razões do consumidor usar as plataformas eletrônicas estão aspectos como comodidade (55%), confiança (46%), segurança (44%) e agilidade (26%) na hora do pagamento.

+ Um ano promissor

Quem vende na rede tem visto os negócios prosperarem. É o caso de Jefferson Masullo, sócio-proprietário da Galpão Autopeças. “Vendemos online há alguns anos e isso tem feito toda a diferença no nosso faturamento”, diz Masullo.

Com e-commerce próprio e loja personalizada pela nossa plataforma, a Galpão, versão online, está quase se igualando à sua tradicional loja física. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora.

Conteúdo pela rede

Além do modo de compra mais fácil, que mudou o comportamento do consumidor moderno, a internet tem sido uma aliada quando o mecânico precisa se atualizar. Com novos modelos e tecnologias surgindo a cada ano, a rede ajuda o reparador a se manter sempre muito bem informado.

“Existem muitos cursos pela internet que são bons, pois não precisamos nos deslocar até uma escola. Pela rede, ficamos atualizados”, afirma Correa, que não dispensa também os vídeos no YouTube. “Quando surge uma dúvida na hora da reparação, a plataforma de vídeos sempre ajuda”, diz.

+ Veja mais: A peça que faltava

Além deles, existem muitos blogs de conteúdos técnicos, que complementam o estudo dos mecânicos. Um deles é o nosso. “Acho fundamental ter matérias explicativas, pois são muito importantes para nós. Muitas vezes, não temos acesso à informações sobre determinada falha e os blogs com conteúdo nos ajudam bastante”, revela.

O céu é o limite

Claro que os equipamentos não poderiam ficar de fora quando o assunto é tecnologia. Os scanners automotivos, por exemplo, estão cada vez mais sofisticados. “Quando eu comecei, lá em meados dos anos 2000, já existia esse tipo de equipamento. Mas é impressionante como, hoje, eles estão muito mais eficientes”, comenta Correa.

A oficina Autogiro, no Tatuapé. Foto: Adriano Stofaleti

A oficina Autogiro, no Tatuapé. Foto: Adriano Stofaleti


Dependendo da falha do automóvel, só com esse tipo de aparato é possível fazer o diagnóstico. “Aqui, como temos muita prática, muitas vezes já sabemos qual é o problema do carro, daí o scanner entra mais na conclusão do diagnóstico”, diz. “Mas, em alguns casos, principalmente de carros importados, fica quase impossível descobrir sozinho. Nessas horas, a tecnologia é fundamental”.

Assim que o scanner é passado no automóvel, o aparelho exibe o código da falha. Novamente, a internet entra para mostrar a solução. “Quando temos dúvida, vamos à web pesquisar o problema do automóvel. Assim como ocorre com o código da peça para encontrar um determinado item, com o código da falha é a mesma coisa. E isso só é possível por conta da tecnologia” explica.

Para Correa, ainda há muito o que esperar da tecnologia, sobretudo na mecânica. “Ela tem tudo para nos surpreender cada vez mais. Nosso trabalho já é, mas ainda será muito mais beneficiado com essas soluções”, afirma.

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