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De olho nas transformações do varejo, o lojista Douglas Meireles, da Leves e Pesados, se prepara para avançar ainda mais no ambiente virtual. O estoque, com mais de 50 mil itens, em breve estará mais digital do que nunca

Em 2014, o varejista Douglas Meireles, da Leves e Pesados, em São Paulo, dava um passo importante rumo ao comércio eletrônico. Após conhecer a proposta do Canal da Peça, o comerciante sentiu que era hora de vender pela rede.

“O grande problema do e-commerce de peças sempre foi a informação. As montadoras e os fabricantes precisam estar mais alinhados e fornecer esses dados para as outras pontas da cadeia”, diz. “Por isso, quando conheci o Canal da Peça apostei na plataforma, pois nasceu para otimizar todo esse processo”, comenta Meireles, referindo-se a nossa parceria com a indústria.

O varejista, inclusive, chegou a participar do desenvolvimento do Canal da Peça. “Antes, era muito básico, mas sempre foi um projeto inovador. Hoje, quatro anos depois, o sistema está mais sofisticado e mais simples de manusear”, opina.

Atualmente, a Leves e Pesados opera, exclusivamente, através da nossa plataforma. Com loja personalizada e atuando no nosso marketplace, os planos de Meireles incluem novas estratégias digitais. “Confesso que nossa área virtual não está bem estruturada. No próximo semestre, certamente estaremos mais engajados no ambiente online e até, quem sabe, com e-commerce próprio”, comenta.

Fortalecimento na rede – e fora dela

Para crescer na internet, as estratégias adotadas pela Leves e Pesados serão baseadas no tripé fundamental do e-commerce: atualização constante do estoque, atuação nas redes sociais e divulgação da marca.

“Nos próximos meses, iremos trabalhar na internet com mais empenho. A transformação digital é inevitável em todos os setores, inclusive no de autopeças”, diz Meireles. “Queremos também colocar todo o nosso estoque, que já soma mais de 50 mil itens, na rede”.

Além disso, a divulgação ganhará reforço. “Vamos fortalecer nossas redes sociais, como o Facebook, e divulgar mais nosso canal de vendas online”. Recentemente, a Leves e Pesados ampliou seu espaço físico, que passou a ocupar quase dois mil metros quadrados em uma importante avenida da zona leste da cidade.


“Oferecemos, agora, centro automotivo para serviços rápidos, como troca de óleo e de pastilha, e uma loja de acessórios para carros e motos”, diz. “Vamos disponibilizar os mesmos produtos na internet”.

Setor mais digital

A investida da Leves e Pesados nas plataformas digitais reflete o interesse de grande parte dos lojistas no País. No estudo Panorama dos Marketplaces no Brasil Edição Abril 2017, criado pela Precifica em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), foi constatado que o número de varejistas ativos nos marketplaces crescera 15,3% naquele período.

Quer uma loja virtual também? Confira como é fácil!

O Canal da Peça já reúne mais de 500 varejistas de todos os estados brasileiros, que, juntos, somam quase um milhão de itens para veículos automotores (carros, motos, caminhões e motos). “Em cinco anos, quem não evoluir vai ficar para trás. As plataformas digitais fazem parte dessa evolução. É natural o varejo seguir esse caminho”, opina Meireles.

Romero Rodrigues, fundador do Buscapé e um dos principais nomes quando o assunto é digitalização, antecipa a previsão de Meirelles. “A digitalização está acontecendo mais rápido do que as pessoas imaginam. Aquele catálogo antes cheio de graxa poderá ser consultado na própria oficina pelo celular. Acredito que em no máximo três anos, o mercado estará totalmente digital”, afirma.

+ Leia a entrevista completa de Romero Rodrigues sobre digitalização

“Hoje, cerca de 2/3 das consultas de produtos são feitas pelo celular. Mas muitas pesquisas ainda são convertidas em vendas no shopping. No entanto, a transação online vai acontecer em algum momento. Ferramentas como o Canal da Peça começam a ajudar a cadeia como um todo”, complementa Rodrigues.

A plataforma na prática

Atualmente, o gerente de vendas Hélio Pereira é o responsável pelo manuseio da loja no Canal da Peça. Sem dificuldade para operar a ferramenta, Pereira explica como é sua rotina de trabalho.

“Logo pela manhã, já abro o painel de controle e fico monitorando os pedidos. Quando entra algum, geramos o pedido, a nota fiscal e separamos o produto. Imprimo a etiqueta de envio, que já vem com os dados do comprador, e colamos na embalagem”, comenta Pereira.

Utilizando todas as formas de entrega da nossa plataforma, o Sedex ainda é o preferido dos clientes da Leves e Pesados. “Geralmente, quando o pedido vem da internet, a opção é via Correios. Mas já recebemos motoqueiros terceirizados do Canal da Peça para retirada de produto”, diz. “Para nós, é muito mais simples, pois a plataforma se encarrega do envio”.

+ Saiba mais sobre nossas opções de entrega

Nós temos parceria com a Rapiddo, empresa de entregas via motoqueiros. Em até 48 horas após o pedido, o produto é entregue ao destino final. Esse serviço abrange a Grande São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.


A Leves e Pesados também disponibiliza oito motoqueiros que entregam em um raio de até 10 km da loja física. Acima disso, o frete é cobrado. Porém, por fazer parte do Clube do Canal da Peça, muitas vezes a entrega é gratuita para o cliente final.

“Por ser membro do Clube do Canal da Peça também aproveitamos outros benefícios, como cupons de desconto e frete grátis. A vantagem é que o cliente consegue comprar pagando menos e, nós, recebemos integralmente. Além disso, muitos compram usando o frete grátis, o que traz mais clientes para nossa loja”, afirma.

Essas campanhas são ativas com frequência pelos nossos parceiros, entre eles SKF, Nakata e MTE-Thomson. O objetivo é impulsionar os negócios de varejistas e distribuidores dessas marcas. Para o gerente de vendas, esses benefícios, de fato, ajudam.

“Percebo que quando é lançada uma campanha, principalmente a de desconto, aumenta o número de vendas. É excelente para nós”, opina Hélio Pereira, gerente de vendas da Leves e Pesados.
Nesse caso, a política que limita as compras é ativada. “Quando oferecemos produtos com desconto ou se há pouco desse item em estoque, limitamos a quantidade por pedido”, avisa.

Comunicação mais tecnológica

Desde 1989 no comércio, Douglas Meireles cresceu em meio às peças. Fundada pelo pai, Pedro Meireles, até hoje o patriarca atua na administração do negócio familiar. Em quase 30 anos, o varejo teve muitas mudanças, incluindo a comunicação com os clientes.

“Há poucos anos, o Nextel era o aparelho do momento. Engraçado que hoje já morreu e outras ferramentas tomaram seu lugar”, diz. Uma delas é o WhatsApp, que também tem sido usado como canal de venda.

“O número de ligações tem caído muito por conta dessa ferramenta, que deixa mais fluida a conversa entre o vendedor e o consumidor, já que ele pode passar orçamento e fotos e, assim, fechar uma venda”, comenta.

+ WhatsApp: a nova forma de comunicação no varejo

“Além do aplicativo, usamos muito o Skype e e-mail. Facilita muito a rotina dos mecânicos, que não têm tempo de ligar e nem de vir pessoalmente”, diz Meireles.

Mas ainda muitos clientes fazem questão de ir pessoalmente na Leves e Pesados. Por dia, passam por lá cerca de 300 pessoas. Sem contar as negociações feitas via telefone, e-mail e canais digitais. Questionado se a loja online poderá ter o mesmo sucesso da física, Meirelles não descarta a chance.

“Acho que, em alguns anos, as vendas ficarão mais bem divididas, representando 50% cada modelo. Assim como o modo de compra evolui, temos que nos adaptar. E é o que faremos”, diz.

Hélio Pereira compartilha da mesma opinião. “A atualização é necessária, pois em um futuro não tão distante, o balcão poderá virar um autoatendimento, como já ocorre nos bancos”, opina. E vai além.

“Todas essas mudanças são resultado da transformação digital e vão atingir todas as pontas da cadeia. A internet sempre fará parte do jogo”, comenta. Em época de Mundial, o trocadilho é bem-vindo: esperamos que o time completo do setor entre logo em campo.

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O comércio de carros, motos e peças automotivas na internet deverá avançar 14,3% este ano. Saiba porque o setor tem tido sucesso no varejo virtual e as expectativas de quem já vive a era digital

O setor automotivo sofreu com a crise dos últimos anos, mas ganhou fôlego e promete se recuperar este ano. Ao que tudo indica, o comércio eletrônico vai impulsionar o reaquecimento. Pelo menos, essa é a expectativa da consultoria brasileira E-Consulting.

De acordo com a análise feita recentemente, as vendas no comércio online de carros, motos e peças automotivas deverão gerar R$ 15,2 bilhões ao e-commerce brasileiro em 2018. Cifras que representam crescimento de 14,3% em relação ao ano passado, período que acumulou R$ 13,3 bilhões.

“O e-commerce de automóveis é uma tendência que vai ganhar mais força este ano no Brasil por conta de um esforço conjunto entre a indústria e o comércio, que visam levar aos consumidores virtuais facilidades ligadas à economia e à praticidade”, diz Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting.

Segundo o levantamento, o avanço no cenário virtual também está ligado às facilidades tributário-fiscais por parte das montadoras; ao aumento de ofertas de sites especializados em compra e venda de veículos, bem como a redução de impostos, mesmo que temporária, como forma de estimular as transações de produtos automobilísticos pela internet.

“Antigamente, os canais digitais não eram meios aceitos pelos brasileiros pela falta de confiança na internet. Hoje, com as plataformas digitais e os processos de pagamento mais seguros, o comércio online está muito mais presente na vida dos consumidores”, afirma.

Comodidade e segurança

A comodidade e a segurança figuram entre os itens que mais motivam a comprar online. De acordo com a E-Consulting, 84% dos brasileiros têm a expectativa de realizarem pagamentos por meios online em 2018. Entre as principais razões estão aspectos como comodidade (55%), confiança (46%), segurança (44%) e agilidade (26%) na hora do pagamento.

Para Domeneghetti, a praticidade tem levado mais consumidores e profissionais à rede. “A simplicidade é um dos pontos cruciais para quem consome pela internet. Além disso, o usuário tem um campo mais abrangente de pesquisa e, assim, um leque maior de ofertas”, afirma.

+ Negócio virtual, faturamento real

E no mercado de reposição, a agilidade da internet tem atraído até os mais conservadores. Durante a última edição da Automec, o mecânico José de Sousa fez sua primeira pesquisa pela internet e se surpreendeu com as possibilidades da rede. Morador de Belo Horizonte (MG), até produtos mais complicados foram encontrados na web.

“Peças mais complexas e de baixo giro, que dificilmente iria encontrar em uma loja física, consegui achar na internet. É mais prático e rápido”, elogia Sousa. “Certamente, vou utilizar mais a rede para compras”.

Sem sair da oficina

As pesquisas por telefone e presenciais estão perdendo espaço para as virtuais. “Quando não acho os produtos nos distribuidores, não penso duas vezes e faço as compras pela web”, afirma Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech (SP).


Usuário da nossa plataforma, ele aprova a experiência na rede. “Sempre faço cotações no Canal da Peça, que se destaca por ter sido elaborado especificamente para o setor. A plataforma tem agilizado meu trabalho”, garante Montibeller.

+ Leia também: Tecnologia a favor dos mecânicos

Daniel Domeneghetti prevê que, cada vez mais, mecânicos dependerão da internet no dia a dia de trabalho.

“Todas as oficinas do País, praticamente, já têm acesso à internet, seja através do computador ou do smartphone. É natural que as buscas e compras de peças cresçam nesse ambiente”, afirma Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting.
E ele arrisca em um palpite. “A digitalização vai alcançar, pelo menos, 60% do setor em menos de quatro anos”, diz.

Indústria na rede

Ao contrário do varejo e das redes de distribuição, que, aos poucos, se adaptam à digitalização, as indústrias já vivem essa realidade há anos. Que o diga a brasileira Nakata. Antes mesmo da onda dos catálogos eletrônicos e do marketing digital, suas ações já eram bem direcionadas.

“Há 20 anos, nos concentrávamos em e-mails e no site, hoje, há uma gama enorme de interação com nossos consumidores”, diz Sergio Montagnoli, diretor de marketing e vendas da Nakata.

Para ele, a digitalização tem impacto direto nos negócios. “Seja nas transações ou no relacionamento com o cliente, a transformação digital beneficia todas as áreas da nossa empresa”, afirma.

+ Confira a entrevista completa de Sergio Montagnoli

Questionado se os mecânicos também têm usado a rede para comprar peças, Montagnoli é direto. “Sem dúvida. O reparador utiliza para comprar, aprender e comparar preços. Depende da necessidade de cada um. Por isso, repito que o setor precisa investir na internet”, diz.

Quanto mais lojas e grandes companhias estiverem online, mais acessos e negócios serão gerados ao setor. Para Daniel Domeneghetti, tanto o modelo B2B, que envolve empresas, como o B2C, entre empresas e consumidores, prometem crescer na web.


“Montadoras, fabricantes e distribuidores estão nesse movimento, que facilita a integração dos negócios em um ambiente digital. O modelo B2C também irá crescer no mesmo ritmo. Ambos têm espaço para avançar no País”, afirma.

O novo varejo

Quem vende pela rede também já nota mudanças significativas, tanto na divulgação como no faturamento. “Vendemos online há alguns anos e isso tem feito toda a diferença nos nossos negócios”, diz Jefferson Masullo, sócio-proprietário da Galpão Autopeças.

Há mais de duas décadas na Vila Granada, na zona leste de São Paulo, a visibilidade para todo o Brasil foi um dos pontos que mais chamou sua atenção. “Antes, tínhamos certa restrição em comprar e vender pela internet, tanto que entramos meio desacreditados. Mas começamos a atingir regiões de várias partes do País e percebemos que o futuro estava ali”, afirma.

Veja como é fácil ter sua própria loja virtual

Operando através de e-commerce próprio e pelo Canal da Peça, o resultado do comércio online tem surpreendido positivamente. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora Masullo.

E o que pensa quem está do outro lado do computador? O mecânico Roberto Montibeller enxerga um caminho próspero para o varejo virtual. “Acredito que, no futuro, as lojas de autopeças vão se transformar nos bancos de hoje: atendimento menos presencial e muito mais pelos canais digitais”, opina.

Para Domeneghetti, a expectativa de Montibeller faz todo sentido. “Comprar um livro é fácil, pois você já tem o nome da obra ou do autor. Roupa já é mais complicado porque você tem que experimentar. Mas comprar peças é mais simples, pois a pessoa que consome esse produto na internet já conhece ou tem suas especificações”, diz. A julgar pelo otimismo do setor, o comércio eletrônico de peças ainda vai longe.

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Fabricantes, Notícias
A transformação digital no setor de peças tem entusiasmado a companhia no Brasil. O portal Compreskf.com.br tem aberto novos caminhos no cenário eletrônico e gerado mais negócios – inclusive para seus distribuidores. Confira as estratégias da marca para crescer ainda mais na web

Em abril de 2017, durante a Automec, o coordenador de marketing da SKF no Brasil, Fábio Fabri, acreditava que o portal Compreskf.com.br, lançado naquela ocasião, traria bons resultados a curto prazo.

Hoje, um ano e poucos meses depois, o balanço tem correspondido às expectativas do profissional. “A avaliação desse primeiro ano é bem positiva. O Compreskf.com.br tem incentivado varejistas e distribuidores parceiros a entrarem no universo virtual de vendas, que é a tendência do varejo”, diz Fabri.

Atualmente, mais de 150 varejistas comercializam seus estoques através do portal e esse número cresce a cada mês. O primeiro ano no universo digital engordou a receita da companhia no Brasil, que fechou o ano com R$ 500 mil a mais.

O engajamento virtual tem feito a empresa aderir novas soluções, também desenvolvidas pelo Canal da Peça. De acordo com Josué Cardoso, coordenador de e-commerce da SKF no Brasil, a ideia é que a distribuição compartilhe, entre si, seu estoque. O modelo B2B (Business to Business) será o maior beneficiado com essa estratégia.

+ Leia também: Vendas mais aceleradas

“Em breve, os estoques de distribuidores da mesma região estarão conectados. Dessa maneira, o consumidor final sempre será atendido e os distribuidores não vão perder vendas. A ideia é que não falte peças no mercado”, comenta Cardoso, que adianta outra novidade. “Os novos planos também incluem a comercialização de outros produtos que tenham correlação com os da SKF, assim, atenderemos todos do setor”.

Na era digital

O Compreskf.com.br nasceu da necessidade de tornar os setores automotivo e industrial mais digitalizados, através de catálogo eletrônico, aplicativo e estoques conectados. Na prática, o varejista ou distribuidor que expõe seus produtos no portal, através de sua própria loja virtual desenvolvida pelo Canal da Peça, automaticamente já tem acesso às informações técnicas, modo de instalação e fotos oficiais dos produtos, que ficam disponíveis na página do lojista.

Quem se associa à plataforma tem a vantagem de ter uma página virtual de maneira simplificada, sem ter de contratar uma equipe especializada, garantindo dados e informações corretas dos produtos, já que eles vêm diretamente da indústria. Além disso, tem exposição mais abrangente, pois estará em um grande portal, acessado por todas as regiões do Brasil.

Confira o passo a passo para criar uma loja na web

Como forma de incentivo, a SKF promove, frequentemente, ações como cupons de desconto e frete grátis. Quem vende pode oferecer esses benefícios aos seus clientes e, também, para uso próprio em compras dentro da plataforma.

“Toda campanha é um investimento para trazermos mais clientes para o nosso portal, mas também é uma forma da gente incentivar os lojistas a realizarem mais vendas”, diz. “A SKF do Brasil está subsidiando essas ações, logo, o varejista não perde seu lucro, já que receberá o valor integralmente”, complementa Josué Cardoso.
O Compreskf.com.br conecta o consumidor final com as redes de distribuição e varejo. Através de um clique, pelo computador ou smartphone, o cliente tem acesso ao portfólio completo da marca. Mais de 30 mil ofertas estão disponíveis no portal.

+ SKF entra na onda digital

“Nossa intenção não é vender diretamente ao consumidor e, sim, promover nossa cadeia de distribuição. Nesse modelo, a indústria, o varejo e os distribuidores trabalham em conjunto para atingir o público final”, diz Cardoso. “Estar na internet como marketplace é um diferencial competitivo”.

Distribuição mais virtual

Redes de distribuição, como a tradicional Abecom, também têm aprovado o comércio na web. “A SKF do Brasil, nossa fornecedora e parceira, foi a maior incentivadora para que nós começássemos a vender pela internet. Aceitamos e hoje estamos na plataforma do Canal da Peça”, revela Meire Garcia Vaz, gerente administrativa da Abecom.

+ Veja mais: Uma vitrine para todos

Com a loja na rede, a empresa comercializa para todo o território nacional, atendendo tanto o varejo como o consumidor final. Para a distribuidora, o comércio eletrônico promete alavancar ainda mais as vendas.

“Estar visível na página de um grande fabricante nos ajuda a crescer na internet. O consumidor quer ter confiança em comprar online, por isso, aparecer no portal de uma indústria com um nome forte no mercado, gera mais vendas”, diz Vaz.

A vez dos afiliados

Pessoas físicas, sem estoque e CNPJ, também podem lucrar com o portal da SKF. Há três meses, a companhia incorporou um modelo de negócio para quem quer garantir uma renda extra no fim do mês.

“O Programa de Afiliado é para qualquer pessoa que queira vender produtos SKF, dentro do nosso portal. O vendedor seleciona os itens que quer comercializar, baseado nos estoques de distribuidores e lojistas, e faz sua própria divulgação”, explica Cardoso.

“A cada venda, o afiliado ganha 5% de comissão. O processo de entrega fica por conta do varejista ou distribuidor. O associado é responsável apenas pela divulgação e concretização dos pedidos”.


Pelo jeito, o modelo tem agradado os internautas: já são mais de 280 afiliados em todo o Brasil. Esse programa, inclusive, é bem conhecido por aqui e em outros países. De acordo com uma pesquisa da empresa americana Forrester Consulting, os investimentos em marketing de afiliação, só nos Estados Unidos, movimentam mais de US$ 4,7 bilhões. A previsão é que, até 2020, chegue aos US$ 6,8 bilhões.

No Brasil, o número de empreendedores digitais também é surpreendente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Marketing de Afiliação (IBMAfiliados), entre 2013 e 2015, cerca de 20 mil usuários ingressaram mensalmente em um programa de afiliação.

A flexibilidade e a facilidade do comércio eletrônico têm levado para a internet até quem não atua no varejo. É o caso do analista Renatto Moreira. “Divulgo os produtos através das redes sociais e e-mail marketing. Essas duas linhas de comunicação têm dado certo”, diz ele, que aposta no setor de peças online. “A plataforma veio no momento certo e, sem dúvida, tem tudo para transformar este mercado, que tende a crescer cada vez mais”.

O caminho é digital

A SKF no Brasil está cada vez mais inserida no cenário eletrônico. E ainda há muito mais por vir. “Estamos nos antecipando para o futuro. Acreditamos que a tendência do setor é ficar cada vez mais digital. Nossa entrada no cenário eletrônico também tem nos ajudado a criar um vínculo maior com o cliente final e, consequentemente, gerado mais business para a empresa e para nossos distribuidores. Continuaremos investindo em novas soluções”, acrescenta Cardoso.

Com o mesmo otimismo do lançamento do portal, na Automec, a SKF quer ir além e mostrar para outros mercados a importância da digitalização.

“Estamos sempre atentos às mudanças no comportamento do consumidor e para onde o setor está caminhando. Por oferecer soluções que beneficiam todos da cadeia de peças, também estudamos levá-las para a América Latina”, revela Cardoso. No universo digital, a SKF quer voar mais alto.

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A tecnologia está inserida de diferentes formas na rotina de quem vive da produção rural. Um simples smartphone pode ajudar a elevar a produtividade e a conquistar novos mercados. Com mais acesso às informações, os negócios no campo vão de vento em popa

Já imaginou um aplicativo que mede, exatamente, a temperatura do ambiente? Ele já existe e, para produtores rurais, pode fazer toda a diferença. E ele não está só. Há plataformas que ajudam a prever o clima; outras enviam imagens por satélite da plantação. Tem até ferramentas que auxiliam a gerenciar uma fazenda.

A boa notícia é que todas essas soluções podem ser acessadas através de um aparelho bem comum atualmente: o smartphone. É através dele também que o produtor tem acesso às informações técnicas, vídeos explicativos e, ainda, pode vender e divulgar o que produz.

Com acesso a um universo de oportunidades, produtores rurais têm explorado todas as possibilidades da internet. O Canal da Peça foi atrás dos entusiastas da tecnologia no campo. Gilberto Custódio, do Sítio Kitaguchi, em Mogi das Cruzes (SP), é um deles.

“A rede teve um peso muito grande no nosso aprendizado. Falta ciência na área de fungicultura no Brasil, então grupos de Facebook e WhatsApp nos ajudam a tirar dúvidas com outros produtores”, revela. “Além disso, a internet é essencial para o comércio e divulgação da nossa produção. É através dela que aumentamos nossa carteira de clientes”.

+ Leia mais: “Investir em tecnologia, é investir em produtividade”

Custódio não cresceu no cenário rural. Tampouco vem de família de agricultores. Após 28 anos atuando em laboratórios de análises clínicas, ele deixou a capital paulista em busca de mais tranquilidade no campo.

A escolha da cidade não foi por acaso. “Minha esposa (Suely Kitaguchi) é herdeira do sítio, que na década de 1940 ficou conhecido pela produção de hortaliças. Em 2006, após muitos estudos, decidimos cultivar cogumelos e, quatro anos depois, a produção ficou profissional”, relembra.

A tecnologia na produção também foi fundamental para o início do cultivo. “Já utilizamos equipamentos comuns em laboratórios, entre eles, para controle de oxigênio e temperatura. Eles foram essenciais para garantir a performance e a produtividade que temos até hoje”, afirma.

Divulgação na web

Atualmente, além do cultivo de cogumelos, Gilberto também comercializa sementes. A internet, inclusive, serve de vitrine para seus produtos – e também como um canal a mais de vendas. “Por ser perecível, os cogumelos não podem ser enviado pelos Correios, apenas por transportadoras. Por isso, nossa venda principal na rede é de sementes, onde atuamos em marketplaces”, revela.

Outro serviço disponibilizado pelo Sítio Kitaguchi tem feito sucesso na rede: o Turismo Rural, que desde 2016 atraí escolas de diferentes regiões do estado. As crianças têm a chance de conhecer o trabalho no campo e brincar rodeadas pela natureza.

Adultos também têm se interessado pelo dia no local. Para esse último grupo, o destaque fica por conta dos cursos sobre o cultivo de cogumelos. “A internet tem aberto novas portas. Sem ela, o alcance do nosso negócio seria muito menor”.

Clientes de todos os portes

A maior parte da produção do Sítio Kitaguchi é destinada às Ceasas de São Paulo e de Mogi das Cruzes. No entanto, clientes menores, como proprietários de pequenos restaurantes na região e na capital, e até consumidores finais, estão na lista de entregas do fungicultor. Quando o cliente está no roteiro, Custódio faz a entrega pessoalmente.

“A tecnologia, nesse caso, se tornaria indispensável caso tivesse uma plataforma de entrega, que reunisse todos os pequenos produtores rurais da região. Uma logística bem estruturada faria economizarmos tempo e dinheiro”. Hoje, é através do WhatsApp que os envios são agendados.

“O WhatsApp tem tido uma representatividade grande na nossa rotina, pois combinamos entregas com clientes, mandamos orçamentos e fotos. Facilita bastante o nosso dia a dia”, afirma Gilberto Custódio, do Sítio Kitaguchi.

Para Luiz Cornacchioni, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a digitalização no campo já caminha a passos largos. “O mundo já está totalmente digital. Tudo o que a gente faz está, de alguma forma, relacionado a este universo. As operações bancárias exemplificam isso: são raríssimas as vezes que hoje vamos ao banco de forma presencial, pois temos uma cadeia de serviços digitais. A mesma coisa vai acontecer no agro. Por isso, muitos serviços já estão se preparando para serem o mais digital possível”, afirma.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE, em 2015 cerca de 52,8% da população rural possuía celular. Um relatório do Banco Mundial, que reuniu estudos sobre comunicação e seu impacto na economia agrícola, estima que produtores que usam tecnologias de comunicação chegam a faturar 35% mais. A explicação está no acesso a melhores preços, facilidade nas negociações com revendedores e clientes e, também, nas mudanças comportamentais dos consumidores.


“Acho que não vai demorar muito para que operações comuns do nosso dia a dia sejam feitas digitalmente. A tecnologia irá simplificar ainda mais a nossa rotina”, acrescenta Custódio.

Flores na rede

Próximo ao Sítio Kitaguchi, o Orquidário Oriental já vive a realidade virtual desde os anos 2000, quando passou a comercializar pela rede. Desde 1988 cultivando orquídeas, a família Saab vislumbrou um mercado promissor para a planta na internet.

“Com o boom do real, a entrada de orquídeas importadas no País ficou mais forte. Muitos produtores começaram a importar flores de países como Holanda, Tailândia e Japão, e hoje existe essa diversidade de orquídeas. Com isso, cresceu o interesse dos brasileiros por esta flor”, diz a produtora Mirene Kazue Saab. “Enxergamos na internet a chance de expandir nossos negócios”.

+ Comércio eletrônico a todo vapor

Para Mirene, que foi uma das pioneiras na comercialização da planta na rede, o comércio eletrônico de orquídeas ganhou a atenção dos brasileiros no final da década de 1990 – consequentemente, a popularização da planta, que até então era pouco prestigiada por aqui.

“Houve uma mudança no comportamento do brasileiro, que passou a consumir mais pela internet e também a se interessar mais por flores. Nesse cenário, as orquídeas foram ganhando espaço. A popularização foi tanta que até supermercados passaram a comercializá-las”.


Como se trata de plantas vivas e, portanto parte protegida do meio ambiente, as entregas são feitas, exclusivamente, através de transportadoras. “A questão do transporte é, de fato, um entrave para quem quer comercializar plantas vivas na internet. Espero que, no futuro, o governo crie ferramentas e incentivos para produtores que querem vender online”.

Ainda assim, a produtora destaca as vantagens da internet. “A rede serviu para que nós divulgássemos o nosso trabalho. Hoje, através dela, recebemos visitantes de várias cidades brasileiras o ano todo e tivemos que abrir um restaurante, aqui dentro, para recepcioná-los, gerando mais uma fonte de renda para nós”, afirma.

Tecnologia sempre

De acordo com Mirene, maquinários tecnológicos não fazem parte de sua rotina de trabalho, que segue a linha mais natural. No entanto, a tecnologia tem sido sua aliada para agendamento de visitas, enquanto as redes sociais Facebook e Instagram fazem a divulgação do negócio.

“Além disso, a tecnologia está empregada na nossa comunicação. O WhatsApp, por exemplo, é o nosso principal canal com o cliente. Através do celular, em poucos cliques, mandamos orçamentos, tiramos pedidos, enviamos fotos dos arranjos. É uma forma muito mais rápida e prática”, diz.

A atuação online tem surtido efeito. “Nosso e-commerce representa 20% do nosso faturamento. Focaremos, em breve, em vendas online para o mercado atacadista”, adianta.

+ Veja também: WhatsApp no varejo

Para a produtora rural, é impossível não estar online. “Sem a tecnologia, o Orquidário Oriental não seria conhecido e não teríamos chegado nesse porte. Com a ajuda das soluções digitais e com um simples smartphone, conseguimos identificar para que lado a floricultura está caminhando”, afirma. O agro caminha rumo a uma grande transformação nos próximos anos.

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Com o crescimento do comércio eletrônico, varejistas de autopeças têm investido mais na rede. Antes coadjuvante, a internet já está a um passo de se tornar protagonista na receita de muitos comerciantes. Inspire-se na história de três deles

O mundo está cada vez mais digital e, por consequência, a forma de consumo também. Essa transformação tem encorajado muitos varejistas a entrarem no universo de vendas online.

Muitos comerciantes de autopeças, que no início entraram desconfiados, já não imaginam sua loja fora da web. A Gainer, na Vila Prudente, em São Paulo, tem conquistado novos mercados desde que estreou no e-commerce, em 2009.

“Atualmente percebemos como é importante nossa marca estar presente na internet, pois amplia nossa rede de contatos. Hoje, vendemos para todo o País, especialmente para o Sul e para o Sudeste”, diz Alex Stamatto, vendedor da Gainer. “Fico muito orgulhoso de saber que a loja está crescendo e indo cada vez mais longe”.

Em 2015, no entanto, Stamatto resolveu apostar em novos caminhos dentro do ambiente virtual, e se associou à nossa plataforma. “O Canal da Peça é segmentado para o público que procura por autopeças, dessa maneira, nossa exposição é direcionada exatamente para os clientes que desejamos atingir”, diz. “Além da facilidade de criar uma loja virtual, o melhor é a visibilidade que ela nos dá”, opina.

Pesquisa mais virtual

Se antes os consumidores comparavam preços e produtos pessoalmente ou por telefone, agora é através do computador e do smartphone que essas pesquisas têm sido feitas. Para Stamatto, a rede tem ajudado o consumidor na decisão de compra. “Percebemos que os profissionais da área têm utilizado muito a internet para pesquisar produtos, como uma espécie de ferramenta para a decisão de compra”, analisa.

A opinião do vendedor de peças vai ao encontro de um recente estudo feito pela consultoria americana Forrester Research, por encomenda do Google. Ele indica que 10% das vendas do varejo virão do e-commerce em 2021, mas outros 30% serão influenciadas pelo online, apesar de acontecerem no offline.

Quer ter também uma loja virtual? Veja como é fácil!

Em vista da expectativa cada vez maior no varejo virtual, a Gainer continuará investindo no e-commerce. “Não consigo imaginar nossa loja fora do mundo digital. Este universo só tende a crescer e queremos fazer parte dele sempre”, afirma.

De vento em popa

A alta representatividade do comércio virtual no faturamento tem feito lojistas se interessarem mais pela rede. A Galpão Autopeças, na Vila Granada, em São Paulo, é um dos nossos cases de sucesso.

“Antes, tínhamos certa restrição em comprar e vender pela internet, tanto que entramos meio desacreditados. Mas começamos a atingir regiões de várias partes do Brasil e percebemos que o futuro estava ali”, afirma Jefferson Masullo, sócio-proprietário da Galpão Autopeças. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora. Com e-commerce próprio e loja personalizada pela nossa plataforma, o empresário destaca as vantagens da exposição em um ambiente digital segmentado.

“Posso dizer que nós alavancamos com o Canal da Peça. Fazemos atualmente, no mínimo, cinco vendas diárias pela plataforma. Já chegamos a enviar 13 produtos em um único dia”, diz Jefferson Masullo, da Galpão Autopeças.
Não tão distante dali, na Avenida Sapopemba, a autopeças Molina também só tem motivos para comemorar. “Em 2014 tornamos nossa operação na internet muito mais profissional, com a contratação de equipe especializada e focada apenas nesta área”, comenta Emerson Martins, gerente da Molina. “Hoje, 30% do nosso faturamento vêm da internet; 45% das vendas para oficinas no balcão; e 15% vêm dos clientes finais que compram no balcão”.

Grandes indústrias de peças

Com a gente desde 2013, a Molina elogia nossa parceria com os principais fabricantes. “A plataforma agrega valor em relação à padronização das informações e através dos catálogos eletrônicos. Além disso, fez despertar muitos fabricantes e lojistas que ainda estavam offline”, comenta.

+ Vendas mais aceleradas

“A indústria passou a entender a importância de oferecer informações mais claras e precisas; enquanto o varejista compreendeu que já era hora de estar online”, diz. Atualmente, mais de 27 mil itens estão disponíveis na loja da Molina no Canal da Peça, a mesma quantidade do espaço físico.


A parceria com as indústrias, inclusive, garante vantagens extras para os varejistas que aderem nossa plataforma. Entre os benefícios, destacam-se a exposição no portal de empresas como Bosch, Nakata, Fras-le, entre outras, cupons de desconto e frete grátis. O varejista pode oferecê-los aos clientes de sua loja virtual e, também, utilizá-los para uso próprio, dentro do marketplace.

+ Saiba mais sobre cupons de desconto

“Essas campanhas nos ajudam a vender produtos que estão parados há um tempão. É muito bom quando elas estão ativas”, afirma Martins, referindo-se aos cupons de desconto.

O futuro é na rede

Hoje, Martins não enxerga a Molina fora do comércio eletrônico. Mas se isso acontecesse: “Com certeza, seríamos uma empresa menor, com faturamento mais baixo até do que tínhamos há alguns anos, e com menos informação. A internet nos trouxe uma inteligência maior”, diz. “É encantador para quem compra, já que consegue achar o que procura; e para quem vende, pois atinge mercados que antes seriam impossíveis”, afirma.

Já para Jefferson Masullo, da Galpão Autopeças, o varejista tem de estar online o quanto antes, pois a transformação digital já começou. “Poucas lojas vão sobreviver. O cliente não tem mais a necessidade de ir até uma autopeças. O conforto vai prevalecer. É mais cômodo, mais fácil, seguro e, de quebra, ajuda o consumidor a economizar, já que é possível comparar preços”, diz.

+ Combustível para o varejo de autopeças

“O brasileiro já sabe usar as ferramentas digitais, tem celular com internet, sabe procurar informações. O comércio eletrônico já é uma realidade no País. Além da evolução digital, houve uma evolução fiscal. Hoje, tem até legislação para o e-commerce. As vendas online já superam muitos balcões por aí”, afirma.

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Notícias
Em entrevista ao Canal da Peça, o diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, explica porque a tecnologia tem sido tema recorrente e como ela pode influenciar a produtividade no campo

Quando falamos em tecnologia, sobretudo no campo, logo vem à mente imagens de máquinas agrícolas supermodernas, com acesso à internet e armazenamento de informações, drones, satélites, estações meteorológicas, entre outros aparatos que mais parecem que saíram de filmes futuristas. Todos eles já existem e têm revolucionado a produtividade no setor agrícola.

Mas uma ferramenta bem menor e acessível a todos também tem mostrado sua força no campo: o smartphone. Hoje, os celulares com acesso à internet têm facilitado a comunicação entre o produtor rural e as concessionárias, reduzindo o tempo de um equipamento parado por falta de manutenção.

Várias ideias inovadoras atualmente são aplicadas no campo. E esse é só o começo. “As diferentes possibilidades de soluções digitais têm impulsionado empresas de tecnologia mundo afora. É um momento único no agronegócio”, diz Luiz Cornacchioni, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

As chamadas agtechs, termo que se refere às empresas de tecnologia aplicada ao agronegócio, têm revolucionado a produtividade no campo, com soluções que ajudam no combate à pragas, monitoramento de plantações, gerenciamento de fazendas, entre outros.

Com aplicativos e equipamentos cada vez mais conectados, e com tecnologia embarcada, a “internet das coisas” – IoT, na sigla em inglês, ainda promete surpreender muito mais. Até 2022, muitas soluções vão surgir graças aos investimentos globais dessas empresas tecnológicas.

De acordo com um estudo da Inmarsat, empresa de comunicações móveis por satélite, 66% das agtechs gastarão até 20% do faturamento em inovações na área da tecnologia da informação. Esses investimentos prometem valorizar o mercado mundial de agtechs, que pulará dos atuais US$ 28,4 bilhões para US$ 240 bilhões em 2050, segundo o banco de investimentos americano Goldman Sachs Global.

Cornacchioni explica esse boom. “O mundo já está totalmente digital. Tudo o que a gente faz está, de alguma forma, relacionado a este universo. As operações bancárias exemplificam isso: são raríssimas as vezes que hoje vamos ao banco de forma presencial, pois temos uma cadeia de serviços digitais. Quando pensamos no agro, não pode ser diferente”, afirma.

Eventos mais tecnológicos

Prova disso foi a última edição da Agrishow, um dos maiores eventos do setor que ocorre anualmente em Ribeirão Preto, em São Paulo. “O agronegócio está cada vez mais envolvido com esse tema, vimos muito isso nessa edição. Das 25 edições, essa foi a melhor pelo volume de negócios, que movimentou R$ 2,7 bilhões, e pela circulação nos cinco dias de feira, chegando a mais de 160 mil pessoas. Todos do setor se interessam pelas novidades tecnológicas”, afirma Cornacchioni.

O calendário de eventos promete mais surpresas no agronegócio. Entre as feiras que ocorrerão no País este ano, destacam-se a Hortitec, Bahia Farm Show e Digital Agro – essa última realizada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial e organizada pela Fundação ABC.

+ Leia também: O futuro já começou

“O papel das cooperativas é viabilizar a tecnologia para produtores. Eu achei fantástica a iniciativa deles, de fazer um evento desse porte, pois com certeza essas soluções vão ser repassadas mais rapidamente e facilmente”, opina.

Na entrevista a seguir, Luiz Cornacchioni também fala sobre comércio eletrônico, infraestrutura e prevê como será o futuro do agronegócio no País:

Canal da Peça: O Brasil ainda sofre com a falta de infraestrutura. O sr. acredita que, em breve, teremos avanço nessa questão?

Luiz Cornacchioni: O Brasil não andou em relação à infraestrutura e logística. Infraestrutura é fundamental. Vimos isso no Agrishow. Aquelas máquinas absolutamente tecnológicas, com sensores, painéis e data, se não tiver como fazer os dados chegarem até você, essa tecnologia toda não serve para nada. É como comprar uma Ferrari e andar na areia: você vai estragar o carro e não vai conseguir andar com ele. A tecnologia 4G está mais estável em algumas cidades brasileiras. Mas não são todas, obviamente. No campo ainda existe uma deficiência de infraestrutura. Precisamos trabalhar isso com mais seriedade, pois essa questão está nos deixando para trás em relação a outros países. Precisamos dos dados para poder corrigir as falhas no campo. Se você está no meio da produção, esses equipamentos vão te ajudar a solucionar as falhas rapidamente. Se eu tiver esse dado cinco dias depois, o problema terá se transformado em um muito maior.

Canal da Peça:
Conseguimos ter uma previsão de quando teremos uma infraestrutura adequada?

Luiz Cornacchioni: Gostaria que o avanço já tivesse acontecido. Em poucos meses, teremos um novo governo. Espero que, dentre as pautas, a logística e a infraestrutura entrem com urgência e que o novo governo crie mecanismos para que possam ser corrigidas essas falhas. Mesmo assim acho que ainda vamos demorar uns dois ou três anos, com muitos investimentos, para sairmos da precariedade e termos uma melhora no nível.

+ Ligado no futuro

Canal da Peça: O que isso significará na prática?

Luiz Cornacchioni: Precisamos dela para a integração do agro o mais rápido possível. Muitos serviços se tornam mais simples digitalmente. Para o produtor, as soluções digitais o ajudam a ter mais informações e elas o ajudam a tomar decisões mais facilmente. É fundamental. O digital já acontece no campo, mas precisamos corrigir os problemas de infraestrutura. Hoje já existem muitas ferramentas de compra, aplicativos de fornecedores etc. Por isso, a importância de melhorar a infraestrutura no Brasil. Não adianta fornecer matéria-prima, ter toda uma plataforma digital, e o produtor não ter acesso pela falta de estrutura.

Canal da Peça: No futuro, com uma infraestrutura melhor, o produtor fará mais compras pela rede?

Luiz Cornacchioni: Não tenho dúvida. Isso já acontece com a gente. Eu não sou da geração digital, mas já estou comprando mais pela internet. Meus filhos fazem tudo na internet, nós acabamos acompanhando essa tendência. A mesma coisa vai acontecer no agro. Por isso, muitos serviços já estão se preparando para serem o mais digital possível.

Canal da Peça: Conseguimos ter uma estimativa da porcentagem de produtores rurais que já usam equipamentos integrados à internet?

Luiz Cornacchioni: Numericamente não é possível dizer. O maquinário hoje já vem com uma tecnologia embarcada de primeiríssimo mundo. Além disso, atualmente, 50% das startups têm alguma relação com o agronegócio. Eu acredito que hoje já temos muita tecnologia no agronegócio, tanto em máquinas, como em prestação de serviço e em relação a compra e venda. É comum a gente ver um produtor consultando sites de informações para preço e cotação de commodities. Já é algo que percebemos no dia a dia. Não sei precisar o número, mas certamente é bem relevante.


Canal da Peça: Ainda vai demorar muito para, pelo menos, 80% da frota utilizar algum tipo de aparato tecnológico?

Luiz Cornacchioni: Acho que não. Porque a tecnologia não está apenas nas grandes máquinas. Você encontra em todos os portes, umas com mais, outras com menos. Com os resultados que o agro tem dado hoje, temos uma busca maior. No ano passado, nossa safra foi excepcional. Esse ano teremos uma safra boa, a segunda melhor, um pouco abaixo do ano passado. Nesse cenário, aqueles equipamentos mais antigos serão substituídos por maquinário mais tecnológico. É um ciclo que vamos ver acelerar daqui para frente. Isso se mantermos as condições macroeconômicas do País. Depois de um período triste nos últimos anos, nós já melhoramos muito economicamente. Tudo isso, todo o otimismo, nos dá certa estabilidade. O produtor tem uma consciência muito grande. Investir em tecnologia, é investir em produtividade. Investir em uma melhora na tecnologia, vai refletir em uma melhora de produtividade, que reflete em uma melhor margem. Vira um ciclo. É assim que a coisa funciona.

Canal da Peça: Qual é o nível hoje de digitalização das concessionárias? E o relacionamento delas com o produtor?

Luiz Cornacchioni: As revendas têm, de alguma maneira, que se adaptar a essa nova era porque a relação mudou muito, o comportamento do produtor também. Os equipamentos mudaram, as técnicas também. A gente até brinca que antes você abria um capô de um carro e podia mexer em alguma coisa. Hoje, você abre um capô e não pode fazer nada. Porque está tudo muito tecnológico. Daí você chama um técnico e aparece uma pessoa com notebook, celular, conecta lá, faz alguns testes… Não adianta nem chamar o mecânico da esquina, que ele não vai saber mexer. A mesma coisa é com as concessionárias, afinal, o nível de sofisticação de tecnologia embarcada, seja em motor, em câmbio, em transmissão, é alto. Você precisa bater nas revendas, com pessoas treinadas, não só para substituir, mas para diagnosticar o que aconteceu. O nível subiu demais. E a tecnologia entra para simplificar tanto o relacionamento como o diagnóstico. As concessionárias que oferecem ferramentas digitais saem à frente.

Canal da Peça: Muitas delas já têm ferramentas para pedidos online?

Luiz Cornacchioni: Muitas delas, sim. Até para você consultar. Não podemos esquecer que você tem máquinas que estão no campo. Muitas em pontos distantes da revenda, então se torna necessário que ela tenha plataformas digitais. O produtor faz a consulta, reserva o que precisa e faz o pedido. Precisa-se otimizar isso o máximo possível. O pior cenário, hoje, é ter uma máquina parada. Perde produção, gera prejuízo. O que o produtor precisa sempre é estar com seus equipamentos em pleno funcionamento para minimizar os gastos. Então, você tem que corrigir o problema o mais rápido possível para gerar produção. E isso só com a tecnologia.

Canal da Peça: O pequeno produtor também tem acesso à tecnologia atualmente?

Luiz Cornacchioni: Temos a ideia que só os grandes têm acesso, mas não é bem assim. Equipamentos de todos os portes e preços já têm tecnologia embarcada. E ainda tem a questão do smartphone, que está cada vez mais presente no campo e, também, o financiamento. Existe uma linha de crédito para atender todos os portes de produção.

Canal da Peça: Em cinco anos, o sr. acredita que a maioria dos trâmites do setor agrícola será por meio de plataformas digitais?

Luiz Cornacchioni: Acho que sim, partindo do pressuposto que nós vamos conseguir corrigir essa deficiência de infraestrutura. Até porque temos uma nova geração vindo aí. A geração que opera hoje já está ligada às plataformas digitais e aos aplicativos. Não que a geração mais antiga não utilize, mas essa nova já vem de “fábrica com esse chip”. É o mundo deles, foram educados dessa maneira.

Canal da Peça: Falando em aplicativos, como eles têm otimizado a rotina no campo?

Luiz Cornacchioni: Tem ajudado muito, tanto para venda como relacionamento. Ferramentas como o WhatsApp, por exemplo, facilitam a comunicação com a concessionária. O produtor tira uma foto, envia e, do outro lado, já é possível saber a peça e a causa daquele problema. Nós, aqui da Abag, por exemplo, temos um grupo de WhatsApp onde discutimos sobre diversos assuntos. É uma ferramenta muito boa para todos, pois otimiza o tempo.

+ Veja mais sobre o WhatsApp no varejo

Canal da Peça: E qual é o papel das redes sociais nesse contexto?

Luiz Cornacchioni: Existem grupos no Facebook para tirar dúvidas, cria-se uma comunidade. Lá, você faz consultas e contatos. A plataforma de vídeos YouTube é fantástica. Para solucionar problemas, os vídeos têm sido muito consultados. Em dois minutos, descobrimos como solucionar uma questão. Os cursos online – as chamadas plataformas e-learning – são demais, pois eles não precisam se deslocar até uma escola. O problema, de novo, é a falta de infraestrutura. Mas, não tenho dúvida, que são alternativas muito eficientes. Faz com que a tecnologia chegue mais rápido até eles.

Canal da Peça: O sr. diria que as empresas digitais do setor agrícola vão nascer no campo ou nas grandes cidades, como já ocorre?

Luiz Cornacchioni: Elas sempre nascem próximas da academia, que é onde está sendo desenvolvida a tecnologia, e depois vão para o campo. Mas cidades como Piracicaba, por exemplo, que têm universidades, estão cheias de empresas de tecnologias ligadas ao agronegócio. O que está acontecendo de novidade na agricultura, na pesquisa acadêmica e avançada, parte na universidade. Mas quando nasce uma ideia, você tem que colocar em prática, comprovar no campo. Então, elas nascem nos centros de pesquisa e depois vão para o campo para a experimentação. É um processo muito rápido.

Canal da Peça: Em um futuro breve, como o agro estará posicionado digitalmente?

Luiz Cornacchioni: O setor já opera em plataformas digitais. Quanto melhor for a infraestrutura, mais rápida será a transição. Teremos, na grande maioria, compras feitas digitalmente, seja por aplicativos, sites, e-mail ou outra ferramenta. A relação será digital. É claro que isso não exclui a relação pessoal, até porque, em algum momento, o contato físico será essencial. O que ocorre com os bancos, vai ocorrer no campo: as plataformas vão resolver os problemas, mas, vez ou outra, a pessoa terá que conversar com alguém, seja por telefone ou pessoalmente. Mas a tendência é que mais serviços sejam feitos digitalmente.


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Notícias
Eles estão cada vez mais conectados e não dispensam a internet quando surge uma dúvida. Ela também tem sido útil para comprar peças e até vender serviços automotivos. Conheça a rotina de cinco oficinas e como elas têm usado a rede no dia a dia

Com mais soluções digitais à disposição, os mecânicos têm inserido, definitivamente, a internet na rotina de trabalho. Os smartphones, que antes eram usados apenas em momentos ociosos, agora viraram peças fundamentais para a reparação de um carro.

Michel Pistori, sócio da oficina Vincenzo & Pistori, explica como a rede tem contribuído com seu negócio. “Nossa rotina ganhou mais fôlego com as possibilidades da internet. Hoje, temos mais autonomia para escolher onde comprar uma peça e muito mais acesso à informações”.

Quando ele não tem tempo de ligar ou de ir pessoalmente a uma loja, inevitavelmente, a rede entra como solução. Nossa plataforma Canal da Peça é sempre lembrada nessa hora.

“Fomos apresentados pela Bosch, pois a companhia tem parceria com a plataforma. Gostamos muito da agilidade dessa nova ferramenta digital”, afirma Pistori. “Uso muito para pesquisa de itens e informações técnicas. Com o Canal da Peça consigo ganhar tempo”, afirma.

Menos catálogos físicos e mais virtuais

Aqueles catálogos enormes que ficavam acumulando poeira nas prateleiras das oficinas, agora são digitais. E essa mudança beneficia tanto os fabricantes como os mecânicos.

“Hoje, o profissional consulta qualquer peça da MTE-Thomson pelo celular. Além disso, tem acesso às fotos e modo de aplicação do produto. Nós economizamos e, ainda, podemos corrigir, com um clique, informações e dados do item”, explica Alfredo Bastos Jr, diretor de marketing da MTE-Thomson.


Na prática, os catálogos digitais têm agilizado o trabalho dos mecânicos. “A principal diferença entre os dois modos de pesquisa é que ganhamos mais autonomia. Conseguimos, pelo celular, fazer uma consulta e, ainda, não dependemos de autopeças para tirar dúvida sobre um item”, opina André Lira, da oficina Racing Box.

+ Leia mais: Oficina na era digital

Além da possibilidade de ter o catálogo no celular e no computador, através do Canal da Peça também é possível ter acesso ao manual, sem a necessidade de baixá-lo. “Em vez dos catálogos, que só ocupam espaço, a plataforma é um caminho mais simples e rápido de fazer uma pesquisa. Basta digitar o código do produto e as informações completas, com manual, aparecem. Muito mais prático”, complementa Michael Pistori.

Eles estão comprando mais pela rede

No caso do André, as promoções e o maior acesso às ofertas o motivam a comprar pela web. “Pela internet, consigo fazer mais pesquisas e encontrar promoções. Além disso, se torna a opção principal quando não conseguimos achar o produto diretamente com o distribuidor. É uma necessidade”.

André não está sozinho. Uma pesquisa da Cinau (Central de Inteligência Automotiva), feita com 488 reparadores independentes em todo o Brasil, constatou que as buscas por peças na internet são feitas por 88,1% dos entrevistados – 45,6% deles pesquisam diretamente nos sites dos fabricantes.

As compras pela internet já atingem 58% dos respondentes: 7 em cada 10 reparadores, segundo a pesquisa, optaram pela rede pela indisponibilidade da peça no fornecedor parceiro.

Conheça nossas opções de frete 

“Comprar pela internet é uma maneira que encontramos de sermos mais eficientes. Pelo fato de muitas empresas estarem optando por esse modelo de negócio, tudo leva a crer que no futuro não vão existir mais lojas físicas. Tudo tende a ser virtual”, opina Cesar Calcic, da TPS Automotive.


Usuário do Canal da Peça, o profissional destaca as vantagens da nossa plataforma. “Em uma busca, encontrei o item que precisava, comparei preços e efetuei a compra. Achei a peça original por um bom preço e sem sair de casa”, afirma.

+ Uma nova possibilidade para os mecânicos

Já sites generalistas não inspiram a mesma segurança para o empresário. “Muitos não são confiáveis, não sabemos a procedência da peça nem se ela é original. Para nós, de oficina, é bem perigoso”.

A mesma pesquisa da Cinau também revelou que 1 a cada 3 reparadores faz cursos pela internet; enquanto o YouTube é acessado por 85% deles. As buscas por vídeos técnicos representam 94% dos usuários que acessam.

“Eu, particularmente, nunca desmonto um motor sem pesquisar antes na internet. Vejo muitos vídeos e acesso conteúdos técnicos, que nos auxiliam sempre durante um reparo”, afirma André Lira. “A internet é nosso local de trabalho, onde nos atualizamos, ficamos sabendo das novidades e como usá-las no dia a dia”.

Venda de serviços, peças e agendamentos

As vendas pela rede conquistaram, de vez, os brasileiros. Este ano, o comércio eletrônico poderá atingir os R$ 69 bilhões, o que representa crescimento de 15% em relação ao ano passado.

Os dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) ainda incluem números relacionados aos tabletes e smartphones: 33% dos pedidos online serão feitos através desses dispositivos móveis.

Em vista dos resultados animadores, até quem nunca vendeu pela rede tem se interessado pelo assunto, como Reinaldo Nadim, proprietário da Foxcar.

“Quando sobra alguma peça no nosso estoque, sempre vendo pela internet. Penso, em um futuro não tão distante, montar uma loja virtual”, revela Reinaldo Nadim.
“Temos um site, no qual contamos nossa história, e já temos a opção de agendamento de serviços. Em breve, montaremos ‘combos’ de manutenção. Dessa maneira, o cliente já tem em mente quanto irá gastar na oficina mecânica”, explica.

Tecnologia na comunicação

Para manter contato com os clientes, as oficinas mecânicas usam muito uma ferramenta: o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. “Utilizamos o tempo todo. Isso facilita o contato com os clientes e distribuidores. É muito mais fácil tirar uma dúvida, mandar orçamento e foto”, diz Alessandro Maglio, da Autovila Bosch Car Service.

As redes sociais também exercem um papel importante na rotina dos mecânicos. É através delas que eles divulgam a oficina, seus serviços e conversam com profissionais do Brasil inteiro.

+ Saiba mais sobre o uso do WhatsApp no varejo de peças

“Grupos de mecânicos e de reparação automotiva crescem a cada dia, tanto no Facebook como no WhatsApp. Além de ser uma fonte de atualização, pois conseguimos tirar dúvidas, fazemos bons contatos na área. Acredito que, pelo menos a comunicação nas oficinas, será cada vez mais digital”, acrescenta Maglio. Os mecânicos já estão prontos para a nova era.

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Quer comprar uma peça, mas está com medo do pedido não chegar no prazo? Saiba quais são as estratégias do Canal da Peça para driblar as greves no País

A greve dos caminhoneiros causou a paralisação de profissionais de diferentes áreas, incluindo do setor automotivo. Montadoras pararam a produção por falta de peças; enquanto lojistas e mecânicos tiveram de encontrar atalhos para não perder clientes.

Por conta do caos instalado no País, os Correios limitaram suas operações e suspenderam as postagens de Sedex, encomendas que são entregues com dia e hora marcados. Quem precisa de um produto com urgência, teve de apelar para outros meios de entrega.

Nós, do Canal da Peça, temos algumas alternativas para não prejudicar a rotina de quem depende de peças para trabalhar. Afinal, já contamos com mais de 50 mil oficinas cadastradas e 500 lojistas, que não podem, simplesmente, fechar as portas por falta de produto ou perder vendas.

“Quando ocorre uma greve que pode impactar diretamente nos nossos negócios, outras formas de entrega vêm para solucionar possíveis atrasos. Temos parceria com empresa de motoqueiros terceirizados, em várias cidades do País, que nos atende em momentos de crise”, diz Diego Alencar, responsável pelo setor de vendas do Canal da Peça.
“Além disso, os próprios lojistas têm estratégias para não perder clientes”, afirma. Ficar de braços cruzados, definitivamente, não faz parte dos planos de quem está no comércio eletrônico. “Muitos já têm motoqueiros próprios e, quando situações como essa acontecem, reforçam a equipe”.

Frete para todos

O Canal da Peça disponibiliza seis tipos diferentes de frete: CDP Entrega, Sedex, Pac, Retirada na Loja, Entrega Turbo e Entrega por Transportadora.

+ Saiba mais sobre nossos fretes

Em época conturbada, a Entrega Turbo e a Retirada na Loja são as melhores opções para quem tem pressa de receber o pedido. A primeira opção garante que o cliente receba o produto em até 3 horas. Para esse frete, o usuário deverá fazer a compra em uma loja que esteja na mesma cidade.


Já a Retirada na Loja é a opção ideal para os clientes que estão próximos do ponto físico. A vantagem é que o pagamento é feito pela internet, com cartão ou boleto, e ainda poderá ser parcelado – em uma loja física, dependendo do valor do pedido, não há possibilidade de parcelamento, ao contrário do comércio eletrônico onde independe do valor final.

Além disso, o usuário ainda pode aproveitar ações promocionais, como os cupons de desconto. Muitos fabricantes parceiros do Canal da Peça oferecem cupons para quem compra em lojistas afiliados à nossa plataforma – muitos deles, inclusive, garantem economia de até R$ 100. Somados, os resgates já chegaram a R$ 500.

Outra vantagem é o frete grátis, também oferecido pelos fabricantes. Em ações frequentes, lojistas que expõem o portfólio na nossa plataforma podem disponibilizar frete gratuito para seus clientes e, também, usar para benefício próprio.

+ Leia também: Sem medo do frete

O frete grátis pode garantir uma venda. A Pesquisa Conversion do Consumidor Digital 2017, publicada pela agência brasileira Conversion, comprova os efeitos positivos do frete gratuito: 84% dos e-consumidores entrevistados afirmam que comprariam mais pela internet se o frete fosse sempre grátis.

“O lojista precisa ficar atento às ações, mas elas são oferecidas frequentemente para membros do nosso Clube Profissional”, confirma Diego Alencar. “É uma forma de venderam mais e ficarem mais competitivos no cenário eletrônico”.

Entrega rápida

Lojistas como Molina e Galpão Autopeças, parceiros do Canal da Peça, também já lançaram mão de alternativas para agilizar a entrega dos pedidos. Os clientes da Molina que utilizam a internet para compras e estiverem em um raio de até 15 km da loja física, podem receber o produto em poucas horas através de motoqueiros e, o melhor, gratuitamente.


“Isso dá fôlego para quem compra, para o nosso e-commerce e para desenvolvermos melhor nossas ferramentas. Inclusive, atendo uma fatia do Canal da Peça com o meu frete grátis, que também tem dado uma força extra na operação”, afirma Emerson Martins, gerente da Molina.

+ Vendas mais aceleradas

A Galpão Autopeças, que revelou recentemente que 40% de seu faturamento vêm do comércio eletrônico, também está empenhada em levar soluções para seus consumidores. “Disponibilizamos oito motoqueiros próprios e um motorista. Muitas vezes, o item chega em menos de uma hora para o cliente”, garante Jefferson Masullo, sócio-proprietário da Galpão.

+ Veja mais: Combustível para o varejo de autopeças

A opção de Retirada na Loja encabeça a lista de preferência dos clientes da Galpão que estão no mesmo bairro. “É muito comum clientes que moram na região optarem por retirar no balcão. Nesses casos, ligamos para cada um deles para agendar horário, assim, conseguimos oferecer uma experiência mais personalizada”, comenta Masullo.

Peças sem atraso

Nós temos parceria com a plataforma Rapiddo, empresa de entregas via motoqueiros. Em até 48 horas após o pedido, o produto é entregue ao destino final. Esse serviço abrange a Grande São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.

 Quer vender online também? Confira como é simples!

Para quem depende das peças, essa alternativa faz toda diferença. “Quando compro um produto pela internet e tenho a possibilidade de optar pela entrega via motoqueiro, eu não penso duas vezes. É uma garantia de que o item vai chegar logo”, afirma o mecânico Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech, em São Paulo. Em período de incertezas, essas soluções tranquilizam quem tem pressa.

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A empresa de pagamento eletrônico Moip, um dos principais termômetros do mercado digital, confirma: o comércio online caiu, de vez, no gosto dos brasileiros. Saiba o que pensa o CEO da companhia, Igor Senra, sobre o futuro do varejo de peças na internet

O ato de comprar pela internet nunca esteve tão presente na vida dos brasileiros. Além da comodidade e o poder de comparação de preço, o consumidor tem confiado mais no comércio eletrônico graças às soluções mais eficientes – e seguras – de pagamento.

Referência nesse assunto, a empresa brasileira Moip sentiu, ao longo dos onze anos que está em operação, a evolução no modo de compra dos usuários digitais. A internet, aos poucos, vem tomando o lugar dos grandes centros de compra.

“A primeira transação de pagamentos que processamos foi em 2007. De lá para cá, acompanho o e-commerce muito de perto e o crescimento é incrível. Os brasileiros estão comprando mais e isso só tende a crescer”, afirma Igor Senra, CEO do Moip. “Sem sombra de dúvida, é um caminho irreversível no varejo”, diz.

A forte atuação da empresa no cenário brasileiro chamou a atenção da alemã Wirecard, uma das principais em tecnologia financeira do mundo. Em 2016, o Moip foi comprado por ela por R$ 165 milhões.

A nova dona trouxe mais fôlego para a companhia, que cresceu 50% no ano passado, chegando a marca de mais de 500 mil clientes ativos no portfólio. “Conseguimos juntar nossas experiências locais e globais em pagamentos digitais. Estamos abertos para analisar possíveis aquisições no Brasil e na América Latina”, afirma.

+ Combustível para o varejo de autopeças

“Vamos tentar ajudar quem vende usando o Moip em outras frentes, não apenas com o recebimento de pagamentos, mas também na utilização do recurso que vem dessas transações para pagar contas, mandar transferências e também na gestão de negócios”, adianta.

Setor de autopeças mais ativo na rede

De acordo com a 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças, realizada pelo Google, o mercado online nesse segmento vem crescendo ao ritmo de 40% ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período.

Para Senra, que desenvolve soluções de pagamento para o Canal da Peça, a simplicidade e a certeza de estar adquirindo o item correto têm acelerado o setor na rede.


“É mais fácil procurar uma peça específica na internet do que ir de loja em loja. Imagina se for uma lista para um reparo do meu carro? Se um dos itens não está disponível, eu fico sem o conserto e, consequentemente, sem o carro. O Canal da Peça é o melhor lugar para isso”, opina.

Leia a entrevista com Igor Senra:

Canal da Peça: O brasileiro tem comprado mais online?

Igor Senra: Sim. O crescimento do consumidor na rede é incrível. Nem poderia ser diferente, já que a internet traz muita comodidade para o comprador e permite que ele pesquise e compare tudo em poucos cliques.

+ Leia também: Um ano promissor 

Canal da Peça: Qual modelo de negócio tem tido mais destaque no cenário virtual?

Igor Senra: O nosso produto de maior crescimento é o Moip para Marketplaces, uma solução que ajuda quem opera um marketplace no dia a dia. Com ela, o pagamento já é dividido automaticamente na origem. Temos clientes com esse produto em diversos setores, como cosméticos, livros e, inclusive, o segmento de peças automotivas.

 Veja como é fácil ter sua própria loja no Canal da Peça!

Canal da Peça: Acredita que o marketplace é o grande propulsor do e-commerce brasileiro?

Igor Senra: Eu acho que o modelo de marketplace é democrático. Para muitos é a porta de entrada para vender online e para vários outros é a única forma. Congrega quem quer comprar com quem quer vender, sendo ele lojista, vendedor, distribuidor, atacadista ou fabricante. Todos podem ter seu espaço. A grande tendência é de no futuro termos, pelo menos, um grande marketplace horizontal com diversos segmentos e produtos, e diversos verticais atacando nichos específicos, como livros usados, produtos artesanais customizados e até mesmo autopeças. Marketplace é um modelo de negócio que se autoalimenta. Quanto mais lojistas, mais vendedores e quanto mais vendedores, mais lojistas. Um ciclo positivo muito forte e difícil de parar.

Canal da Peça: O e-commerce sofreu com a crise? 2018 promete ser o ano da recuperação?

Igor Senra: Infelizmente, o Brasil inteiro sofreu. O que acontece é que o e-commerce, felizmente, sofreu menos. Vinha crescendo sempre mais de 20% ao ano e, com a crise, desceu para 7,5%. Ainda é muito bom se comparado com o Brasil todo, mas muito pouco perto do crescimento nos anos anteriores. Acredito que 2018 tende a ser um ano melhor, que começou com as empresas desengavetando projetos e olhando com mais otimismo para o futuro. Essa mudança de humor, no meu ponto de vista, tende a impactar positivamente o crescimento do mercado como um todo.

Canal da Peça: Qual é a expectativa de crescimento do Moip este ano?

Igor Senra: Não posso abrir os números, o que posso dizer é que no ano passado crescemos mais de 50% e esse ano vamos crescer ainda mais.


Canal da Peça: As transações com cartões cresceram nos últimos anos?

Igor Senra: Sim, em 2016 as transações com cartão superaram a marca de R$ 1 trilhão (R$ 674 bilhões no crédito e R$ 430 bilhões no débito). Só a título de comparação, em 2008 os cartões movimentaram R$ 327 bilhões (R$ 220 bilhões no crédito e R$ 107 bilhões no débito).

Canal da Peça: O brasileiro prefere pagar com cartão ou boleto?

Igor Senra: Isso depende. Quando estamos falando de pagamento de B2C (Business to Consumer), o cartão é de longe o meio de pagamento com maior relevância (75% de representatividade, enquanto boleto, 23%), mas quando estamos falando de B2B (Business to Business), o boleto ainda tem uma força muito grande.

Canal da Peça: Como avalia o crescimento das fintechs no Brasil? E das moedas digitais?

Igor Senra: As fintechs são um fenômeno global, mas aqui no Brasil elas encontraram um ambiente muito propício para crescer. O mercado bancário aqui é muito concentrado, o que deixa espaço para empresas mais leves e ágeis competirem fortemente. As moedas digitais são um fenômeno interessante. Tem todo um hype em torno delas, mas ainda existe muita incerteza também. Uma coisa já é certa: não estão sendo muito utilizadas para pagamentos, o que era uma das apostas iniciais. Estão mais inclinadas a serem usadas como reserva de valor, como o ouro, por exemplo. Mesmo que você tenha comprado ouro, não vai comprar um carro levando uma barra de ouro.

Canal da Peça: Como analisa o caminho percorrido pelo Moip até agora?

Igor Senra: O Moip foi fundado numa época em que nem se falava do termo “fintech”, mas nasceu fintech e assim se desenvolveu. Vimos a oportunidade de simplificar a vida de quem recebe pagamentos online, centralizando toda a demanda de diversos meios de pagamento, gateway, gestão de risco e conciliação financeira. Tudo isso com somente um contrato e uma integração. De lá para cá, outras complexidades apareceram, como a do próprio marketplace, e estendendo essa nossa visão de simplificar a vida financeira dos nossos clientes, criamos um produto para esse nicho específico. Nosso compromisso é o de seguirmos firmes nesse caminho, sempre buscando formas de facilitar a vida financeira dos nossos clientes, os empreendedores, porque entendemos que ainda existem vários desafios pela frente.

Canal da Peça: A transformação digital está acontecendo, de fato, no Brasil?

Igor Senra: Não tenho dúvida que está acontecendo. Estamos atrás de vários países, incluindo-se aí alguns dos países em desenvolvimento, mas sem sombra de dúvida essa é uma tendência muito forte. Só de ver a penetração de smartphones, o crescimento das vendas online, bem como das vendas via mobile, percebe-se que esse é um caminho irreversível.

Canal da Peça: O setor de autopeças está, aos poucos, perdendo o medo de comprar online. O que espera do setor daqui a cinco anos?

Igor Senra: O interessante é que outros segmentos já se atiraram nesse mercado e superaram esse medo de forma definitiva. Tenho certeza que para o setor de autopeças será igual. Imagina comprar roupa pela internet? Quanta resistência pode-se ter? Será que a cor mostrada é exatamente igual a cor do produto que vai chegar? E tamanho? Como ter certeza de qual é o seu tamanho naquela confecção? Pois é, o segmento de moda foi o que mais cresceu nos últimos anos a ponto de se tornar o maior de toda internet. Autopeças é mais simples, você tem a especificação. A peça do catálogo é a peça do catálogo. Só resta saber se você quer a peça original ou a “genérica”, mas você tem as informações necessárias para tomar a sua decisão. E mais: é mais fácil procurar uma peça específica na internet do que ir de loja em loja procurando. Imagina se for uma lista para um reparo do meu carro? Se um dos itens não está disponível, eu fico sem o conserto e, consequentemente, sem o carro. Com certeza, a internet pode ajudar e o Canal da Peça é o melhor lugar para isso.

Canal da Peça: Acredita que os mecânicos vão comprar mais pela rede?

Igor Senra: Sabendo que na internet eles poderão achar o que precisam, é uma questão de tempo os mecânicos comprarem mais online. Acredito que os consumidores finais podem reforçar essa mudança, porque, em via de regra, eles já fazem outras compras online, então comprar autopeças é uma complementação natural do que eles fazem.

+ Veja mais: Oficina na era digital

Canal da Peça: A nossa plataforma utiliza o Moip desde o início da operação, em 2013. O que acha da nossa proposta para o setor de autopeças?

Igor Senra: Desde o início, quando conheci o Vinícius (Dias, CEO) e o Fernando (Cymrot, CFO), entendi que o negócio tinha potencial. Juntaram um grupo de pessoas incríveis com investidores experientes, que têm histórico de realizações de coisas grandes e importantes. O resultado não poderia ser outro. Não é por acaso o crescimento do Canal da Peça e tudo o que eles vêm realizando até agora, mas dado o potencial da empresa e do mercado, tenho certeza que ainda tem muito caminho pela frente.

Canal da Peça: E para onde o Moip caminha?

Igor Senra: Estamos abertos para analisar possíveis aquisições aqui no Brasil e na América Latina, além de continuarmos com nosso foco em produtos. Queremos estender nossa atuação e vamos tentar ajudar quem vende usando o Moip em outras frentes, não só mais com o recebimento de pagamentos, mas também na utilização do recurso que vem dessas transações para pagar contas, mandar transferências e também na gestão de negócios. Acreditamos que essa é a nossa forma de ajudar a fazer dos empreendedores o motor de prosperidade da nossa sociedade.

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Notícias
Uma onda tecnológica vem invadindo as oficinas mecânicas. E os profissionais têm aproveitado para usar todas as possibilidades dessas soluções para otimizar o trabalho. Elas vão desde plataforma de pesquisa e compra de peças até scanners automotivos

O mecânico Adelcio Correa começou cedo a trabalhar em oficina. Aos 17 anos, ele conseguiu o primeiro emprego como ajudante em uma mecânica, onde pôde acompanhar o cotidiano dos profissionais da área.

Não demorou muito para ele perceber que queria seguir na profissão. Hoje, aos 36 anos, ele gerencia a Autogiro, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O caminho para o crescimento profissional, no entanto, não foi fácil.

“Demorei muito para colocar, de fato, a mão na massa. Só em 2005, comecei a montar e a desmontar algumas peças de motor”, relembra Correa. “A parte de injeção, então, foi só em 2008”.

A prática diária, os cursos e as palestras frequentadas pelo profissional o ajudaram a galgar o cargo ocupado atualmente. Mas, uma ferramenta que hoje já é acessível a todos, tem sido fundamental no arsenal do mecânico: a internet.

“Sem ela nosso trabalho seria muito prejudicado. Ainda mais no nosso caso. Trabalhamos muito com carros importados, então, a web nos ajuda na hora de encontrar uma peça e tirar dúvida”, diz.

A transformação da mecânica

A tecnologia, em todos os níveis, tem contribuído muito com o trabalho do reparador. Se compararmos à década de 1990, o diagnóstico hoje é muito mais eficiente – além dele, o processo de compra de peças também se transformou. Para melhor.

+ Leia também: Novos tempos, novas soluções

Antigamente, o mecânico precisava parar o serviço no meio, ir até um varejista de peças ou telefonar para ter acesso a um item. Hoje, todo esse trâmite pode ser online, reduzindo o tempo de pesquisa de quem tem pressa.

A economia também é um dos pontos altos da nova era. “Muitas vezes, o mesmo item é vendido por preços diferentes e você consegue filtrar e escolher a loja que achar mais conveniente”, comenta. Entusiasta do comércio eletrônico, o mecânico não perde tempo quando não encontra uma peça no balcão.

“Vou para a internet quando não encontro um produto porque lá não tem erro. A web sempre tem a solução”, afirma Adelcio Correa. 

Canal da Peça se destaca quando o assunto é venda e compra de peças. Operamos no modelo marketplace e reunimos mais de 500 varejistas de todas as regiões do Brasil, que, juntos, somam mais de 700 mil peças. Ou seja, aquele item que você está com dificuldade de encontrar no balcão, provavelmente, vai encontrar na nossa plataforma, sem sair de casa.

 Que tal vender pela internet? Confira como é fácil!

“A vantagem é poder pesquisar através do código da peça. Automaticamente, o produto é encontrado com fotos e informações técnicas”, comenta. “A internet facilita até a vida do consumidor final. Ele tem a autonomia de escolher onde quer comprar sem ter de pagar mais por isso”.

Vendas turbinadas

O comércio de carros, motos e peças automotivas está ganhando força na internet. Os três, juntos, devem gerar ao e-commerce brasileiro R$ 15,2 bilhões em 2018, segundo dados da E-Consulting. Números que representam crescimento de 14,3% em relação ao ano anterior, período que acumulou R$ 13,3 bilhões.


O otimismo não para por aí. A consultoria brasileira também prevê que 84% dos brasileiros vão realizar pagamentos por meios online em 2018. Dentre as principais razões do consumidor usar as plataformas eletrônicas estão aspectos como comodidade (55%), confiança (46%), segurança (44%) e agilidade (26%) na hora do pagamento.

+ Um ano promissor 

Quem vende na rede tem visto os negócios prosperarem. É o caso de Jefferson Masullo, sócio-proprietário da Galpão Autopeças. “Vendemos online há alguns anos e isso tem feito toda a diferença no nosso faturamento”, diz Masullo.

Com e-commerce próprio e loja personalizada pela nossa plataforma, a Galpão, versão online, está quase se igualando à sua tradicional loja física. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora.

Conteúdo pela rede

Além do modo de compra mais fácil, que mudou o comportamento do consumidor moderno, a internet tem sido uma aliada quando o mecânico precisa se atualizar. Com novos modelos e tecnologias surgindo a cada ano, a rede ajuda o reparador a se manter sempre muito bem informado.

“Existem muitos cursos pela internet que são bons, pois não precisamos nos deslocar até uma escola. Pela rede, ficamos atualizados”, afirma Correa, que não dispensa também os vídeos no YouTube. “Quando surge uma dúvida na hora da reparação, a plataforma de vídeos sempre ajuda”, diz.

+ Veja mais: A peça que faltava

Além deles, existem muitos blogs de conteúdos técnicos, que complementam o estudo dos mecânicos. Um deles é o nosso. “Acho fundamental ter matérias explicativas, pois são muito importantes para nós. Muitas vezes, não temos acesso à informações sobre determinada falha e os blogs com conteúdo nos ajudam bastante”, revela.

O céu é o limite

Claro que os equipamentos não poderiam ficar de fora quando o assunto é tecnologia. Os scanners automotivos, por exemplo, estão cada vez mais sofisticados. “Quando eu comecei, lá em meados dos anos 2000, já existia esse tipo de equipamento. Mas é impressionante como, hoje, eles estão muito mais eficientes”, comenta Correa.


Dependendo da falha do automóvel, só com esse tipo de aparato é possível fazer o diagnóstico. “Aqui, como temos muita prática, muitas vezes já sabemos qual é o problema do carro, daí o scanner entra mais na conclusão do diagnóstico”, diz. “Mas, em alguns casos, principalmente de carros importados, fica quase impossível descobrir sozinho. Nessas horas, a tecnologia é fundamental”.

Assim que o scanner é passado no automóvel, o aparelho exibe o código da falha. Novamente, a internet entra para mostrar a solução. “Quando temos dúvida, vamos à web pesquisar o problema do automóvel. Assim como ocorre com o código da peça para encontrar um determinado item, com o código da falha é a mesma coisa. E isso só é possível por conta da tecnologia” explica.

Para Correa, ainda há muito o que esperar da tecnologia, sobretudo na mecânica. “Ela tem tudo para nos surpreender cada vez mais. Nosso trabalho já é, mas ainda será muito mais beneficiado com essas soluções”, afirma.

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