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Há quase 30 anos no mercado varejista, a autopeças Brajauto fez sua estreia no comércio eletrônico há dois anos. Desde então, as vendas online têm superado as do balcão. Confira as dicas para ter também sucesso na rede

No final da década de 1980, quando o Brasil se preparava para enfrentar uma recessão econômica, o comerciante Adriano Yoshizato ousava em abrir uma loja de autopeças, em São Caetano do Sul, em São Paulo.

A Brajauto, que nascera em um momento complicado no País, conseguiu vencer as instabilidades na economia e, hoje, quase 30 anos depois, se mantém firme e forte no cenário varejista.

Mesmo após a última crise no País. Inclusive foi através dela que a loja se reinventou. “Tivemos que oferecer mais canais de venda e, é claro, que a internet não poderia ficar de fora dos nossos planos”, diz Yoshizato. “O comerciante precisa estar atento às mudanças e se adaptar, caso contrário, não terá êxito no mercado”, enfatiza.

+ Leia também: Vendas mais aceleradas

Adriano sabe o que fala. Ele cresceu, praticamente, na autopeças do pai, que o inspirou a seguir na mesma profissão. “Eu sempre soube que queria trabalhar na área automotiva e, como tenho vivência no varejo de autopeças, apostei no comércio. Mas não é fácil. Precisamos olhar sempre lá na frente, perceber as tendências”.

Vendas online

Uma dessas tendências é o comércio eletrônico, o qual a Brajauto faz parte há dois anos. Mesmo em um curto período, a autopeças tem angariado resultados surpreendentes: 70% das suas vendas, hoje, vêm da rede.

“Estamos deixando a vida nos levar, mas tudo indica que a internet será o principal meio de compras de autopeças daqui a alguns anos. Já percebemos que está tendo crescimento de consumidores finais. Assim como o varejo muda, o perfil do comprador também”, diz.

Há cerca de três anos, Yoshizato mudou o foco de suas vendas. Durante a crise, ele dispensou sete funcionários, cortou parcerias com oficinas mecânicas e tem focado no consumidor final.

“O dono do carro tem mais acesso às informações e preços, e percebemos que ele quer assumir o controle do veículo. Quer pesquisar as peças e levá-las à oficina”, opina.

Por focar em um público diferente, Adriano teve de prestar atenção em detalhes que antes não eram levados em consideração. Um deles foi o vocabulário.

“As vendas online, além de terem me proporcionado mais negócios, me ajudaram a ter mais paciência e deram um up no meu vocabulário. Como agora trato diretamente com o consumidor final, a comunicação é diferente, pois tenho que explicar mais e dar mais detalhes”, diz. “Além disso, faço questão de responder rapidamente uma dúvida. Faz toda a diferença”, afirma.

+ Combustível para o varejo de autopeças

Quer vender mais na rede? Yoshizato ensina um “truque” simples que pode ajudar a fidelizar clientes: usar mais a gentileza. “Costumo agradecer, por e-mail, quando faço uma venda. Me coloco à disposição, quando surge uma dúvida, ou, quando o produto fica parado nos Correios por algum motivo, vou atrás para solucionar o problema. O suporte é meu diferencial”.

E-commerce em alta

As vendas pela rede conquistaram, de vez, os brasileiros. Este ano, o comércio eletrônico poderá atingir os R$ 69 bilhões, o que representa crescimento de 15% em relação ao ano passado.

Os dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) ainda incluem números relacionados aos tabletes e smartphones: 33% dos pedidos online serão feitos através desses dispositivos móveis.

Segundo o comerciante, a comodidade tem impulsionado esses números. “É muito mais fácil e rápido encontrar o que precisamos na internet. Economizamos tempo e dinheiro. Eu mesmo compro muitos itens pela web, desde camiseta até folha de sulfite”, revela.

A Brajauto no Canal da Peça

Com e-commerce próprio e loja no Canal da Peça, a Brajauto tem vendido para todos os estados brasileiros. “Temos forte atuação no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O diferencial da internet é esse: você consegue atingir regiões que jamais poderia se ficasse apenas no seu bairro”.

De acordo com ele, o atendimento da nossa plataforma tem surpreendido. “Para mim, o ponto alto do Canal da Peça é o suporte. Estão sempre disponíveis para tirar dúvidas, seja por telefone, e-mail ou WhatsApp. Eles me ajudam bastante”, diz.


Em comparação com sua própria loja e outras plataformas de venda, o comerciante diz que o processo, no Canal da Peça, é muito mais simples.

“Atualizo a Planilha de Estoque uma vez por semana, acrescentando um produto novo ou preço alterado, e a atualização é imediata. Não preciso me preocupar com fotos nem informações da peça, já que a plataforma já tem tudo”, afirma.

A parceria do Canal da Peça com grandes fabricantes, entre eles Bosch, SKF e Nakata, faz com que os membros do Clube do Canal da Peça não precisem se preocupar com fotos e informações técnicas, já que é a própria plataforma que se encarrega desses dados.

“Além disso, ações como frete grátis e cupons de desconto ajudam o varejista a vender mais. E, ainda, a possibilidade de vender através dos portais deles, que já são consolidados no mercado, traz mais clientes para nós”, acrescenta Yoshizato. “A internet também nos ajuda no balcão. Muitos usuários do Canal da Peça nos ligam diretamente em busca de informações”.

+ Veja mais sobre cupons de desconto

O vendedor Victor Belmonte, da Brajauto, aprova a iniciativa do comerciante de entrar na nossa plataforma. “Estamos tentando crescer na internet. Acredito que o Canal da Peça tem tudo para nos ajudar”, diz.

Yoshizato também elogia os aplicativos de fabricantes. “Para nós é muito bom, pois economizamos tempo, já que conseguimos pesquisar uma peça pelo código no celular. Os catálogos impressos já são obsoletos. Ninguém mais faz pesquisa neles”, acrescenta.

Dupla infalível

Há dois anos, Yoshizato aproveitou um espaço ao lado da loja para investir em uma oficina mecânica. Batizada de Medina, ela também tem impulsionado os negócios do comerciante, que chega a receber entre 60 e 70 carros mensalmente.

Em breve, a internet será utilizada para comercializar combos. “Pretendemos também vender serviços, como kit revisão e kit filtro. A ideia é unir, cada vez mais, os dois negócios”, comenta.

  Confira o passo a passo para criar uma loja na internet

Segundo ele, se os distribuidores oferecessem formas mais facilitadas de pagamento, sua loja poderia crescer ainda mais. “Alguns oferecem prazo maior, de até 42 dias; outros, quando à vista, dão desconto melhor. Mas se eu tivesse mais crédito, além de ter mais tranquilidade, certamente meu estoque seria maior”.

O futuro do varejo de autopeças

Localizada no bairro Santa Paula, Yoshizato diz que, na região, ainda existem muitos varejistas offline. “Muitos, ainda, preferem o modo antigo: fazer a divulgação apenas no bairro e em oficinas mecânicas. O consumidor mudou e o modo de comprar também. Todos deveriam já estar online”, opina.

“Já acho que entrei tarde demais. No entanto, estou um passo à frente daqueles que ainda não estão online”, diz Adriano Yoshizato. 
Para ele, o varejo tem tudo para ser mais virtual do que físico. “O comerciante não terá mais a necessidade de ter uma loja em um bairro próximo ao centro e movimentado. Ele pode ter um ponto que servirá como estoque ou para retirada de produtos, e as vendas concretizadas pela internet”, aposta ele, que, por enquanto, faz a divulgação de sua loja apenas através do site.

“Estamos finalizando nossa página no Facebook e teremos conta no Instagram. É importante que o varejista mergulhe de cabeça na divulgação do negócio”.

Os próximos anos da Brajauto prometem ser de muito crescimento na rede. “Queremos nos consolidar mais na internet e, quem sabe, depender exclusivamente do e-commerce. O consumidor está bem confiante em comprar na web e, por isso, o varejo tem de oferecer um canal a mais de venda para não perder clientes”, afirma. E quem duvida? 


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Já imaginou um Chevrolet 1934 com motor V8, inteirinho customizado? Conheça a Sigma Sport Car, uma micromontadora de Santo André que tem conquistado mercado fora do Brasil com a ajuda da internet

O ABC paulista é conhecido por ser reduto de gigantes do setor automotivo. Entre as montadora que ali estão presentes, Ford, General Motors e Volkswagen aceleram a economia da região.

No entanto, uma micromontadora que produz carros de maneira artesanal tem atraído a atenção dos entusiastas dos chamados hot rods – réplicas de carros antigos com alta performance.

A Sigma Sport Car, empresa dos irmãos Luiz e Ricardo Rodrigues da Silva, nasceu de um bate-papo informal entre eles em 2007. Luiz é engenheiro mecânico; enquanto Ricardo, projetista e ex-piloto de corrida.

Mas foram os hobbies de Ricardo que falaram mais alto: colecionador de carros antigos e restaurador, ele sempre quis montar seu próprio carro. Pelo menos, entusiasmo e espaço para o projeto não faltavam. “Vendi os doze carros que tinha na época para iniciar o meu sonho. Sempre preferi deixar meu dinheiro nos automóveis do que no banco”, relembra Ricardo.

Donos de uma empresa de manutenção e automação mecânica, que operou por mais de três décadas, a ociosidade dos equipamentos fez com que o galpão, de 2800 m², fosse o cenário perfeito para a montagem dos carros. “Quando falei para a família que iria fazer um carro, todos ficaram com aquela cara de interrogação. Mas depois que ele ficou pronto, eles aplaudiram e apoiaram. Viram que meu sonho tinha sentido”.

Repercussão dentro e fora do País

O Sigma não fez sucesso apenas com a família dos irmãos Silva. Ele ganhou repercussão nacional e internacional. Em 2011, ganhou holofotes no Sema Show, maior evento mundial de carros tunados e customizados, que ocorre anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Os irmãos, que foram convidados de última hora, tiveram de montar um carro do zero em tempo recorde: dois meses e meio. O prazo convencional para um Sigma “sair do forno” fica em torno de oito meses. Para isso, a equipe de nove pessoas ganhou reforço de mais 20 funcionários. 

E valeu a pena. A criação brasileira ficou exposta no lobby principal, recepcionado os visitantes. “Depois dessa feira, exportamos um Sigma para os Estados Unidos, que foi homologado”, afirma ele, que só agora, em 2018, tem projetos concretos para enviar mais unidades para aquele país.

+ Leia mais: Novos tempos, novas soluções 

“Recebemos diariamente cotações e e-mails de pessoas interessadas, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Atualmente, estamos trabalhando em um veículo que será mandado em até dois meses para os EUA”, afirma. “Temos investidores e pretendemos fortalecer cada vez mais nosso nome”.


Até hoje, 14 modelos foram produzidos pela Sigma – 13 deles estão no Brasil, concentrados, principalmente, no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Para acelerar nas ruas brasileiras, os carros foram licenciados como protótipo. O preço para ter um desse na garagem? “A partir de R$ 286 mil é possível produzir um Sigma”, avisa Luiz, que já chegou a entregar um modelo de quase R$ 400 mil. “O céu é o limite”.

Potência nas pistas 

Mas não se engane: seu visual, inspirado no Chevrolet 1934, esconde uma supermáquina. Com dois lugares, chassi próprio, carroceria de fibra e motor V8, sua potência já foi comparada a de um Audi TT por uma revista especializada. Não à toa: ele faz de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Como comparação, a terceira geração do Audi TT faz em 5,9 segundos.

“Geralmente, quem compra um Sigma é empresário na casa dos 40 anos, que vai usá-lo para passeio no fim de semana. Mas um cliente já comprou para correr nas pistas”, revela Ricardo. “Ele é tão potente quanto um esportivo importado com a vantagem de ser mais admirado na rua, por ser um fora de série, e menos visado”.

+ Tempo é dinheiro

De acordo com a consultoria Euromonitor, o segmento de carros de luxo no Brasil – a partir de R$ 150 mil, pela definição da Euromonitor International – movimentou R$ 11 bilhões em 2017, uma queda de 15% em relação ao ano anterior.

No entanto, os próximos anos prometem ser mais aquecidos. A consultoria prevê crescimento de 6% ao ano em volume de vendas até 2022. Além da recuperação da economia, a possibilidade de personalização do veículo tem entusiasmado os compradores de carros de luxo.

“Não temos a pretensão de sermos uma montadora grande, pois o nosso diferencial está na produção artesanal. Temos, sim, a ideia de deixarmos a marca mais conhecida no mercado internacional”, diz Ricardo. “Infelizmente, o brasileiro só dá valor para a produção nacional quando começa a fazer sucesso fora do País”, lamenta.


Evoluindo a cada projeto, graças aos estudos constantes, a empresa se orgulha da pouca manutenção de seus carros. “As pessoas compram fidelidade na Sigma. Sempre que precisam, eu faço a manutenção aqui, mas nada impede de ser feita em outra oficina”, garante.

Cada modelo pesa 1234 kg, distribuídos 51% na dianteira e os outros 49% na traseira. “O Sigma, raramente, precisa de manutenção. Ele é quase um trator: tubulação rígida, buchas de PU. Só precisa de reparação quando tem algum problema no motor ou câmbio. Mas é muito difícil. De uma forma geral, é um automóvel extremamente forte e resistente”.

A internet é a solução

Para produzir os carros Sigma, a internet foi fundamental. Quando, inevitavelmente, surgia uma dúvida, a rede era consultada instantaneamente. Para peças, então, nem se fale. “Sem a internet, não teria conseguido montar carro nenhum”, diz Ricardo. Hoje, quando ele não consegue produzir ou encontrar uma peça, as compras são feitas virtualmente, muitas vezes através do Canal da Peça.  

“Uso muito o Canal da Peça para pesquisa e compra. É excelente para nós. Não adianta ir no balcão procurar, pois certamente não terá o mesmo nível de dados”, opina Ricardo Rodrigues da Silva.

Para ele, além das informações mais detalhadas, a economia de tempo é um dos pontos altos da rede. “O tempo é precioso. Eu não saio daqui para perder horas na rua. Prefiro consultar o que eu preciso no computador. Em um clique, resolvo tudo”.

A rede também tem sido o principal meio de divulgação da Sigma, que mantém um site, página no Facebook, conta no Instagram e vídeos no YouTube. É através da internet também que eles fazem outros negócios.

 Veja como é fácil ter sua própria loja virtual

“Depois da produção de carros, somos fortes em pinças de freio. Estudamos muito esse produto antes de produzi-lo. Conseguimos instalar em qualquer veículo”, diz. “Por ser um item de alta performance, pensamos em abrir uma loja virtual para sua comercialização. A internet também irá nos ajudar nesse caminho”.

O futuro dos hot rods

De acordo com Ricardo, a qualidade das pequenas montadoras aumentou muito no Brasil nos últimos anos. No entanto, a falta de mão de obra especializada ainda é um entrave para este mercado.

“A mão de obra é muito fraca, é tudo muito complicado por aqui. O Brasil está bem atrasado em relação a outros mercados”, opina.  “Mas acredito que, em alguns anos, nossa mão de obra ficará melhor, mais especializada e, assim, poderemos ser referência”, diz, otimista.

+ Confira também: Vendas mais aceleradas 

Já o objetivo da Sigma para os próximos anos é colocar o pé no acelerador e conquistar novos mercados. Sem esquecer, é claro, a essência da empresa. “Queremos, em primeiro lugar, levar alegria para quem compra nossos veículos. Essa sempre será a nossa base”, finaliza.

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Desde 1986 na mecânica, Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech, tem se surpreendido com as possibilidades da tecnologia em sua rotina. A internet tem sido fundamental para o profissional pesquisar conteúdo e peças e, assim, não perder clientes

Entre um reparo e outro, o mecânico Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech, em São Paulo, corre para o seu escritório para usar a internet. “Nos dias de hoje, é impossível ficarmos sem ela”, vai logo se explicando.

A explicação, no entanto, se torna desnecessária ao revelar o motivo que o fez apelar para o computador. “Preciso consultar informações de uma peça e, atualmente, prefiro a internet aos catálogos impressos”.

Uma das grandes transformações promovidas pela tecnologia foi a digitalização dos portfólios de companhias de autopeças. Empresas como SKF, Bosch, Delphi e MTE-Thomson já disponibilizam meios de consulta eletrônicos.

+ O poder do catálogo impresso

“Catálogo impresso ocupa muito espaço e, ainda, não é tão atualizado como um digital. Agora, através do celular ou do computador, conseguimos pesquisar dados técnicos de um item. Fácil, fácil”, comemora.

Vídeos e conteúdos na rede

Montibeller faz parte de uma nova geração de mecânicos: a que prefere usar a tecnologia em vez dos meios convencionais. “Nós utilizamos muito a rede até como forma de nos atualizarmos. Blogs, grupos de mecânica e vídeos no YouTube têm sido fundamentais para solucionar problemas”, garante.

No País, o sucesso do Youtube foi revelado no relatório YouTube Insights. Cerca de 95% da população brasileira acessa o site, pelo menos, uma vez por mês.

Os mecânicos têm grande representatividade nos acessos. Desde 2015, o volume de buscas do setor automotivo dobrou na plataforma. Em média, 20 milhões de pesquisas por conteúdos relacionados à autopeças são feitas mensalmente.

“De fato, eles são muito úteis para nós, mas não dispensamos cursos presenciais. Há também alguns nas próprias fábricas, no entanto, são muito superficiais”, afirma.

“Certamente, se pudéssemos comprar cursos pela internet, faríamos, pois conseguiríamos assistí-los nos horários livres e, ainda, poderíamos revê-los”.

Para o mecânico, por conta da quantidade de lançamentos de veículos é fundamental o profissional ter acesso a novas informações. Nessas horas, quando não há conteúdo, o apoio do setor é essencial.

“Trocamos informações com o Brasil inteiro através de grupos de WhatsApp. Para nós, é ótimo, pois conseguimos sanar muitas dúvidas”, diz.

 Saiba como usar o WhatsApp no seu negócio!

Um dos funcionários da oficina, Eduardo Santos, também vê a rede com bons olhos. “A internet nos ajuda muito quando temos uma dúvida. Conseguimos muitas informações que, antes, seriam muito mais difíceis”, diz.

Dia a dia mais conectado

Além de pesquisa de peças e de conteúdo técnico, a web tem sido utilizada como forma de divulgar a oficina nas redes sociais. No entanto, outros meios digitais têm dado mais resultado.

“Já agendamos alguns serviços básicos, como troca de óleo ou revisão, pelo nosso site e WhatsApp. Muito mais prático”, afirma. E falando no aplicativo de mensagens instantâneas, Montibeller tem feito bom uso dele.


“Os clientes preferem falar com a gente através do WhatsApp. Utilizamos também para lançar campanhas, além de mandarmos dicas”, complementa.

Compras online sim, por que não?

A tecnologia também tem dado uma forcinha para o mecânico quando ele não encontra uma peça em um ponto físico. “Quando não acho o produto nos distribuidores que já faço as compras, não penso duas vezes e pesquiso na web”.

Quase todos os dias, o Canal da Peça é utilizado por ele. “Com o código da peça ficou muito mais fácil. Sempre faço cotações na plataforma, que se destaca por ter sido elaborada especificamente para o setor”, afirma.

O Canal da Peça tem ajudado mecânicos e consumidores finais a encontrarem, mais facilmente, uma peça. Já os varejistas têm a oportunidade de ganharem uma renda extra no fim do mês. Os estoques de mais de 500 lojistas estão conectados, promovendo uma grande – e completa – vitrine virtual.

Todas as peças podem ser procuradas através do código, mas, caso o usuário não tenha, a busca pode ser feita pelo modelo do carro, fabricante ou categoria.
 
“Nunca tive problemas com as compras pela internet e acredito que, no futuro, as lojas de autopeças vão se transformar nos bancos de hoje: atendimento menos presencial e muito mais pelos canais digitais”, opina Roberto Ghelardini Montibeller.

De acordo com ele, a única objeção da internet é que o consumidor final também tem comprado mais peças. “Isso pode gerar alguns problemas, como compra errada, de má qualidade ou sem procedência. Por isso a importância de fazer a compra em um site seguro. Além disso, tira a nossa margem de lucro. É a mesma coisa que ir em uma churrascaria e levar a carne”.

Tecnologia online e offline

Mesmo quando a compra é feita em loja física, antes de ir pessoalmente, o mecânico faz questão de usar a tecnologia para saber se a viagem valerá a pena. “Costumo mandar a foto da peça via WhatsApp antes. A tecnologia tem ajudado até nas compras físicas”, afirma.

Na internet, sempre que possível, o profissional opta pela entrega por motoqueiro, mas, quando a loja fica em outra cidade, o produto vem pelos Correios. “Normalmente, as peças vêm rápido, em poucos dias”, elogia.


Já quando o assunto é atendimento, para ele, a internet sai na frente. “Nem sempre o balcão tem as informações que precisamos, ao passo que na rede, sim. Quem vende pela web, geralmente, tem mais dados até pela vantagem de poder vender com mais precisão”, afirma. “Mas, em comparação a alguns anos atrás, os atendentes de balcão estão mais bem informados”.

Pagamento mais facilitado

Cliente do varejo tradicional e de distribuidores, o profissional acredita que seu estoque, composto por poucas peças, seria maior caso tivesse crédito nessas redes.

“A maioria não oferece nada diferenciado por ser mecânico. O que eu tenho, hoje, é um crédito comum: compro e pago daqui a 30 dias. Se eu tivesse algo melhor, certamente, teria mais peças no estoque”, afirma.

+ Leia também: Oficina na era digital 

“Infelizmente, temos que quebrar a cadeia muitas vezes. A mesma peça no varejo pode custar até três vezes mais do que em um distribuidor. Nós também precisamos ter nosso lucro”, diz.

Para atrair mais clientes, a High Tech oferece, agora, parcelamento em até 12 vezes. “Já chegamos a atender 200 carros por mês. Hoje, são 70, em média, por conta da crise. As pessoas têm deixado para arrumar o veículo só quando não liga mais”, lamenta.

De pai para filho

A história do Roberto na mecânica começou em 1986, quando desistiu da carreira militar. “Sai do quartel, pois não era o que eu queria. Meu pai me questionou o que eu iria fazer da vida. Como sempre o acompanhei na oficina, quis seguir os mesmos passos”, relembra ele, filho de seu Antônio, dono do Centro Automotivo Vera Lúcia, onde aos 80 anos ainda coloca a mão na massa.

“Eu sempre o ajudei a limpar peças, então, a escolha foi pela vivência na área. No início, meus pais não apoiavam muito, pois não é uma profissão tão reconhecida, mas viram que fiz a coisa certa. Em 2006, abri minha própria oficina”.

Pai de um menino de onze anos, Montibeller diz que o apoiaria caso quisesse dar continuidade nos negócios da família. “Com certeza, daria a maior força, mas o alertaria que hoje em dia não é fácil ser mecânico”, diz.

+ A peça que faltava 

“O cliente quer tudo a um preço muito abaixo da tabela, mas não podemos trabalhar de graça. No entanto, a parte boa é fazer o que gostamos. Quando não me sujo de graxa, tenho a impressão de que não trabalhei”.

Sem medo da tecnologia

Roberto, que planeja atuar na mecânica por muitos anos, assim como seu pai, prevê que a internet ainda irá ajudar muito sua rotina de trabalho. “Desde que comecei, muitas coisas mudaram. E para melhor. Acredito que o atendimento ao cliente será muito mais beneficiado. Mais ferramentas vão surgir e, através delas, mais praticidade e rapidez”, comenta.

Segundo o profissional, a tecnologia tem tudo para balançar o mercado. Até, quem sabe, tomar o emprego dos mecânicos. “Acho que, em 30 anos talvez, os robôs farão nosso trabalho. A área terá de ser remodelada. Mas tudo evolui, só temos que nos adaptar”, afirma. “Seguimos em uma estrada sem volta”, conclui. O setor, como um todo, já está na mesma rota.

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Empresa brasileira de autopeças acelera sua atuação no mercado digital, aderindo soluções tecnológicas para atrair mais varejistas e mecânicos para a rede

O termo transformação digital nunca esteve tão em alta no mundo, sobretudo, no mercado automotivo. As indústrias de autopeças estão andando no mesmo ritmo das montadoras e fazendo uma verdadeira revolução no setor.

Cláudio Doerzbacher, CEO da Gauss, resume bem o motivo que tem levado as indústrias para a era digital: “A tecnologia está conectando todo mundo. As pessoas não vivem mais longe dela: seja para informação, comunicação ou compra. No nosso setor não é diferente.”

A Gauss, que recém completou 20 anos, já caminha nessa direção. “Os eletricistas e os mecânicos estão utilizando a web para procurar e propagar informação sobre seu dia a dia, além de buscar e comprar peças. É impossível não estarmos no mesmo ambiente”, diz.

Portfólio na ponta dos dedos

Criada para atender o mercado de reposição de reguladores de voltagem e placas retificadoras, a Gauss viu seu portfólio crescer drasticamente em duas décadas. Em 1997, quando entrou no mercado, apenas cinco itens faziam parte de seu portfólio.

Hoje, são 1,7 mil distribuídos em 24 linhas de atuação. Atualmente, todos eles podem ser consultados na web. Por trás da digitalização está nossa plataforma, Canal da Peça.

“A Gauss mantém atualizada sua linha de produtos no Canal da Peça, com todas as informações necessárias para a identificação correta do produto e decisão de compra”, acrescenta o executivo. Para Doerzbacher, nossas soluções saem na frente quando comparadas com outras do mercado.

“Hoje, o Canal da Peças é a plataforma mais completa do segmento e sabemos que mais e mais lojistas se associarão para comercializar produtos”, comenta Cláudio Doerzbacher.
“Acreditamos que a parceria nos permite ajudar nossos clientes a venderem mais. O público final também consegue encontrar nossos produtos de maneira mais eficiente.”

Desde o início deste ano utilizando as novas ferramentas digitais, o executivo já enxerga mudanças significativas. “Podemos ver o quão prático e eficiente ficou para o eletricista escolher e comprar peças Gauss”, afirma.

Se antes a companhia estava presente na rede através do site e das redes sociais, a comunicação agora é bem mais assertiva. “Estamos bem ativos no YouTube, Facebook e WhatsApp. Procuramos dar sempre suporte às ações de marketing e vendas online de nossos clientes. Hoje, através do Canal da Peça, conseguimos fazer isso de maneira bem mais ampliada”, diz.

Transformação em curto prazo

Mais do que uma ponte entre o consumidor e o lojista, o objetivo da Gauss é ajudar o aplicador em todos os aspectos que envolvem seu serviço, como informação técnica, suporte e atendimento.

“Para isso, a melhor maneira é usarmos as infinitas possibilidades que as ferramentas digitais nos permitem. Por conta disso, estamos montando uma estratégia integrada de comunicação digital, que envolve gestão de redes sociais, plataforma unificada de atendimento e suporte técnico, além de produção de conteúdos técnicos e divulgação através de todos esses canais”, diz.


“Já o trabalho com o Canal da Peça complementa toda essa ação com dados e especificações técnicas necessárias para guiar o cliente. Acreditamos que, em poucos anos, as informações só circularão pelos canais digitais”, afirma.

Varejistas de autopeças conectados

Assim como a indústria, o varejo tem abocanhado boa parte da integração digital do setor através das vendas pela internet com as informações dos próprios fabricantes. Isso tem gerado mais confiança para quem compra.

“Não tenho dúvida de que, em breve, o setor comprará mais online. A Gauss está fazendo esse movimento com o Canal da Peça porque entende que os varejistas já estão nesse processo”, comenta. “É uma mudança que exige que a cadeia inteira de reposição se adeque. Não adianta só uma parte ‘ir para o digital’ e a outra ‘ficar no analógico’”.

+ Leia mais: Combustível para o varejo de autopeças

Quem vende, só enxerga vantagens nessa parceria. “É muito legal quando o cliente chega na nossa loja através da indústria. Ele tem certeza do que quer, tem a informação precisa e a entrega no tempo combinado. É perfeito”, diz Emerson Martins, gerente da autopeças Molina, membro do Clube do Canal da Peça.

Lojistas que aderem nossa plataforma, além de terem sua loja com as informações de produtos corretas, vindas diretamente da fábrica, têm a chance de expor o portfólio nos portais das indústrias parceiras.

“Tenho bastante conversão por ter um portfólio grande. O mais interessante é que é a fábrica falando do seu próprio produto e isso faz todo o sentido para o setor”, garante Martins.

Para Doerzbacher, o varejista que é avesso ao mercado digital não precisa enxergá-lo como inimigo. Pelo contrário. “O aplicador, por mais que acesse às informações e faça compras online, vai precisar de um atendimento físico próximo, seja por questão de otimização de entrega ou pelo atendimento e suporte. Mas entendo que essas duas necessidades não são conflitantes e, sim, complementares.”

Mais vendas e informações na web

O consumo pela internet no Brasil vem ganhando força. Em 2018 não será diferente. De acordo com o relatório Webshoppers 37, revelado pela Ebit, o comércio eletrônico crescerá 12% este ano, chegando a cifra de R$ 53,5 bilhões.

Veja como é fácil ter sua própria loja virtual

Já a procura por autopeças na rede foi mostrada na 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças, realizada pelo Google, em que apontou que o setor no Brasil cresce ao ritmo de 40% ao ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período.

+ Leia a entrevista com Rafael Campion, cientista de dados do Google

As informações também têm contribuído com as vendas, já que são através delas que o reparador e o consumidor ganham mais confiança para fazer um pedido.

“Antes era muito limitado o acesso à informação, já que o catálogo impresso era atualizado apenas uma vez no ano. Hoje, o setor pode buscar informação instantaneamente e muito mais esclarecedora através de vídeos e informativos de produtos.”

Negócios em alta

Com sede em Curitiba, no Paraná, a Gauss mantém uma fábrica na China e atuação em mais de 50 países. Sua produção é surpreendente: da fábrica brasileira saem, anualmente, mais de três milhões de peças; enquanto da chinesa, mais de dois milhões. Com as máquinas a todo vapor, a crise que atingiu empresas em diferentes setores passou bem longe da companhia.


“O segmento de reposição é mais estável por conta do principal fator de sua demanda, que é a existência de carros usados. Acabamos tendo muito êxito e crescendo 78% em três anos”, diz Doerzbacher.

Depois do Brasil, países como Colômbia, Paraguai e Bolívia são mercados fortes para a companhia brasileira, que quer ir mais longe. “Temos alguns representantes na América do Norte, Europa, África e Oriente Médio. Há um plano de abrirmos, em breve, um centro de distribuição na Europa Central.”

Nos anos 2000, com a valorização cambial, a China ganhou a atenção da Gauss. Com os produtos brasileiros mais caros no mundo e os importados mais baratos no Brasil, era hora de investir em uma fábrica fora do País. 

“Assim, conseguimos continuar competitivos no mercado internacional e também reduzir o custo dos produtos vendidos no Brasil”, diz.


Mas, com o passar do tempo, a fábrica passou a ser ainda mais estratégica para a empresa. “Ela nos permitiu acessar mais fornecedores de matérias-primas, aumentar nosso portfólio de produtos mantendo um padrão de qualidade que poucas empresas do Brasil conseguem obter ao importar da China”, explica.

Mais tecnologia no setor

Para o executivo, o setor de autopeças daqui a cinco anos terá que contar com o apoio, ainda maior, das soluções digitais. “O que está em constante mudança é a quantidade de referências e aplicações, dado a grande ampliação da frota circulante em quantidade e variedade”, diz.

“Para não se perder no meio de tanta informação, se faz necessário estar muito atualizado, seja com as demandas de mercado como com a importância de organizar tal complexidade de informações. Por isso, é fundamental o uso das ferramentas de comunicação e relacionamento digitais”, explica.

+ Confira também: Vendas mais aceleradas 

Já os planos da Gauss, para o mesmo período, envolvem sua consolidação na internet, mas sem deixar de lado o contato físico com o reparador. “Vamos investir, cada vez mais, nos meios digitais. Queremos continuar sendo a marca de confiança do aplicador de autopeças, entregando o melhor produto em custo-benefício e prestando o melhor atendimento possível, independentemente da ferramenta ou canal utilizado”, diz.

“Além disso, no ‘mundo físico’ vamos continuar promovendo visitas e palestras técnicas, participando de feiras e eventos, sempre ajudando nossos clientes no que precisarem”, finaliza. 

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Há 25 anos no mercado varejista, a Autopeças Molina descobriu uma forma mais eficaz de crescer sua receita: através do comércio eletrônico. Hoje, quatro anos depois da estreia na rede, as vendas pela internet já representam 30% do faturamento total

Na década de 1990, quando a Autopeças Molina abriu as portas na movimentada avenida Sapopemba, na zona leste de São Paulo, o atual gerente da loja, Emerson Martins, um dos primeiros funcionários da casa, nem sonhava que um dia pudesse vender para todos os estados brasileiros.

“Começamos em um espaço muito menor e, aos poucos, a loja foi ganhando força e tradição na região. Mas não esperava que fôssemos ficar conhecidos também em outras cidades, graças à internet”, relembra Emerson.

Hoje, a Molina ocupa um terreno de 900 m² e conta com 52 funcionários. A receita do sucesso é simples: “Nosso destaque está na qualidade do atendimento, em transformar um problema em solução”, afirma ele, que atende, em média, 300 oficinas semanalmente. “Elas estão, desde sempre, no nosso DNA”.

Novos mercados

Além das oficinas mecânicas que ajudaram a loja a ganhar tração no cenário varejista, a internet se tornou uma ferramenta indispensável nos negócios da Molina. Desde 2012 vendendo pela web, o comércio eletrônico ganhou até uma repartição especial na loja.

“Em 2014 tornamos nossa operação na internet muito mais profissional, com a contratação de equipe especializada e focada apenas nesta área”, comenta Martins. Hoje, 30% do faturamento da Molina vêm da internet; 45% das vendas para oficinas no balcão; e 15% vêm dos clientes finais que compram no balcão.


“Apostamos nos principais marketplaces antes de montar o próprio e-commerce”. Um deles é o nosso. “Conheci o Canal da Peça bem no início do projeto. Logo de cara, acreditei na ideia do Vinícius (Dias, CEO da plataforma) e do Fernando (Cymrot, CFO). Ela é perfeita para o mercado de autopeças”, opina.

+ Leia mais: Combustível para o varejo de autopeças

Atendendo todas as regiões do País, com forte atuação em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Minas Gerais, Martins acredita que o Canal da Peça tem destaque pela parceria com as principais indústrias do setor. “A plataforma agrega valor em relação à padronização das informações e através dos catálogos eletrônicos. Além disso, fez despertar muitos fabricantes e lojistas que ainda estavam offline”, comenta.

“A indústria passou a entender a importância de oferecer informações mais claras e precisas; enquanto o varejista compreendeu que já era hora de estar online”, diz. Atualmente, mais de 27 mil itens estão disponíveis na loja da Molina no Canal da Peça, a mesma quantidade do espaço físico.

+ Uma loja virtual do seu jeito

“Com a exposição na rede, ganhamos mais possibilidades. Hoje, atingimos um novo público, impossível de atingir se não estivéssemos na internet”, afirma. “Mesmo que a gente não concretize uma venda no mercado online, o fato de expor nosso portfólio na rede traz clientes para o balcão”.

Marketplace é um bom negócio

De acordo com Emerson, exibir o estoque em um marketplace traz mais visibilidade para os pequenos e médios varejistas. “Para quem está começando, principalmente, é excelente, pois ele será achado em centenas de pesquisas em todo o País”, opina.

O crescente interesse dos varejistas pelas plataformas digitais foi representado no estudo Panorama dos Marketplaces no Brasil Edição Abril 2017. Criado pela Precifica em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a pesquisa revelou que o número de varejistas ativos nos marketplaces cresceu 15,3%.

+ Saiba mais sobre marketplace 

Nossa plataforma já reúne mais de 500 varejistas de todos os estados brasileiros, que, juntos, somam quase um milhão de itens para veículos automotores (carros, motos, caminhões e motos). “O Canal da Peça, especificamente para o mercado de autopeças, é o parceiro ideal, já que o lojista conseguirá vender mais facilmente e rapidamente por conta do forte engajamento no setor. E, ainda, terá à disposição toda a estrutura de uma loja virtual”, afirma Martins.

Canal da Peça: parceria de sucesso

Ao analisar todos os marketplaces que expõem o estoque da Molina, Emerson acredita que o Canal da Peça é o mais completo. “Além das informações corretas, vindas diretamente da fábrica, temos suporte de qualidade, que, para nós, é essencial. Em outros canais também realizamos boas vendas, mas o trabalho e o estresse são muito maiores”, revela ele, que afirma vender mais no Canal da Peça do que no próprio e-commerce.

“Todos os dias fazemos vendas pela plataforma, pois oferece mais visibilidade do que um e-commerce sozinho”. Nicola Mendes, responsável pelas vendas online na Molina, também aprova. “Não tenho reclamações, pelo contrário. Os consultores estão sempre disponíveis para nos atender. A venda é simples, tem todas as informações do cliente. O despacho também é tranquilo e ainda podemos acompanhar o pedido até o destino final”, diz. “O fato de o suporte falar diretamente com o cliente, tira uma enorme carga da gente”, analisa Mendes.

Entrega rápida

Além de utilizar os Correios e as entregas disponíveis no Canal da Peça, os clientes da Molina que utilizam a internet para compras e estiverem em um raio de até 15 km da loja física, podem receber o produto em poucas horas através de motoqueiros e, o melhor, gratuitamente.

“Isso dá fôlego para quem compra, para o nosso e-commerce e para desenvolvermos melhor nossas ferramentas. Inclusive, atendo uma fatia do Canal da Peça com o meu frete grátis, que também tem dado uma força extra na operação”, afirma. “Fomos a primeira loja de autopeças em São Paulo a oferecer esse tipo de entrega, em 1998”, revela.
 
+ Conheça os tipos de entrega do Canal da Peça 

O time de entrega da Molina é composto por 12 motoqueiros – e eles não ficam muito tempo parados, não. “Cada um deles faz, em média, 110 entregas por dia”, diz Martins.

Apoio aos mecânicos

Os mecânicos são levados muito a sério na Molina. Tanto que, mensalmente, a autopeças promove palestras e treinamentos com oficinas.


“Temos parceria com grandes fabricantes do País, que sempre apresentam lançamentos de peça e de tecnologia. Fazemos essa ponte”, diz. Outro incentivo oferecido pela Molina é a forma de pagamento exclusiva para pequenos negócios. “Ajudamos as oficinas a fomentarem seus negócios através de linha de crédito e forma de pagamento diferenciada”, afirma.

Com o intuito de manter os mecânicos e admiradores do mundo automotivo mais atualizados, a autopeças alimenta um blog com conteúdo sobre carros e mecânica. “Estamos sempre indo atrás de assuntos sobre este universo, inclusive no próprio blog do Canal da Peça”, afirma Martins, que também é ativo em grupos de mecânica no WhatsApp e mantém uma página da loja no Facebook.

“Temos percebido que as mulheres têm tido mais interesse no assunto e, também, comprado mais peças. Acho que na internet, por ter acesso à pesquisa e comparação de preço, elas se sentem mais seguras”, opina.

Venda pelo WhatsApp

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp tem sido utilizado pelo varejo para facilitar a comunicação com seus clientes. Mas a Molina foi além e também o utiliza para fechar negócios. “É muito comum mandarmos link de produtos através de mensagens de WhatsApp. O cliente clica e, em poucos minutos, já realiza a compra. Mais fácil para ele e um canal a mais de vendas para nós”, afirma Martins.

Molina nos portais das marcas

Para Emerson, um dos grandes benefícios em ser membro do Clube do Canal da Peça é a possibilidade de garantir espaço nos portais das grandes marcas, entre elas Bosch, Nakata, SKF e MTE-Thomson. “Tenho bastante conversão por ter um portfólio grande, especialmente da MTE. O mais interessante é que é a fábrica falando do seu próprio produto e isso faz todo o sentido para o setor”, garante ele, que elogia ações como cupons de desconto e frete grátis.

“Essas campanhas nos ajudam a vender produtos que estão parados há um tempão. É muito bom quando elas estão ativas”. Segundo o gerente, é gratificante a integração do portal da marca com a loja.

“É muito legal quando o cliente chega na nossa loja através da indústria. Ele tem certeza do que quer, tem a informação precisa e a entrega no tempo combinado. É perfeito”, opina Emerson  Martins.  

Sobre a transformação digital no setor, Martins acredita que as indústrias têm desenvolvido um papel importante para a conscientização de todas as pontas da cadeia. “O Alfredo (Bastos Jr, diretor de marketing da MTE-Thomson) é um grande parceiro. Desde o início das nossas operações na internet, ele nos ajudou bastante. Ter o apoio de fabricantes engajados é essencial. Ele tem uma mente brilhante e é muito empenhado na introdução da tecnologia no setor”, afirma.

+ Leia mais sobre nosso Clube de Vantagens 

“Como exemplo, quando um cliente tem uma dúvida sobre uma peça da MTE, sugiro o atendimento via WhatsApp com a própria fábrica. Ficamos encantados com o suporte. Eles fazem um trabalho digital muito maior que os outros e, isso, faz toda a diferença”.

O varejo do futuro

De acordo com Emerson Martins, independentemente do sucesso das operações da Molina na rede, a loja não pretende se dedicar apenas às vendas online. “Acredito muito no multicanal e, daqui a cinco anos, certamente, teremos uma fatia maior do mercado online, uma equipe mais robusta, mas sempre mantendo a nossa tradição e história na região”, afirma.

Se hoje as vendas pela internet representam 30% do faturamento da Molina, como será daqui a alguns anos? “No próximo ano já pretendemos chegar aos 50%. A tendência é o varejo se digitalizar. Esse mercado ainda vai crescer muito porque tem o apelo de preço”, comenta.

 Tenha também uma loja virtual 

“O consumidor consegue o produto e o preço que procura. Todos hoje têm um smartphone para fazer uma pesquisa. Os pequenos que ainda não estiverem na internet vão ficar pelo caminho”, opina.

Sem a rede…

Questionado como seria a rotina da Molina sem a internet, Emerson diz: “Com certeza, seríamos uma empresa menor, com faturamento mais baixo até do que tínhamos há alguns anos, e com menos informação. A internet nos trouxe uma inteligência maior”, diz.

“É encantador para quem compra, já que consegue achar o que procura; e para quem vende, pois atinge mercados que antes seriam impossíveis”, afirma. O varejo de autopeças está caminhando na mesma velocidade da internet.

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Agilidade é fundamental em uma oficina mecânica. E a internet, em tempos modernos, é uma das ferramentas preferidas dos profissionais da área. Saiba como a Personal Service Car tem poupado o bolso e economizado horas em pesquisa de peças

Você já imaginou viver sem internet nos dias de hoje? Quem depende dela no trabalho não consegue nem cogitar essa hipótese. “O universo virtual se tornou indispensável para os mecânicos”, diz Sérgio Melo, proprietário da Personal Service Car, em São Bernardo do Campo (SP).

Apesar de não trabalhar diretamente com a rede, ela já é uma das principais ferramentas no cotidiano da oficina. Quando Sérgio não encontra uma peça, a internet é a solução.

Credenciada da Rede Original e parceira da MTE-Thomson, a Personal Service Car recebe, em média, 80 veículos mensalmente – 20% deles são importados. Geralmente, as peças para eles são mais difíceis de serem encontradas em distribuidores e varejistas convencionais.

“Quando isso acontece, compramos pela web”, complementa Ezequiel Morassi, gerente da oficina. “Uma das vantagens é que não precisamos sair do nosso ambiente de trabalho e, assim, economizamos tempo”.

…E dinheiro também

Não só o tempo é poupado com as compras de peças pela internet. Morassi afirma que a rede possibilita fazer orçamentos com mais precisão. “Em um único lugar, conseguimos comparar preços do mesmo produto, garantindo assim mais economia”, diz.

Sérgio Melo concorda com o colega de trabalho. “Isso é uma das grandes vantagens da web. O Canal da Peça, inclusive, se destaca por oferecer a possibilidade de procurarmos um item apenas com o código. Faço muitos orçamentos no marketplace. É ótimo”, afirma.

+ Saiba mais sobre marketplace

O profissional, que é ativo na nossa plataforma, ressalta outros pontos. “Por ser um marketplace bem elaborado, conseguimos navegar bem, sem complicação e, ainda, traz mais segurança na hora de comprar uma peça, principalmente, na questão de estar adquirindo o item certo”.

Há 22 anos no mesmo endereço, a rapidez na compra de uma peça é imprescindível para eles, afinal, a filosofia de todas as oficinas é de entregar o carro ao dono o mais rápido possível.


“Por isso, preferimos ir nós mesmos atrás das peças, já que, muitas vezes, o cliente compra o item errado, ou de má qualidade e até falsificado. Com a gente, ele tem garantia. “Às vezes, ele acha que está economizando, mas, na verdade, arruma um transtorno enorme”, diz Morassi.

Atualização sempre

Além da facilidade de compra e de pesquisa de produto, a internet tem sido utilizada como uma espécie de escola virtual. “Encontramos muitos vídeos técnicos, inclusive, acho que os fabricantes deveriam criar mais conteúdo. É muito importante para nós”, opina Morassi, que também é leitor do nosso blog. “Ele é ótimo e nos auxilia bastante”.

De acordo com o profissional, fabricantes como a Bosch, por exemplo, têm dado suporte frequentemente. “A internet é útil, mas a imersão na fábrica é muito importante. Participamos de cursos práticos de três a quatro vezes por ano, em média”, diz.

“Além desses treinamentos e das aulas virtuais, vamos atrás de outros cursos por conta própria. Todas as iniciativas são complementares. O mecânico precisa estar apto para a reparação de todos os veículos”, acrescenta ele, que, com o Melo, coordena três mecânicos.

Precisa estar apto mesmo. Ainda mais com a quantidade de produção e lançamentos a cada ano. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o acumulado de 2017 apontou crescimento de 25,2%: 2,70 milhões de unidades foram produzidas contra 2,16 milhões de 2016. Já o comércio de veículos cresceu 9,2%, com vendas de 2,24 milhões, ante 2,05 de 2016.

“Por conta dos lançamentos é muito importante termos acesso à vídeos e conteúdos técnicos de qualidade. Faço parte de diversos grupos de WhatsApp, que reúnem profissionais do setor, para discutirmos assuntos relacionados à mecânica e compartilharmos informações”, revela Melo.

Catálogo livre de poeira e graxa

Outra vantagem da digitalização do setor, segundo Morassi, é o catálogo eletrônico. Empresas como Bosch, SKF, Nakata, Fras-le, Delphi e MTE-Thomson já têm o portfólio, com todas as informações técnicas e fotos, à disposição do usuário em um clique.

“O papel, mais cedo ou mais tarde, irá desaparecer. Aquele catálogo que o mecânico vai empilhando, enchendo de pó, está dando lugar ao eletrônico. É muito mais fácil consultá-lo através do celular. Se você está trabalhando em um carro, não precisa parar para ir até o computador ou procurar nas centenas de páginas”, diz Ezequiel Morassi.
Para Sergio Montagnoli, diretor de marketing e vendas da Nakata, esse é um caminho sem volta no setor. “Antigamente, vivenciávamos os problemas do catálogo impresso, como falta de informação e a demora para atualização. Hoje, com os catálogos digitais, a informação é imediata, além da possibilidade de inserir mais dados. Isso é ótimo para todos desse meio”, afirma.

+ Leia a entrevista completa com Sergio Montagnoli 

Os mais tradicionalistas, no entanto, podem ainda preferir os impressos. Mas, para Morassi, isso é apenas questão de tempo. “O mecânico que ainda não se atualizou pode achar difícil mexer no catálogo digital. É apenas falta de prática. Depois que se habituar verá que é muito mais prático”, aconselha.

Peças online

De acordo com Morassi, o varejo tradicional terá de se reinventar. “Hoje, muitos lojistas e distribuidores já estão vendendo pela internet. A tendência é, cada vez mais, diminuir os espaços físicos e apostar nesse modelo de negócio”, diz ele, que descarta a entrada no comércio eletrônico.

“Nosso foco concentra-se apenas na venda de mão de obra. Mas, de repente, podemos vender serviços básicos, como troca de pastilha, lona e embreagem”.

+ Uma nova possibilidade para os mecânicos 

A consultoria britânica WGSN publicou, recentemente, um relatório sobre o futuro do varejo. O estudo “Prioridades do Varejo em 2018” aponta que haverá mudanças significativas no setor este ano, entre elas a transformação digital, que chegou para, definitivamente, ficar.

De acordo com o relatório, o cenário do varejo deve passar por outro ano de muitas mudanças em 2018, já que os varejistas continuam enfrentando dificuldades e as compras estão migrando cada vez mais para o mundo online.

Lojas mais conectadas serão tendência este ano, uma vez que os varejistas querem criar o mesmo tipo de personalização e grau de conhecimento sobre o cliente disponíveis na internet.


Morassi acredita que esse novo formato de varejo será bom, não só pela agilidade, mas também para a conectividade com o setor. “Quem tem uma pequena oficina, por exemplo, não precisa se sentir fora desse universo, pois terá mais interação com fabricantes, distribuidores e lojistas”, diz. “Outro atrativo é a forma de pagamento mais facilitado, através de boleto e parcelamento. O digital terá mais peso que o físico”, aposta.

Tecnologia a favor dos negócios

Com site e página no Facebook, a Personal Service Car não mede esforços para se aproximar de seus clientes. “Atualizamos nossa página com dicas, vídeos e conteúdos interessantes. Mas precisamos explorar mais as redes sociais”, diz Morassi.

Por outro lado, o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp está sendo bem utilizado. “Usamos muito para conversar com os clientes, já que é um meio mais rápido e fácil. Em alguns momentos, no entanto, fazer uma ligação é essencial para explicarmos melhor o problema do veículo”.

 Confira os benefícios do uso do WhatsApp no varejo

Para Morassi, a tecnologia anda cada vez mais ao lado de quem quer crescer profissionalmente. “Na área da mecânica não é diferente. Se você não contar com os recursos online, provavelmente não vai conseguir atender seu cliente. Know how, vontade de aprender e tecnologia se complementam e fecham um ciclo muito importante”, afirma. Certamente, o tripé do sucesso para todos do setor.

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Sabe aquele papo de que mulher não entende nada de carro? A paulista Thais Roland prova que esse é um dos grandes mitos que envolvem o sexo feminino. Ela entende – e gosta! – mais do assunto do que muitos marmanjos por aí…

Os 15 anos em que a paulista Thais Roland atuou na área de tecnologia serviram para comprovar o que ela vinha relutando há algum tempo: trabalhar em um local formal e vestir roupas sociais, definitivamente, não era sua praia.

Formada em Ciências da Computação, os roteadores e os switches de rede foram trocados por torquímetros e ferramentas automotivas. “Gosto de carros desde criança. Sou de uma época onde as pessoas mexiam nos automóveis em casa, nos finais de semana, e eu estava sempre por perto”, relembra ela, hoje aos 36 anos.

No entanto, a transição de carreira não foi assim de uma hora para outra. Em 2011, um ano antes de largar tudo, Thais fez um curso de mecânica no Senai para se reaproximar de sua antiga paixão. “Era só para ser um hobby, mas quando me vi nas aulas práticas me encantei. Na primeira semana de estágio, percebi que não queria mais sair desse universo”, diz.

“Não me arrependo nem de ter feito carreira em TI e menos ainda de ter abandonado. Mas trabalhar de camiseta e calça jeans, ainda mais mexendo em carros, é absurdamente mais divertido. Automóveis são melhores do que roteadores. Já oficinas são muito, mais muito melhores do que multinacionais”, garante, aos risos.

Ao contrário de muitos mecânicos que seguem os passos da família, Thais não tem nenhum parente na área, tampouco alguém tão aficionado por reparação como ela. “Não sei como surgiu o gosto pela mecânica, que é linda, simples e encantadora”.

Desde 2012 trabalhando, exclusivamente, com reparação, o começo não foi lá muito fácil com a família. “Meus pais ficaram preocupados. Meu pai ainda tem suas ressalvas, mas minha mãe acha o máximo. Hoje, eles estão vendo que tudo tem dado certo e estão mais tranquilos”.

Mulher com M maiúsculo

Thais é uma daquelas mulheres que gostam de “fuçar”: ela, que desde cedo mora sozinha, não se intimida na reparação elétrica ou hidráulica de casa. Mas mexer em carro só quando entrou no curso técnico.

“Quando iniciei as aulas práticas, comecei a me aventurar, sim. Já troquei até espelho de retrovisor de carro de amiga, debaixo de chuva”, relembra ela, que garante não ter sofrido preconceito na área por ser mulher.  


“Passei por situações mais constrangedoras na área de TI do que na automotiva. A internet é que é o problema. Vira e mexe recebo uma mensagem ofensiva nas redes sociais, mas quando vou olhar a pessoa já deletou perfil”, diz.

Mas, infelizmente, essa não é a realidade de muitas mulheres que atuam no setor automotivo. Uma pesquisa realizada com leitores do portal Automotive Business, que reuniu respostas de 220 profissionais do segmento, sendo metade do sexo feminino, revelou que 35,4% dos participantes declararam que já notaram tratamento inferior ou preconceituoso para mulheres que trabalham na indústria automotiva.

Outros 35% declararam que nunca presenciaram uma cena do gênero, mas que já ouviram falar de pessoas que enfrentaram esse tipo de situação. “Hoje, aprendi a ignorar e dar atenção só pra galera que realmente tá afim e acho que essa postura fez até diminuir esse tipo de coisa. O preconceito só é grande e faz diferença quando você dá importância pra ele”, opina.

Para ela, as mulheres que querem investir nessa profissão não precisam ter medo: fazer o que realmente gosta é, de fato, recompensador.  “Não podemos deixar o mundo dizer o que a gente pode ou não fazer. Vai ter uma dificuldade ou outra, mas quando começamos a fazer efetivamente, a galera que admira te joga muito mais pra cima. Vale a pena”, incentiva.

O blog que virou empresa

A era digital também trouxe novas profissões: blogueiro e youtuber. Mas, antes mesmo dessa onda invadir a internet, Thais já mantinha um blog, o Coisa de Meninos Nada, que surgiu em 2008. Na página, que existe até hoje, os temas eram diversificados e, é claro, os automóveis também tinham espaço garantido. 

Em 2011, o blog passou a focar apenas em reparação automotiva. “No ano passado, ele virou empresa e agora presto consultoria e ministro workshops sob o nome do blog”, diz Thais, que também tem um canal no YouTube


“Em março, vou começar uma turma de motores ciclo Otto, na Escola Técnica Automotiva, em São Paulo. Para ministrar as aulas, vou usar o motor do meu carro. Vai ser o máximo”, afirma.

+ Veja mais: A peça que faltava 

O motor V8 original, que está parado há 20 anos, irá ser usado na restauração de um velho conhecido de seus seguidores: um Maverick 1975, batizado de Damien – ou, apenas, Damião para os íntimos. “Vou usá-lo no curso e, quando o carro ficar pronto, os alunos vão acompanhar a usinagem, a instalação e regulagem dele”, adianta.

O xodó Damien

Thais sempre quis ter um Maverick. Quando criança, ganhou uma jamanta de brinquedo que vinha com quatro carrinhos. Escolheu, claro, o Maverick que a acompanhou a vida toda.

“No meu primeiro estágio, avistei o Damien em uma outra oficina, à venda. Negociei ele durante meses”. A história de amor à primeira vista rendeu até uma tatuagem. “Quando soube que ele seria meu, fiz uma tatuagem em homenagem a ele”, diz.


Assim que passou o carro para seu nome, Thais não perdeu tempo e anunciou, no blog, que iria gravar toda a restauração. Feita por ela, é claro. “O carro é todo podre. Não tem nenhum lugar dele que não vai precisar de reparo, então a restauração é lenta e ainda vai longe. Sempre que posto alguma coisa sobre o carro, a interação bate recorde”.


Durante dois anos, a mecânica atuou somente com restauração de carros antigos. Mas voltou a trabalhar com os modernos, pois recebe muitas dúvidas sobre como lidar com os novos. “Senti a carência dos donos dos carros em querer saber o que acontece, em como conversar com os mecânicos. Mas não deixei de frequentar os encontros de carros antigos e, é claro, ainda sigo na empreitada de restaurar meu Maverick”, afirma.  

Conteúdo para todos

Muitas mulheres têm se interessado mais por reparação e até por cursos sobre o tema porque sentem que são enganadas nas oficinas. Mas não é somente elas que passam por isso, não.

“Elas têm a humildade de admitir que não sabem e me procuram pra aprender, mas tem muito homem sendo enrolado por aí também. Já vi isso acontecer demais. Trabalhei em um lugar por duas semanas e vi o dono da oficina (e alguns de seus funcionários) enrolarem tanta gente que não dormia mais até sair de lá”, diz.


Os conteúdos postados por ela, tanto no blog como no Youtube, são direcionados aos donos dos carros e aos mecânicos. “Eu oriento as pessoas em relação ao que acontece nos carros durante as revisões, por exemplo. Tem mecânico que não gosta de ficar explicando para o cliente o que vai fazer ou deixar de fazer, e eu faço essa ponte na comunicação”, diz.

+ Uma ferramenta a mais 

“Só sai prejudicado com o meu trabalho o profissional que é pilantra. Esse, sim, eu quero aniquilar do planeta. Mas se o cara trabalha direitinho só tem a ganhar com meu trabalho”.

A transformação do setor

Para a paulista, a modernização do setor, que inclui catálogos digitais e vendas online, tem auxiliado muito seu trabalho.

“Além de evitar que a gente acumule papéis, os meios digitais permitem atualizações com muito mais eficiência. Sabemos que quando pegamos um catálogo digital estamos acessando a informação mais recente possível”, opina Thais Roland.
“Para compra de peças eu acredito mais na internet do que nos meios tradicionais. Um sistema bem feito, onde você coloca o código da peça em vez de pedir a peça pela descrição do carro, pode eliminar um monte de problemas de entrega errada e atrasos no trabalho”.

 Traga sua loja para a internet!

A internet tem sido a principal ferramenta de pesquisa dos brasileiros. Segundo o estudo ‘The Shopper Story 2017’, realizado pela Criteo, 79% dos consumidores brasileiros são omnishoppers, isto é, usam diversos dispositivos, plataformas e canais para busca, escolha e aquisição de produtos.

O Canal da Peça chamou a atenção de Thais, que se prepara para a primeira compra. “Achei muito interessante a proposta e, como consumidora virtual, acredito que as boas experiências vêm da seriedade do site. A internet não perdoa quem não trabalha bem”.

+ Leia também: Uma nova possibilidade para os mecânicos 

Futuro na rede e sem oficina própria

Thais planeja continuar na área de consultoria e treinamentos, mas sem abandonar seus canais na internet. “Gosto e faço bem esse lance de orientar e ajudar as pessoas, me sinto realizada e sei que estou fazendo a diferença em um setor carente desse tipo de atitude”, diz.  

“Não abandono a oficina nem a internet, aliás, a ideia é dar cada vez mais força e credibilidade ao blog e ao canal no Youtube, já que são meios onde alcanço mais gente”, complementa.

Já sobre ter um oficina própria, Thais é categórica: “Não. Ter uma oficina significa fincar o pé em um lugar e esperar as pessoas virem até mim. Hoje, prestando consultoria e trabalhando com oficinas parceiras, eu posso ir até as pessoas e acho que assim faço muito mais por elas”, finaliza.

Dicas para você cuidar melhor do seu carro:

Cuidado com o óleo: para não fundir o motor, vale respeitar os períodos de troca especificados no manual do seu veículo.

Pneu em dia: a falta de cuidado com os pneus, incluindo calibragem e alinhamento, pode fazer com que eles estourem ou, ainda, pode causar desconforto e dificuldade para manter o carro na direção correta. Toda semana é preciso calibrar os pneus; enquanto o alinhamento, de acordo com o manual. Preste atenção também no desgaste dos pneus e no prazo de validade. 

• De olho nas luzes do painel: a falta de atenção nas luzes do painel pode gerar prejuízo. Quando a pessoa não se atenta às luzes e, posteriormente, alguma coisa quebra, o reparo poderá ficar mais caro do que uma manutenção preventiva. Portanto, mesmo se não sentir nada fora do normal, preste atenção no painel.

• Escute o seu carro: muitas vezes, o automóvel dá sinais de que tem alguma coisa errada, mas a pessoa não percebe por conta do sistema de entretenimento. Atente-se aos barulhos, pois, mais uma vez, o reparo pode ser mais caro do que a manutenção.  

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Especialista em carros antigos e apaixonado por Fusca, Marcelo Tonella revela como a internet mudou o rumo de sua vida profissional e, ainda, dá dicas para quem sonha em ter um carro antigo

Ao chegar na casa do mecânico Marcelo Tonella, no município de Cotia, em São Paulo, parece que voltamos à década de 1970. Logo na entrada, uma caminhonete verde, muito bem conservada, nos dá as boas-vindas. Nada incomum se não fosse pelo fato de ser uma GM Chevrolet 1954.

Entre as árvores que compõem o amplo quintal, mais três carros chamam a atenção de quem gosta de modelos antigos: um Fusca amarelo 1972; outro azul 1973 e uma Kombi 1969.

“Tem mais um Fusca guardado ali atrás”, aponta Tonella em direção à garagem. “Esse eu tenho desde 1995, motor original 1500, com 100 mil km rodados”, passa a descrição.

Dos cinco carros, dois são de clientes – a caminhonete e o Fusca azul. “Esse Fusca será um desafio, pois não liga há 20 anos. Já a caminhonete, falta pouco. Fiz apenas uns ajustes”, diz ele, com propriedade de quem trabalha com graxa a vida toda.

Mas nem sempre foi assim. Tonella é técnico em eletrônica e fez carreira nessa área. Trabalhou durante 25 anos em grandes empresas de tecnologia. No entanto, a mecânica andava em paralelo. “Sempre gostei de mexer nos meus carros e fazer as reparações básicas”, diz.

Hoje, aos 47 anos, ele vive do que antes era apenas um hobby. Há quatro anos, largou tudo e passou a se dedicar à mecânica. Mas o motor principal dessa mudança foi a internet.

“Comercializo, pela web, um módulo de ignição que produzo em casa mesmo. Em determinado momento, as vendas se igualaram com o meu salário como técnico em eletrônica”, conta. “Financeiramente, era melhor me dedicar apenas à internet. Além disso, iria ficar mais com a família”.

O empreendedorismo virtual também ganhou uma mãozinha do YouTube. Apaixonado por carros antigos, Tonella criou um canal onde posta vídeos sobre mecânica clássica, especialmente do Fusca. Eles são voltados para o dono do carro, que pode aprender a fazer reparações sozinho. Ele já acumula quase 280 mil seguidores.

“Antigamente, o consumidor que comprava o meu produto era levado aos meus vídeos. Hoje, meus vídeos levam o usuário ao meu produto. A internet é uma ferramenta essencial para mim”, complementa.

O começo de tudo: o módulo e a internet

Foi em 2008, que a mecânica começou a fazer parte da vida de Tonella. E da família dele também. “Comprei um Fusca para levar minhas filhas para a escola. E, como ele sempre parava no meio do caminho, criei um módulo de ignição. Deu certo e comecei a vender esse produto pela internet”, relembra ele, pai de Bruna, 23, e Bianca, 19.

“Nessa época, muita gente estava ganhando dinheiro na internet. Percebi que o produto poderia se tornar um negócio rentável. Minhas filhas e minha esposa me ajudaram na produção e decidi tentar conquistar um lugar no mercado digital também”.

 Ganhe dinheiro também pela internet

Apesar de o item ser vendido com um pequeno manual de instrução, muitos compradores não liam e tinham dúvidas. Ele também disponibilizava um canal direto, uma espécie de SAC, mas achou mais fácil fazer um vídeo explicativo no YouTube.

“Depois desse vídeo, fiquei um tempão sem postar de novo”, diz. “Mas alguns comentários sugeriam que eu postasse mais vídeos, caso fosse mexer em algum carro. Foi aí que o canal foi crescendo”, comenta.

Novas oportunidades

O que antes era um complemento, se tornava, aos poucos, o sustento da família. “Em 2014, decidi me dedicar, exclusivamente, ao módulo, que até hoje é vendido, e aos vídeos no YouTube”, diz.

Apesar de ensinar o passo a passo das reparações, Tonella garante que os mecânicos não o enxergam como inimigo. “Hoje em dia, eles ganham dinheiro com carros novos, então não tiro o trabalho de ninguém. Muitos até assistem meus vídeos”, afirma. “Quem assiste mais são aquelas pessoas que pensam em ter um carro antigo, então querem se informar”.

+ Oficina na era digital

Os vídeos de Tonella são produzidos pela filha, Bianca, que, apesar de gostar e entender de mecânica, pretende se especializar na área de edição de vídeos. “Ela foi minha grande incentivadora”, diz, orgulhoso.


Bianca, que sempre quis ter uma Kombi, ganhou a versão 1969 do pai, há alguns anos. “Restauramos e postamos todo o processo no Youtube, na série ‘Kombi da Bianca’. Foi bem legal”, comenta Bianca.

Setor de olho no YouTube

Embora não goste de ser chamado de “youtuber”, Tonella já colheu bons frutos por conta de seus vídeos na plataforma americana.

“A primeira coisa que me perguntavam era se eu ganhava alguma coisa com os vídeos. Já ganhei dinheiro, principalmente com a monetização, quando vídeos publicitários aparecem antes do meu”, diz.

No mundo, 1,5 bilhão de pessoas conectadas acessam o YouTube todo mês e, mais, passam mais de uma hora por dia no mobile assistindo a vídeos. No Brasil, o sucesso da plataforma de vídeos foi revelado no relatório YouTube Insights. Cerca de 95% da população online brasileira acessa o site, pelo menos, uma vez por mês.

“O meu canal foi uma chance de lavar a alma e passar o que eu sei, aquela informação que demorei tanto para encontrar, para quem está interessado. Muitos mecânicos e donos de carros utilizam o YouTube para se atualizarem”, diz.

E é verdade. Desde 2015, o volume de buscas do setor automotivo dobrou na plataforma de vídeos. Em média, 20 milhões de pesquisas por conteúdos de autopeças são feitas mensalmente no YouTube.

Mas, para Tonella, mais importante do que gerar conteúdo, é acreditar no que posta na internet. “Priorizo o que eu acredito nos meus vídeos. Para mim, é mais importante ter parcerias de longo prazo”.

Uma dessas parcerias é com a empresa brasileira MTE-Thomson. “Estamos com um projeto muito legal, o do Passat 1975, que já vai para a fase de pintura. Neste semestre, ele será totalmente restaurado”, afirma ele, que trabalha, pelo menos, uma vez na semana no automóvel.


O Canal da Peça também é parceiro do projeto. “Recebemos muitas peças da plataforma, que tem nos ajudado bastante”, diz. “Mas não tente fazer isso em casa sozinho. É inviável alguém querer restaurar por conta própria”.

+ Leia mais sobre a MTE-Thomson

O varejo do amanhã

Entusiasta da internet, Tonella não dispensa a rede também para fazer compras. “Alguns carros antigos precisam apenas de regulagem, então muitas vezes não preciso comprar peças. Mas já comprei e só enxergo vantagens”, diz.

“Embora consiga todas as peças do Fusca em lojas físicas, o varejo online está crescendo muito. É muito mais fácil achar um ítem pelo código. Além de ser seguro e muito mais cômodo”, afirma Marcelo Tonella.
Para ele, o futuro do varejo de autopeças será na internet. “Em alguns anos, poucas lojas físicas vão sobreviver. Você chega, hoje, em uma e o vendedor nem faz questão de te atender caso você precise de um produto barato, como uma bobina de ignição, porque ele é comissionado. Ele não quer perder tempo com você. Na internet, é diferente. O vendedor faz questão de te atender e ainda te agradece”, comenta.

+ O futuro é online

Fora da rede

O reconhecimento de Tonella na rede tem aberto novas portas para ele: no caso, as da própria casa. “Quando consigo, recebo aqui alguns carros para regulagem básica e parte de ignição, que é o ponto fraco de todos os automóveis antigos. Mas faço todos os tipos de defeito. Até motor”, conta.

Porém, não é assim fácil ter seu carro reparado pelo Tonella. “Recebo muitas solicitações, mas, como faço em casa mesmo e não tenho uma equipe, fica inviável aceitar todas elas”, diz. “Mas já recebi até uma moto vinda do Paraná”.

Um dos projetos para este ano é ter um espaço maior, com uma equipe de mecânicos, para poder atender toda essa demanda. “Não tenho data definida, mas certamente vou conseguir me dedicar mais a esse tipo de trabalho”, afirma.

Fusca: uma paixão

O primeiro modelo de automóvel fabricado pela alemã Volkswagen não era o preferido de Tonella na adolescência. Pelo contrário: ele não via muita graça. “Meu pai sempre teve Opala e, quando eu era adolescente, montaram uma oficina exclusiva para Opala na minha rua. Imagina um adolescente vendo aqueles carros? Juntei dinheiro e comprei o meu 6 cilindros aos 16 anos, contra a vontade do meu pai”, comenta.

Sem idade para dirigir, ele só foi conseguir ter o prazer de andar com o Opala quando completou 18. Mas aí já não tinha mais vontade. “Meu pai faleceu pouco depois do meu aniversário e, como ele não era a favor, desanimei e preferi vender o carro”.

Um mecânico ofereceu outro carro na troca. E adivinha qual era? “Não gostava de Fusca, mas, na época, estava namorando minha atual esposa, que me convenceu a trocar. Como estava em início de namoro e o Fusca é bem econômico, aceitei”, relembra.


A partir de então, Tonella começou a enxergar o personagem principal do filme Se Meu Fusca Falasse (1968) de uma nova forma. “Me apaixonei pela mecânica simples, mas ao mesmo tempo sofisticada. É uma obra-prima da engenharia, pois tem praticamente metade das peças de um carro”, diz.

Antigos ou modernos? Eis a questão

Apesar de gostar de carros clássicos, os modernos também figuram em sua lista de desejos. “Escolheria um alemão ou japonês. Teria, facilmente, um Honda ou Toyota. Gosto também da Audi. Mas o design desses carros não me seduz”, afirma. “Prefiro ter uma Porsche 911 ano 1972”.

Outra questão que o motiva a optar pelos antigos é a economia. “Sempre tentei ter carros antigos, pois assim economizava em outros itens, como o IPVA, que, para mim, é dinheiro jogado no lixo. Além disso, domino a manutenção”, explica.

Mas, para Tonella, não existe carro bom ou ruim. “Gosto muito dos antigos, mas enxergo pela ótica da engenharia. Vejo mais do que um carro. Não podemos comparar: são projetos feitos para épocas diferentes”, diz.

“Da mesma forma que os modernos não vão durar os mesmos 64 anos dos antigos, eles, indiscutivelmente, são mais seguros que os mais velhos. Provavelmente, existirá um bug que fará o carro moderno parar de funcionar depois de um tempo. Pode ser que a eletrônica seja o calcanhar de Aquiles dos carros no futuro”.

Quer andar de carro velho?

Para Tonella, muitas pessoas que querem ter um carro clássico visam apenas o lucro. “A primeira coisa que precisam saber é que não vão ganhar dinheiro na venda desse carro. Isso é mito. Tem gente que compra um carro e acha que dali 15 dias vai ficar rica. Esqueça. Outra coisa é que vai precisar, sim, saber algo de mecânica, mesmo sem habilidade”, diz. “O mercado é muito restrito e, se você não souber o básico, vai gastar muito dinheiro em oficina mecânica especializada”, afirma.

De acordo com ele, a pessoa precisa aprender sobre regulagem básica, um pouco sobre carburador e ignição, e, sobretudo, conhecer o carro. “Ande muito com ele e perceba quando algo não vai bem. Às vezes, o problema está no desgaste de uma peça, que só precisa ser ajustada. Ficar na mão de aproveitador é triste”, aconselha. 

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Notícias
Investir em novos negócios na internet tem sido a aposta de mecânicos que querem garantir uma renda extra no fim do mês. Saiba como a Oficina TPS Automotive, em São Paulo, planeja se reinventar no mercado de reparação

No setor de reparação, a tecnologia é ferramenta fundamental. E ela não está envolvida apenas no portfólio dos grandes fabricantes, que, a cada ano, apresentam peças cada vez mais sofisticadas. Também não está somente no maquinário indispensável das oficinas: está na comunicação e no comércio de autopeças.

Felizmente, o setor ganhou uma força a mais com a nossa plataforma, Canal da Peça. A indústria tem utilizado nossas soluções tecnológicas para ajudar mecânicos e consumidores através da digitalização de catálogos e ações promocionais. O varejo, por sua vez, tem se beneficiado dessas ações para aumentar as vendas.

No entanto, reparadores automotivos têm ido além e apostado nas vendas online. Afinal, por que não oferecer um novo destino para aquele estoque parado há anos? As lojas virtuais, enfim, entram para solucionar esse problema.

+ Leia também: Oficina na era digital

Há mais de cinco anos no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, a Oficina TPS Automotive é conhecida pela manutenção de carros importados. Por conta disso, há mais de dois mil itens em seu estoque, entre eles da marca alemã Porsche. A melhor forma de repassá-los é através de um canal de vendas na rede.

“Estamos organizando, item por item, para facilitar a comercialização. Pretendemos, em breve, abrir uma loja no Canal da Peça para colocar nosso estoque à disposição dos nossos clientes. É uma parceria certa”, diz Cesar Calcic, proprietário da TPS Automotive.

Parceria de peso

A entrada no varejo virtual, segundo ele, não irá influenciar seu trabalho como reparador. Pelo contrário, poderá gerar mais clientes.

“Busco sempre parcerias e enxergo o Canal da Peça como ferramenta de apoio, pois o cliente que compra uma peça na plataforma, muitas vezes, não tem uma oficina de confiança. Estar presente no cenário virtual poderá aumentar o fluxo de clientes”, opina. “E, é claro, terei um canal a mais de faturamento”, comenta Cesar Calcic.

Segundo o empresário, a parceria com fabricantes e com a plataforma renderá visibilidade nacional. “Pegar carona com o Canal da Peça será como utilizar um foguete para a lua”, exemplifica.

O e-commerce também embarcou nesse mesmo foguete. O último relatório SpendingPulse, desenvolvido pela Mastercard, apontou um avanço surpreendente nas vendas online em 2017: 22,6%.

O varejo brasileiro, excluindo os setores de automóveis e matérias de construção, teve alta de 1,2% no mesmo período – o que é um alívio em relação aos anos anteriores, que marcaram retração de 8,9% em 2015 e de 4,5% em 2016.

+ Uma nova possibilidade para os mecânicos

“Hoje, o mundo é globalizado através da internet. O online agora é cenário para compra de peça, carro e até casa. Muitas empresas, inclusive, estão abolindo o espaço físico para se dedicar apenas ao virtual”, diz Calcic, que arrisca um motivo para o sucesso do varejo eletrônico: o custo operacional.
 
“É muito mais barato manter uma loja virtual do que uma física. Além disso, o atendimento é mais rápido e, hoje, as pessoas querem ganhar tempo. Claro que o consumidor precisa tomar cuidado e escolher sites seguros, como o Canal da Peça”.

Falando em agilidade, a entrega rápida, para este setor, é essencial. “O processo de devolução é desgastante. A falta de identificação correta pode ser um transtorno para todos. Por isso, é importante um meio de compra detalhado, além, é claro, de um bom frete. A Entrega Expressa, do Canal da Peça, se destaca pela rapidez. Afinal, tempo é dinheiro”, diz.

+ Conheça nossos tipos de entrega

Os mecânicos têm confiado mais na internet. Uma pesquisa da Central de Inteligência Automotiva (Cinau) analisou 488 reparadores independentes no Brasil, revelando que 58% utilizam a rede para fazer compras.

Calcic endossa a pesquisa. “Eu já tive a experiência de compra e não passei por nenhum problema. É rápido e prático. Pelo fato de muitas empresas estarem optando por esse modelo de negócio, tudo leva a crer que no futuro não existirá mais lojas físicas. Tudo tende a ser virtual”, opina ele, que destaca as vantagens do Canal da Peça.

“Em uma busca, encontrei o item que precisava, comparei preços e efetuei a compra. Achei a peça original por um bom preço e sem sair de casa”, afirma.

Já sites generalistas não inspiram a mesma segurança para o empresário. “Muitos não são confiáveis, não sabemos a procedência da peça nem se ela é original. Para nós, de oficina, é bem perigoso”.

Conteúdo na ponta dos dedos

Ao perceberem o potencial da internet, muitas indústrias têm digitalizado seus catálogos para atender a geração mais conectada. Marcas como Bosch, Delphi, SKF e Nakata já vivem a era digital.

“O catálogo eletrônico facilita muito a identificação de uma peça, já que a gama de carros aumentou muito nos últimos anos e, por consequência, a de peças também. Acessar pelo computador ou celular tem agilizado bastante nossa rotina”, acrescenta Calcic.

+ Veja mais: O poder do catálogo online

A indústria também tem gerado conteúdo para o setor, abordando desde assuntos técnicos até gestão de negócio. A empresa brasileira Nakata é uma delas.

“Os mecânicos são peças-chave para nós. Criamos constantemente soluções para ajudá-los a se manterem bem informados”, diz Sergio Montagnoli, diretor de marketing e vendas da Nakata.

“Há uma limitação para juntar mecânicos em cursos, por isso, decidimos também fazer vídeos, que já somam mais de dois milhões de visualizações”, afirma.

Para Montagnoli, o reparador precisa de formação, não apenas informação. “Por isso, sempre visitamos oficinas para ensinar o passo a passo de uma aplicação, já que todos os anos novos modelos surgem. O mecânico precisa estar apto para atender tanto um Gol como uma BMW X1”, diz.

+ Leia a entrevista completa com Sergio Montagnoli 

Fidelização é fundamental

Há 32 anos no mercado automotivo, Cesar Calcic já vivenciou muitas tendências no setor, no entanto, uma nunca sai de “moda”: o atendimento personalizado.

“Tenho como filosofia na minha oficina deixar o cliente 100% satisfeito. Serviço de qualidade e, mais do que isso, personalização do atendimento ajuda na fidelização”, afirma. “Respeito, pontualidade, preço justo e a constante evolução fazem parte do nosso pilar.”


Além de atender com hora marcada, uma prática, segundo ele, faz toda a diferença para ganhar a confiança de quem leva o veículo até sua oficina. “Após o serviço, não jogamos fora nenhuma peça, assim, mostramos todas que foram substituídas e deixamos os itens à disposição, caso a pessoa queira levar embora. Dessa maneira, inspiramos mais confiança.”

+ Confira as dicas da Nakata para encontrar profissionais de confiança

Outra maneira de criar uma relação mais afinada é o uso do WhatsApp. “O nosso funciona direto, das 8 às 18h, e mandamos orçamentos, informações sobre o veículo e fotos. Também atendemos por e-mail e temos canais nas redes sociais. Nosso site, em breve, voltará a ser alimentado”, diz o empresário, que acha importante manter a transparência.

 Veja os benefícios do uso do WhatsApp no varejo

“O mundo é digital, então, temos que fazer parte dele. O primeiro contato do cliente, que ainda não nos conhece, é através da internet. Não adianta ‘maquiar’ nosso trabalho na rede, apresentar um espaço diferente do que é. Temos que ser realistas desde o início”.

Eterna evolução

Para Calcic, a tecnologia no setor no País foi imposta a partir do momento em que o Brasil foi “invadido” por carros importados. “A entrada de recursos tecnológicos começou através da concorrência. Desde então, tudo mudou por aqui”, diz.

“A digitalização e o comércio eletrônico também são frutos da modernização. Cada dia que passa, coisas novas são inventadas para expandir o universo digital. A evolução é constante. Por isso, vamos sempre tentar novas maneiras de crescer na nossa área”, afirma ele, que conclui o pensamento com outro muito conhecido, do filósofo grego Sócrates: “O verdadeiro sábio é aquele que se coloca na posição de eterno aprendiz”. 

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Notícias
O comércio eletrônico tem sido a escolha de lojistas que querem ter mais um canal de vendas – e de renda. Quem entra, não sai mais. É o caso da Galpão Autopeças: hoje, 40% de seu faturamento vêm da internet. Inspire-se na história muito bem-sucedida da loja paulistana

Especializada em injeção e elétrica, a Galpão Autopeças também se tornou referência pelo seu sucesso no comércio eletrônico. “Vendemos online há alguns anos e isso tem feito toda a diferença nos nossos negócios”, diz Jefferson Masullo, sócio-proprietário da loja.

Há mais de duas décadas na Vila Granada, na zona leste de São Paulo, a visibilidade para todo o Brasil foi um dos pontos que mais chamou sua atenção. “Antes, tínhamos certa restrição em comprar e vender pela internet, tanto que entramos meio desacreditados. Mas começamos a atingir regiões de várias partes do Brasil e percebemos que o futuro estava ali”, afirma.

+ Leia também: Comércio eletrônico a todo vapor

Com e-commerce próprio e loja personalizada pela nossa plataforma, Canal da Peça, a Galpão, versão online, está quase se igualando à sua tradicional loja física. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora Masullo.

Aposta certa

Quando o Canal da Peça começou a operar, em 2013, o lojista não perdeu tempo e apostou na plataforma. “Posso dizer que nós alavancamos com o Canal da Peça. Fazemos atualmente, no mínimo, cinco vendas diárias pela plataforma. Já chegamos a enviar 13 produtos em um único dia”, diz o varejista, que até a última semana de janeiro batia a marca de 1,1 mil vendas pelo nosso canal.

Sabe aquelas peças que para o varejista são difíceis de vender e, para o consumidor, são difíceis de achar? A web torna a venda e a busca muito mais fáceis. Nossa plataforma se destaca, principalmente, nessa categoria, tornando seu estoque antigo uma fonte de vendas garantida.

“É essencial estarmos no Canal da Peça. As peças de baixo giro são vendidas mais facilmente, o que não acontece quando as deixamos apenas na loja física”, afirma Jefferson Masullo.

“Já os consumidores que moram em cidades pequenas encontram o que precisam. Não consigo mais enxergar minha loja fora da web”.

Confira como é fácil ter sua própria loja virtual 

Para Masullo, um dos momentos mais gratificantes é exatamente este: quando clientes de regiões menores encontram em sua loja o que necessitam. “Frequentemente recebo ligações de pessoas que moram em cidades bem pequenas agradecendo pela peça ou, muitas vezes, dando um feedback positivo. Fico muito feliz quando sei que a peça deu certo, principalmente em locais que têm poucos distribuidores”.

+ Um canal para ver e ser visto 

Muitos usuários da nossa plataforma vão pessoalmente à loja de Masullo. “O Canal da Peça traz muitos clientes. Tem gente que liga ou vem na loja só porque nos encontrou na plataforma. Ela nos dá muita visibilidade. Uma média de cinco clientes vêm diariamente na loja com print do Canal da Peça ou com o código do item”, afirma.

Entrega rápida

O varejista disponibiliza todas as formas de entrega do Canal da Peça e, ainda, conta com oito motoqueiros próprios e um motorista. “Às vezes, o item chega em menos de uma hora para o cliente”, diz.

Uma das formas de entrega ganhou um reforço especial da equipe da Galpão, a Retirada na Loja. “É muito comum clientes que moram na região optarem por retirar no balcão. Nesses casos, ligamos para cada um deles para agendar horário, assim, conseguimos oferecer uma experiência mais personalizada”, ensina Masullo.


“Para nós, a opção de retirada é muito interessante, pois como também vendemos acessórios, o cliente sempre acaba levando mais alguma coisa”.

Entre todas as formas de entrega, os Correios saem na frente. “É simples, rápido e seguro. Ainda mais depois que o Canal da Peça aderiu a PLP. Tudo ficou mais fácil. A plataforma se igualou aos maiores marketplaces do País”, opina.

+ Veja mais: Frete sob medida

A PLP, sigla para pré-lista de postagem, trata-se de uma etiqueta de postagem para controle que indica que o vendedor postou o produto nos Correios, onde imediatamente ele é rastreado. O processo confere mais segurança aos clientes.

“Assim que despachamos, automaticamente, o cliente já consegue rastrear pelo site dos Correios. É uma forma eficiente de acompanhar a peça até o destino final”.

Cupons de desconto: um bom negócio

Sendo membro do Clube Canal da Peça, a Galpão consegue oferecer vantagens exclusivas aos seus clientes – isso porque a plataforma tem parceria com grandes fabricantes, que, regularmente, fazem ações para favorecer lojistas que vendem seus produtos.

Os cupons de desconto e frete grátis estimulam consumidores a comprarem mais pela rede. “É um grande incentivo para compra. Muitas vezes, aproveitei os cupons para adquirir produtos e deixá-los no meu estoque. Na maioria das vezes que comprei no Canal da Peça utilizei os descontos”, afirma o consumidor Geliad de Almeida.

Comprar mais do que precisa é uma prática comum dos usuários que utilizam os cupons de desconto. “Brasileiro adora desconto. Quando oferecemos cupons, percebemos que o mesmo cliente compra mais peças iguais. Mesmo quem não está precisando, aproveita para comprar”, opina Masullo.


De acordo com um levantamento feito pelo portal CupoNation, referência em ofertas, entre julho de 2015 e julho de 2016, houve um aumento de 50% na busca por cupons de desconto na internet.

A pesquisa ainda revela que a procura pelo termo “cupom de desconto” no Google mostra que os consumidores têm dado preferência à internet pela facilidade de comparar preços e encontrar formas de economizar.

O e-consumidor ativo pode poupar até R$ 4,7 mil por ano com os cupons de desconto. “O frete grátis também anima quem mora em regiões mais distantes, no entanto, quem precisa de uma peça vai acabar comprando de qualquer maneira”, complementa.

A digitalização é fundamental

Para o varejista, mais fabricantes deveriam apostar no Canal da Peça, já que a plataforma tem a missão de aproximar todas as pontas da cadeia, beneficiando o setor como um todo.

“Não entendo como tem fábricas que ainda não têm catálogo eletrônico no Canal da Peça. É um meio muito importante para o mercado hoje em dia”, diz.

“O Canal da Peça é, sem dúvida, o melhor lugar para encontrar peças. Fabricantes que focaram nesse canal, como DS e MTE, cresceram bastante no universo digital. E isso tem convertido para nós, varejistas”, diz Masullo.

E falando em catálogos eletrônicos, eles são essenciais na vida de quem atua no setor. “A indústria precisa entender que ter um meio de consulta digital é importantíssimo para nós. Usamos muito. Os balconistas, inclusive, quando não encontram uma peça no estoque, colocam o código original no Canal da Peça para facilitar a busca e identificar o produto. É excelente”, afirma.

Para Masullo, quem não aderir às mudanças, vai perder clientes. “Em cinco anos, os lojistas que só estão offline vão sofrer muito, assim como a indústria que não se digitalizar. Quem não se adaptar ao mercado, vai perder vendas”.

De acordo com Romero Rodrigues, fundador do Buscapé e um dos nomes mais cotados quando o assunto é transformação digital, a digitalização está acontecendo mais rápido do que as pessoas imaginam.

“Hoje, cerca de 2/3 das consultas de produtos são feitas pelo celular. Mas muitas pesquisas ainda são convertidas em vendas no shopping. No entanto, a transação online vai acontecer em algum momento. Ferramentas como o Canal da Peça começam a ajudar a cadeia como um todo”, afirma.

A praticidade das soluções digitais, segundo ele, tem motivado quem atua na área de reparação. “O mecânico pode estar arrumando o carro e, na mesma hora, já ir pesquisando determinada peça pelo celular. Acredito que em no máximo três anos, o mercado estará totalmente digital”, diz Rodrigues.

+ Leia, na íntegra, a entrevista com Romero Rodrigues

Setor mais unido

A Galpão comercializa o portfólio completo da empresa brasileira MTE-Thomson e, para o varejista, ter a chance de expor seus produtos no portal da marca só traz boas vendas. “É ótimo estarmos visíveis no marketplace da MTE também. A maioria das nossas vendas, inclusive, vem de lá”, diz.

+ Você sabe o que é marketplace? Saiba mais

A parceria da Galpão com a MTE já rendeu até uma viagem para a Alemanha. “Em 2014, fomos com o Alfredo (Bastos Jr, diretor de marketing da MTE-Thomson) para a Automechanika Frankfurt. Passamos uma semana lá, onde também pudemos conhecer empresas com foco em e-commerce. Voltamos com ideias para nos destacar digitalmente”, comenta Masullo.


De acordo com o varejista, a exposição no Canal da Peça faz a loja ganhar cada vez mais destaque no competitivo cenário virtual.  

“Como éramos pequenos na web, ter nossa marca visível nesses grandes portais, como a MTE e o próprio Canal da Peça, fez com que ganhássemos muita visibilidade. Eu indico para todos os varejistas. Muitos fabricantes, que antes fechavam as portas para nós, hoje nos procuram pelo nosso destaque na internet”, revela Jefferson Masullo.

Outro serviço também tem ajudado o lojista: o SAC. “A equipe da plataforma é muito boa, sempre nos auxilia quando precisamos”, afirma. “Quando um cliente faz uma compra errada, o SAC resolve o problema. Não temos preocupação”.

A propaganda é a alma do negócio

Um ponto que é levado muito a sério na Galpão é a divulgação. Ela é feita através das redes sociais, como Instagram e Facebook, e-mail marketing, WhatsApp e até de uma forma bem menos digital: a panfletagem. “É uma maneira de atrair quem ainda não está online”, comenta. “Mas, sem dúvida, os outros meios são mais abrangentes”.

A Galpão manda semanalmente e-mail com dicas para sua lista de clientes, já as promoções são postadas no Instagram e Facebook. O WhatsApp também é usado para o disparo dessas ações e, por lá, são concretizadas boas vendas.

+ Conheça as vantagens do uso do WhatsApp no varejo

“Criamos lista de transmissão e sempre que temos novidades mandamos. Frequentemente, fazemos vendas por lá: passamos o link do produto para o cliente visualizar; outras vezes, mandamos prints. Costumamos fazer todo o processo de pesquisa, como se fosse consumidor, e mandamos apenas para o cliente finalizar ”, diz.

Uma nova era

Com tantas formas de promover sua loja e com a tecnologia a favor de todos, para Masullo, a nova era já começou. “O brasileiro já sabe usar as ferramentas digitais, tem celular com internet, sabe procurar informações. O comércio eletrônico já é uma realidade no País. Além da evolução digital, houve uma evolução fiscal. Hoje, tem até legislação para o e-commerce. As vendas online já superam muitos balcões por aí”, acredita.

Para ele, em pouco tempo, todos do setor terão um canal na internet. “Poucas lojas vão sobreviver. O cliente não tem mais a necessidade de ir até uma autopeças. O conforto vai prevalecer. É mais cômodo, mais fácil, seguro e, de quebra, ajuda o consumidor a economizar, já que é possível comparar preços”, conclui.

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