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Comércio mais eletrônico

De acordo com estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o varejo virtual deverá crescer 16% este ano no País, mostrando a força dos canais digitais hoje

Brasileiros de diferentes idades e níveis sociais já têm acesso, de alguma forma, à tecnologia. Usar a internet para comunicação, consulta ou compra de produtos e serviços já é realidade por aqui.

Essa maior conectividade tem refletido no crescimento das vendas online, que deverão atingir R$ 79,9 bilhões em 2019, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Se essa estimativa for concretizada, o montante irá representar avanço de 16% em comparação com 2018 – período em que se aproximou dos R$ 68 bilhões -, sendo a maior alta anual desde 2015.

Boa notícia também para as micro e pequenas empresas, que devem aumentar sua participação no faturamento, atingindo 29%. Já o tíquete médio será de R$ 301, com total de 265 milhões de pedidos efetuados pelos usuários até o fim de 2019.

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Para Mauricio Salvador, presidente da ABComm, o otimismo observado pelos empresários do setor, somado à elevação da confiança do consumidor, são algumas das razões.

“Percebemos uma retomada expressiva das vendas online já no último trimestre do ano passado, especialmente durante a Black Friday e nas vendas de Natal”, afirma Salvador. “Livre dos eventos observados em 2018, vemos com bons olhos o desempenho para este ano”, diz.

Shoppings virtuais em alta

Os marketplaces, ambientes que reúnem lojas distintas, geralmente de mercados diferentes, também prometem se sobressair ao longo dos meses.

A fatia, que corresponde à participação no faturamento do setor, deve passar dos atuais 31% verificados em 2018 para 35% até o fim deste ano.

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O maior interesse de lojistas nesses ambientes virtuais não passou despercebido por nós, do CWS. Desde 2014, quando estreamos no mercado de tecnologia, tivemos aumento de mais de 1000% no número de varejistas ativos nas plataformas que operamos.

Entre os clientes que têm marketplace próprio, destacam-se o Canal da Peça, o Grupo Ipiranga e a Rodobens. As ofertas também avançaram. De 2017 para 2018, o número, somando todos os projetos, cresceu 300%.

De acordo com Bruno Lucchesi, head comercial do CWS, os empresários devem colocar em prática ações que estavam engavetadas por conta da desaceleração na economia.

“O ano promete ser de retomada. A expectativa é que, até dezembro, o CWS dobre as ofertas do período anterior, com a entrada de projetos na área de construção civil e mais parceiros do setor agrícola”, revela.

Foco nos dispositivos móveis

A experiência do consumidor nos dispositivos móveis deve continuar sendo alvo de atenção das lojas virtuais neste ano. Segundo a ABComm, é esperado que 33% das vendas efetuadas pelos consumidores venham a partir de smartphones e tablets.

A 29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), mostra que o Brasil já tem 306 milhões de dispositivos portáteis em uso – além de smartphones, a estimativa inclui notebooks e tablets.
Número que ultrapassa os atuais 208,5 milhões de habitantes, segundo o IBGE. Se estamos mais conectados, sua marca também precisa incorporar todas as possibilidades do universo digital em suas ações.

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“Aos poucos, as empresas vêm percebendo a importância de fazer parte de toda a jornada do consumidor. A tecnologia tem aberto novas portas e, sem dúvida, estará cada vez mais presente nos planos das companhias brasileiras”, aposta Bruno Lucchesi.

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