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Do online para o balcão

Como forma de acelerar o envio e reduzir gastos com serviços de frete, comerciantes de peças estão aderindo a mais uma opção de entrega para seus consumidores virtuais: a retirada na loja. Saiba quais são as vantagens para quem vende e para quem compra

O comércio eletrônico já é realidade para os consumidores de peças automotivas e industriais, porém, muitos deles, precisam do produto imediatamente assim que o adquirem. Nessas horas, os motoqueiros não estão só para agilizar o processo.

Os pontos físicos também são opções muito bem-vindas para quem compra online e está próximo da loja que efetuou o pedido. Varejistas que fazem parte do Clube Canal da Peça podem oferecer essa alternativa aos seus clientes. Nesse caso, diferentemente do que ocorre normalmente, quem vende é que ganha mais comodidade e, ainda, pode ter até mais lucro. O lojista Jefferson Masullo, da Galpão Autopeças, explica.

“Para nós, essa opção é muito interessante, pois como também vendemos acessórios, o consumidor sempre acaba levando mais alguma coisa”, diz.“É muito comum clientes que moram na região optarem por retirar no balcão. Nesses casos, ligamos para cada um deles para agendar horário, assim, conseguimos oferecer uma experiência mais personalizada”, ensina.

Online e offline: fusão necessária

Essa modalidade está em alta no e-commerce brasileiro. De acordo com o estudo Click & Collect, feito pela MindMiners em parceria com a consultoria Shopper Vista, a retirada em pontos físicos é uma ação frequente para 20% dos compradores virtuais entrevistados.

+ Veja também: Frete sob medida

Entre as vantagens de ir pessoalmente à loja, 44% dos e-consumidores elegem a isenção do frete; enquanto 31% dos compradores fazem a retirada para diminuir o tempo de espera. O mecânico Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech, é um consumidor virtual ativo. Sempre que pode escolher, dá preferência à entrega por moto e retirada no balcão. “Quando compro um produto pela internet e tenho a possibilidade de optar pela entrega via motoqueiro, eu não penso duas vezes. É uma garantia de que o item vai chegar logo”, afirma Montibeller.

O mecânico Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech. Foto: Adriano Stofaleti

O mecânico Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech. Foto: Adriano Stofaleti


Porém, dependendo do serviço, ele não hesita em ir à autopeças. “Mas se estou com muita pressa e a loja fica próxima à oficina, vou pessoalmente pegar o produto, assim agiliza meu trabalho”.

Vale a pena oferecer essa possibilidade, sim!

A opção retirada na loja é uma boa alternativa para quem quer economizar com o serviço de entrega e isso pode refletir positivamente nas vendas. O estudo Click & Collect apontou que 92% dos entrevistados comprariam mais se o frete fosse mais baixo. A informação reforça a ideia de que poder buscar o produto no fornecedor é um impulsionador de vendas online.

Consumidores que optam pela retirada na loja visando apenas o custo, podem ficar despreocupados na nossa plataforma. “Membros do clube conseguem oferecer frete grátis aos seus clientes, por conta da nossa parceria com fabricantes que, constantemente, disponibilizam ações de incentivo”, diz Tiago Souza, líder de atendimento do Canal da Peça.

+ A corrida digital do varejo

Marcas como Bosch, SKF, Delphi, Fras-le e MTE-Thomson oferecem também cupons de desconto, que ajudam a fomentar mais negócios para quem vende e um incentivo a mais para quem compra. Usuários da nossa plataforma têm acesso a todos os benefícios. “A retirada no balcão é uma opção bem interessante e agrega muito na quantidade de venda das lojas, principalmente nas feitas com a utilização de cupons de desconto”, afirma Souza.

Mercado automotivo em alta na internet

As vendas de itens para carros e motos continuam a todo vapor no e-commerce brasileiro. Este mesmo estudo aponta que eles correspondem a 34% do comércio online no País. O crescimento dos pedidos pela internet, de uma forma geral, tem feito pontos físicos ficarem para trás.

Entre 2015 e 2017, cerca de 226 mil fecharam suas portas por aqui. Nos Estados Unidos, estima-se que até 2022, 25% dos shopping centers também vão encerrar suas operações, mostrando que, de fato, o comércio eletrônico chegou para transformar os negócios de todos os setores no mundo.
O mercado de peças, assim como outros, funciona bem em múltiplos canais – o online complementa o balcão e vice-versa. Apesar da popularização recente do e-commerce neste segmento, já tem varejistas faturando mais que na loja física.

Adriano Yoshizato, da Brajauto, que está nessa área desde o final da década de 1980, hoje, lucra mais com seus canais virtuais que no balcão: 70% das vendas são realizadas pela rede. “Estamos deixando a vida nos levar, mas tudo indica que a internet será o principal meio de compras de autopeças daqui a alguns anos. Já percebemos que está tendo crescimento de consumidores finais. Assim como o varejo muda, o perfil do comprador também”, afirma.

Adriano Yoshizato, da Brajauto. Foto: Adriano Stofaleti

Adriano Yoshizato, da Brajauto. Foto: Adriano Stofaleti


Segundo ele, o sucesso virtual deve-se ao interesse cada vez maior do consumidor final. “O dono do carro tem mais acesso às informações e preços, e percebemos que ele quer assumir o controle do veículo. Quer pesquisar as peças e levá-las à oficina”, opina.

Outro case de sucesso é a loja Galpão Autopeças, citada no começo da matéria. Antes de investir nos meios digitais, o comerciante Jefferson Masullo não acreditava no potencial da rede. “Tínhamos certa restrição em comprar e vender pela internet, tanto que entramos meio desacreditados. Mas começamos a atingir regiões de várias partes do Brasil e percebemos que o futuro estava ali”, afirma. O futuro e o lucro. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora.

Peças na rede em um único lugar

Mais de 500 lojistas de todas as regiões do Brasil já expõem seu portfólio no nosso marketplace. Juntos, eles oferecem quase um milhão de ofertas.

Confira como é fácil ter uma loja virtual no Canal da Peça!

O mercado de reparação, que necessita de agilidade para pesquisa, agradece. “Quando encontro uma peça que preciso, entro em contato direto com o lojista ou distribuidor cadastrado na plataforma, que muitas vezes já conheço, e compro o produto. Em um clique no Canal da Peça, economizo dez ligações”, afirma Eduardo Vincenzo, da oficina Vincenzo & Pistori.

+ Leia mais: A bola da vez

Para Romero Rodrigues, fundador do Buscapé e um dos principais nomes quando o assunto é transformação digital, o varejista que ainda não aderiu à soluções tecnológicas poderá ficar pelo caminho. “A digitalização está acontecendo mais rápido do que as pessoas imaginam. Aquele catálogo antes cheio de graxa poderá ser consultado na própria oficina pelo celular. Acredito que em no máximo três anos, o mercado estará totalmente digital”, diz. Investir em novas ferramentas não é mais uma estratégia para depois. É para agora.

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