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Quer comprar uma peça, mas está com medo do pedido não chegar no prazo? Saiba quais são as estratégias do Canal da Peça para driblar as greves no País

A greve dos caminhoneiros causou a paralisação de profissionais de diferentes áreas, incluindo do setor automotivo. Montadoras pararam a produção, por falta de peças; enquanto lojistas e mecânicos tiveram de encontrar atalhos para não perder clientes.

Por conta do caos instalado no País, os Correios limitaram suas operações e suspenderam as postagens de Sedex, encomendas que são entregues com dia e hora marcados. Quem precisa de um produto com urgência, teve de apelar para outros meios de entrega.

Nós, do Canal da Peça, temos algumas alternativas para não prejudicar a rotina de quem depende de peças para trabalhar. Afinal, já contamos com mais de 50 mil oficinas cadastradas e 500 lojistas, que não podem, simplesmente, fechar as portas por falta de produto ou perder vendas.

“Quando ocorre uma greve que pode impactar diretamente nos nossos negócios, outras formas de entrega vêm para solucionar possíveis atrasos. Temos parceria com empresa de motoqueiros terceirizados, em várias cidades do País, que nos atende em momentos de crise”, diz Diego Alencar, responsável pelo setor de vendas do Canal da Peça.
“Além disso, os próprios lojistas têm oferecido estratégias para não perder clientes”, afirma. Ficar de braços cruzados, definitivamente, não faz parte dos planos de quem está no comércio eletrônico. “Muitos já têm motoqueiros próprios e, quando situações como essa acontecem, reforçam a equipe”.

Frete para todos

O Canal da Peça disponibiliza seis tipos diferentes de frete: CDP Entrega, Sedex, Pac, Retirada na Loja, Entrega Turbo e Entrega por Transportadora.

+ Saiba mais sobre nossos fretes

Em época conturbada, a Entrega Turbo e a Retirada na Loja são as melhores opções para quem tem pressa de receber o pedido. A primeira opção garante que o cliente receba o produto em até 3 horas. Para esse frete, o usuário deverá fazer a compra em uma loja que esteja na mesma cidade.


Já a Retirada na Loja é a opção ideal para os clientes que estão próximos do ponto físico. A vantagem é que o pagamento é feito pela internet, com cartão ou boleto, e ainda poderá ser parcelado – em uma loja física, dependendo do valor do pedido, não há possibilidade de parcelamento, ao contrário do comércio eletrônico onde independe do valor final.

Além disso, o usuário ainda pode aproveitar promoções e os cupons de desconto. Muitos fabricantes parceiros do Canal da Peça oferecem cupons para quem compra em lojistas afiliados à nossa plataforma – muitos deles, inclusive, garantem economia de até R$ 100. Somados, os resgates já chegaram a R$ 500.

Outra vantagem é o frete grátis, também oferecido pelos fabricantes. Em ações frequentes, lojistas que expõem o portfólio na nossa plataforma podem disponibilizar frete gratuito para seus clientes e, também, usar para benefício próprio.

+ Leia também: Sem medo do frete

A Pesquisa Conversion do Consumidor Digital 2017, publicada pela agência brasileira Conversion, comprova os efeitos positivos do frete gratuito: 84% dos e-consumidores entrevistados afirmam que comprariam mais pela internet se o frete fosse sempre grátis.

“O lojista precisa ficar atento às ações, mas elas são oferecidas frequentemente para membros do nosso Clube Profissional”, confirma Diego Alencar. “É uma forma deles venderam mais e ficarem mais competitivos no cenário eletrônico”.

Entrega rápida

Lojistas como Molina e Galpão Autopeças, parceiros do Canal da Peça, também já lançaram mão de alternativas para agilizar a entrega dos pedidos. Os clientes da Molina que utilizam a internet para compras e estiverem em um raio de até 15 km da loja física, podem receber o produto em poucas horas através de motoqueiros e, o melhor, gratuitamente.


“Isso dá fôlego para quem compra, para o nosso e-commerce e para desenvolvermos melhor nossas ferramentas. Inclusive, atendo uma fatia do Canal da Peça com o meu frete grátis, que também tem dado uma força extra na operação”, afirma Emerson Martins, gerente da Molina.

+ Vendas mais aceleradas

A Galpão Autopeças, que revelou recentemente que 40% de seu faturamento vêm do comércio eletrônico, também está empenhada em levar soluções para seus consumidores. “Disponibilizamos oito motoqueiros próprios e um motorista. Muitas vezes, o item chega em menos de uma hora para o cliente”, garante Jefferson Masullo, sócio-proprietário da Galpão.

+ Veja mais: Combustível para o varejo de autopeças

A opção de Retirada na Loja encabeça a lista de preferência dos clientes da Galpão que estão no mesmo bairro. “É muito comum clientes que moram na região optarem por retirar no balcão. Nesses casos, ligamos para cada um deles para agendar horário, assim, conseguimos oferecer uma experiência mais personalizada”, comenta Masullo.

Peças sem atraso

Nós temos parceria com a plataforma Rapiddo, empresa de entregas via motoqueiros. Em até 48 horas após o pedido, o produto é entregue ao destino final. Esse serviço abrange a Grande São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.

 Quer vender online também? Confira como é simples!

Para quem depende das peças, essa alternativa faz toda diferença. “Quando compro um produto pela internet e tenho a possibilidade de optar pela entrega via motoqueiro, eu não penso duas vezes. É uma garantia de que o item vai chegar logo”, afirma o mecânico Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech, em São Paulo. Em período de incertezas, essas soluções tranquilizam quem tem pressa.

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A empresa de pagamento eletrônico Moip, um dos principais termômetros do mercado digital, confirma: o comércio online caiu, de vez, no gosto dos brasileiros. Saiba o que pensa o CEO da companhia, Igor Senra, sobre o futuro do varejo de peças na internet

O ato de comprar pela internet nunca esteve tão presente na vida dos brasileiros. Além da comodidade e o poder de comparação de preço, o consumidor tem confiado mais no comércio eletrônico graças às soluções mais eficientes – e seguras – de pagamento.

Referência nesse assunto, a empresa brasileira Moip sentiu, ao longo dos onze anos que está em operação, a evolução no modo de compra dos usuários digitais. A internet, aos poucos, vem tomando o lugar dos grandes centros de compra.

“A primeira transação de pagamentos que processamos foi em 2007. De lá para cá, acompanho o e-commerce muito de perto e o crescimento é incrível. Os brasileiros estão comprando mais e isso só tende a crescer”, afirma Igor Senra, CEO do Moip. “Sem sombra de dúvida, é um caminho irreversível no varejo”, diz.

A forte atuação da empresa no cenário brasileiro chamou a atenção da alemã Wirecard, uma das principais em tecnologia financeira do mundo. Em 2016, o Moip foi comprado por ela por R$ 165 milhões.

A nova dona trouxe mais fôlego para a companhia, que cresceu 50% no ano passado, chegando a marca de mais de 500 mil clientes ativos no portfólio. “Conseguimos juntar nossas experiências locais e globais em pagamentos digitais. Estamos abertos para analisar possíveis aquisições no Brasil e na América Latina”, afirma.

+ Combustível para o varejo de autopeças

“Vamos tentar ajudar quem vende usando o Moip em outras frentes, não apenas com o recebimento de pagamentos, mas também na utilização do recurso que vem dessas transações para pagar contas, mandar transferências e também na gestão de negócios”, adianta.

Setor de autopeças mais ativo na rede

De acordo com a 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças, realizada pelo Google, o mercado online nesse segmento vem crescendo ao ritmo de 40% ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período.

Para Senra, que desenvolve soluções de pagamento para o Canal da Peça, a simplicidade e a certeza de estar adquirindo o item correto têm acelerado o setor na rede.


“É mais fácil procurar uma peça específica na internet do que ir de loja em loja. Imagina se for uma lista para um reparo do meu carro? Se um dos itens não está disponível, eu fico sem o conserto e, consequentemente, sem o carro. O Canal da Peça é o melhor lugar para isso”, opina.

Leia a entrevista com Igor Senra:

Canal da Peça: O brasileiro tem comprado mais online?

Igor Senra: Sim. O crescimento do consumidor na rede é incrível. Nem poderia ser diferente, já que a internet traz muita comodidade para o comprador e permite que ele pesquise e compare tudo em poucos cliques.

+ Leia também: Um ano promissor 

Canal da Peça: Qual modelo de negócio tem tido mais destaque no cenário virtual?

Igor Senra: O nosso produto de maior crescimento é o Moip para Marketplaces, uma solução que ajuda quem opera um marketplace no dia a dia. Com ela, o pagamento já é dividido automaticamente na origem. Temos clientes com esse produto em diversos setores, como cosméticos, livros e, inclusive, o segmento de peças automotivas.

 Veja como é fácil ter sua própria loja no Canal da Peça!

Canal da Peça: Acredita que o marketplace é o grande propulsor do e-commerce brasileiro?

Igor Senra: Eu acho que o modelo de marketplace é democrático. Para muitos é a porta de entrada para vender online e para vários outros é a única forma. Congrega quem quer comprar com quem quer vender, sendo ele lojista, vendedor, distribuidor, atacadista ou fabricante. Todos podem ter seu espaço. A grande tendência é de no futuro termos, pelo menos, um grande marketplace horizontal com diversos segmentos e produtos, e diversos verticais atacando nichos específicos, como livros usados, produtos artesanais customizados e até mesmo autopeças. Marketplace é um modelo de negócio que se autoalimenta. Quanto mais lojistas, mais vendedores e quanto mais vendedores, mais lojistas. Um ciclo positivo muito forte e difícil de parar.

Canal da Peça: O e-commerce sofreu com a crise? 2018 promete ser o ano da recuperação?

Igor Senra: Infelizmente, o Brasil inteiro sofreu. O que acontece é que o e-commerce, felizmente, sofreu menos. Vinha crescendo sempre mais de 20% ao ano e, com a crise, desceu para 7,5%. Ainda é muito bom se comparado com o Brasil todo, mas muito pouco perto do crescimento nos anos anteriores. Acredito que 2018 tende a ser um ano melhor, que começou com as empresas desengavetando projetos e olhando com mais otimismo para o futuro. Essa mudança de humor, no meu ponto de vista, tende a impactar positivamente o crescimento do mercado como um todo.

Canal da Peça: Qual é a expectativa de crescimento do Moip este ano?

Igor Senra: Não posso abrir os números, o que posso dizer é que no ano passado crescemos mais de 50% e esse ano vamos crescer ainda mais.


Canal da Peça: As transações com cartões cresceram nos últimos anos?

Igor Senra: Sim, em 2016 as transações com cartão superaram a marca de R$ 1 trilhão (R$ 674 bilhões no crédito e R$ 430 bilhões no débito). Só a título de comparação, em 2008 os cartões movimentaram R$ 327 bilhões (R$ 220 bilhões no crédito e R$ 107 bilhões no débito).

Canal da Peça: O brasileiro prefere pagar com cartão ou boleto?

Igor Senra: Isso depende. Quando estamos falando de pagamento de B2C (Business to Consumer), o cartão é de longe o meio de pagamento com maior relevância (75% de representatividade, enquanto boleto, 23%), mas quando estamos falando de B2B (Business to Business), o boleto ainda tem uma força muito grande.

Canal da Peça: Como avalia o crescimento das fintechs no Brasil? E das moedas digitais?

Igor Senra: As fintechs são um fenômeno global, mas aqui no Brasil elas encontraram um ambiente muito propício para crescer. O mercado bancário aqui é muito concentrado, o que deixa espaço para empresas mais leves e ágeis competirem fortemente. As moedas digitais são um fenômeno interessante. Tem todo um hype em torno delas, mas ainda existe muita incerteza também. Uma coisa já é certa: não estão sendo muito utilizadas para pagamentos, o que era uma das apostas iniciais. Estão mais inclinadas a serem usadas como reserva de valor, como o ouro, por exemplo. Mesmo que você tenha comprado ouro, não vai comprar um carro levando uma barra de ouro.

Canal da Peça: Como analisa o caminho percorrido pelo Moip até agora?

Igor Senra: O Moip foi fundado numa época em que nem se falava do termo “fintech”, mas nasceu fintech e assim se desenvolveu. Vimos a oportunidade de simplificar a vida de quem recebe pagamentos online, centralizando toda a demanda de diversos meios de pagamento, gateway, gestão de risco e conciliação financeira. Tudo isso com somente um contrato e uma integração. De lá para cá, outras complexidades apareceram, como a do próprio marketplace, e estendendo essa nossa visão de simplificar a vida financeira dos nossos clientes, criamos um produto para esse nicho específico. Nosso compromisso é o de seguirmos firmes nesse caminho, sempre buscando formas de facilitar a vida financeira dos nossos clientes, os empreendedores, porque entendemos que ainda existem vários desafios pela frente.

Canal da Peça: A transformação digital está acontecendo, de fato, no Brasil?

Igor Senra: Não tenho dúvida que está acontecendo. Estamos atrás de vários países, incluindo-se aí alguns dos países em desenvolvimento, mas sem sombra de dúvida essa é uma tendência muito forte. Só de ver a penetração de smartphones, o crescimento das vendas online, bem como das vendas via mobile, percebe-se que esse é um caminho irreversível.

Canal da Peça: O setor de autopeças está, aos poucos, perdendo o medo de comprar online. O que espera do setor daqui a cinco anos?

Igor Senra: O interessante é que outros segmentos já se atiraram nesse mercado e superaram esse medo de forma definitiva. Tenho certeza que para o setor de autopeças será igual. Imagina comprar roupa pela internet? Quanta resistência pode-se ter? Será que a cor mostrada é exatamente igual a cor do produto que vai chegar? E tamanho? Como ter certeza de qual é o seu tamanho naquela confecção? Pois é, o segmento de moda foi o que mais cresceu nos últimos anos a ponto de se tornar o maior de toda internet. Autopeças é mais simples, você tem a especificação. A peça do catálogo é a peça do catálogo. Só resta saber se você quer a peça original ou a “genérica”, mas você tem as informações necessárias para tomar a sua decisão. E mais: é mais fácil procurar uma peça específica na internet do que ir de loja em loja procurando. Imagina se for uma lista para um reparo do meu carro? Se um dos itens não está disponível, eu fico sem o conserto e, consequentemente, sem o carro. Com certeza, a internet pode ajudar e o Canal da Peça é o melhor lugar para isso.

Canal da Peça: Acredita que os mecânicos vão comprar mais pela rede?

Igor Senra: Sabendo que na internet eles poderão achar o que precisam, é uma questão de tempo os mecânicos comprarem mais online. Acredito que os consumidores finais podem reforçar essa mudança, porque, em via de regra, eles já fazem outras compras online, então comprar autopeças é uma complementação natural do que eles fazem.

+ Veja mais: Oficina na era digital

Canal da Peça: A nossa plataforma utiliza o Moip desde o início da operação, em 2013. O que acha da nossa proposta para o setor de autopeças?

Igor Senra: Desde o início, quando conheci o Vinícius (Dias, CEO) e o Fernando (Cymrot, CFO), entendi que o negócio tinha potencial. Juntaram um grupo de pessoas incríveis com investidores experientes, que têm histórico de realizações de coisas grandes e importantes. O resultado não poderia ser outro. Não é por acaso o crescimento do Canal da Peça e tudo o que eles vêm realizando até agora, mas dado o potencial da empresa e do mercado, tenho certeza que ainda tem muito caminho pela frente.

Canal da Peça: E para onde o Moip caminha?

Igor Senra: Estamos abertos para analisar possíveis aquisições aqui no Brasil e na América Latina, além de continuarmos com nosso foco em produtos. Queremos estender nossa atuação e vamos tentar ajudar quem vende usando o Moip em outras frentes, não só mais com o recebimento de pagamentos, mas também na utilização do recurso que vem dessas transações para pagar contas, mandar transferências e também na gestão de negócios. Acreditamos que essa é a nossa forma de ajudar a fazer dos empreendedores o motor de prosperidade da nossa sociedade.

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Uma onda tecnológica vem invadindo as oficinas mecânicas. E os profissionais têm aproveitado para usar todas as possibilidades dessas soluções para otimizar o trabalho. Elas vão desde plataforma de pesquisa e compra de peças até scanners automotivos

O mecânico Adelcio Correa começou cedo a trabalhar em oficina. Aos 17 anos, ele conseguiu o primeiro emprego como ajudante em uma mecânica, onde pôde acompanhar o cotidiano dos profissionais da área.

Não demorou muito para ele perceber que queria seguir na profissão. Hoje, aos 36 anos, ele gerencia a Autogiro, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O caminho para o crescimento profissional, no entanto, não foi fácil.

“Demorei muito para colocar, de fato, a mão na massa. Só em 2005, comecei a montar e a desmontar algumas peças de motor”, relembra Correa. “A parte de injeção, então, foi só em 2008”.

A prática diária, os cursos e as palestras frequentadas pelo profissional o ajudaram a galgar o cargo ocupado atualmente. Mas, uma ferramenta que hoje já é acessível a todos, tem sido fundamental no arsenal do mecânico: a internet.

“Sem ela nosso trabalho seria muito prejudicado. Ainda mais no nosso caso. Trabalhamos muito com carros importados, então, a web nos ajuda na hora de encontrar uma peça e tirar dúvida”, diz.

A transformação da mecânica

A tecnologia, em todos os níveis, tem contribuído muito com o trabalho do reparador. Se compararmos à década de 1990, o diagnóstico hoje é muito mais eficiente – além dele, o processo de compra de peças também se transformou. Para melhor.

+ Leia também: Novos tempos, novas soluções

Antigamente, o mecânico precisava parar o serviço no meio, ir até um varejista de peças ou telefonar para ter acesso a um item. Hoje, todo esse trâmite pode ser online, reduzindo o tempo de pesquisa de quem tem pressa.

A economia também é um dos pontos altos da nova era. “Muitas vezes, o mesmo item é vendido por preços diferentes e você consegue filtrar e escolher a loja que achar mais conveniente”, comenta. Entusiasta do comércio eletrônico, o mecânico não perde tempo quando não encontra uma peça no balcão.

“Vou para a internet quando não encontro um produto porque lá não tem erro. A web sempre tem a solução”, afirma Adelcio Correa. 

Canal da Peça se destaca quando o assunto é venda e compra de peças. Operamos no modelo marketplace e reunimos mais de 500 varejistas de todas as regiões do Brasil, que, juntos, somam mais de 700 mil peças. Ou seja, aquele item que você está com dificuldade de encontrar no balcão, provavelmente, vai encontrar na nossa plataforma, sem sair de casa.

 Que tal vender pela internet? Confira como é fácil!

“A vantagem é poder pesquisar através do código da peça. Automaticamente, o produto é encontrado com fotos e informações técnicas”, comenta. “A internet facilita até a vida do consumidor final. Ele tem a autonomia de escolher onde quer comprar sem ter de pagar mais por isso”.

Vendas turbinadas

O comércio de carros, motos e peças automotivas está ganhando força na internet. Os três, juntos, devem gerar ao e-commerce brasileiro R$ 15,2 bilhões em 2018, segundo dados da E-Consulting. Números que representam crescimento de 14,3% em relação ao ano anterior, período que acumulou R$ 13,3 bilhões.


O otimismo não para por aí. A consultoria brasileira também prevê que 84% dos brasileiros vão realizar pagamentos por meios online em 2018. Dentre as principais razões do consumidor usar as plataformas eletrônicas estão aspectos como comodidade (55%), confiança (46%), segurança (44%) e agilidade (26%) na hora do pagamento.

+ Um ano promissor 

Quem vende na rede tem visto os negócios prosperarem. É o caso de Jefferson Masullo, sócio-proprietário da Galpão Autopeças. “Vendemos online há alguns anos e isso tem feito toda a diferença no nosso faturamento”, diz Masullo.

Com e-commerce próprio e loja personalizada pela nossa plataforma, a Galpão, versão online, está quase se igualando à sua tradicional loja física. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora.

Conteúdo pela rede

Além do modo de compra mais fácil, que mudou o comportamento do consumidor moderno, a internet tem sido uma aliada quando o mecânico precisa se atualizar. Com novos modelos e tecnologias surgindo a cada ano, a rede ajuda o reparador a se manter sempre muito bem informado.

“Existem muitos cursos pela internet que são bons, pois não precisamos nos deslocar até uma escola. Pela rede, ficamos atualizados”, afirma Correa, que não dispensa também os vídeos no YouTube. “Quando surge uma dúvida na hora da reparação, a plataforma de vídeos sempre ajuda”, diz.

+ Veja mais: A peça que faltava

Além deles, existem muitos blogs de conteúdos técnicos, que complementam o estudo dos mecânicos. Um deles é o nosso. “Acho fundamental ter matérias explicativas, pois são muito importantes para nós. Muitas vezes, não temos acesso à informações sobre determinada falha e os blogs com conteúdo nos ajudam bastante”, revela.

O céu é o limite

Claro que os equipamentos não poderiam ficar de fora quando o assunto é tecnologia. Os scanners automotivos, por exemplo, estão cada vez mais sofisticados. “Quando eu comecei, lá em meados dos anos 2000, já existia esse tipo de equipamento. Mas é impressionante como, hoje, eles estão muito mais eficientes”, comenta Correa.


Dependendo da falha do automóvel, só com esse tipo de aparato é possível fazer o diagnóstico. “Aqui, como temos muita prática, muitas vezes já sabemos qual é o problema do carro, daí o scanner entra mais na conclusão do diagnóstico”, diz. “Mas, em alguns casos, principalmente de carros importados, fica quase impossível descobrir sozinho. Nessas horas, a tecnologia é fundamental”.

Assim que o scanner é passado no automóvel, o aparelho exibe o código da falha. Novamente, a internet entra para mostrar a solução. “Quando temos dúvida, vamos à web pesquisar o problema do automóvel. Assim como ocorre com o código da peça para encontrar um determinado item, com o código da falha é a mesma coisa. E isso só é possível por conta da tecnologia” explica.

Para Correa, ainda há muito o que esperar da tecnologia, sobretudo na mecânica. “Ela tem tudo para nos surpreender cada vez mais. Nosso trabalho já é, mas ainda será muito mais beneficiado com essas soluções”, afirma.

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Líder em vendas no setor industrial, a Abecom também já comercializa parte de seu portfólio na internet. Em breve, sua atuação no comércio eletrônico ganhará mais força com um portal próprio

Vender pela internet tem se tornado uma prática cada vez mais comum no mercado varejista. E agora, distribuidores também tem surfado na onda do sucesso virtual. Especializada em rolamentos, a Abecom, uma das principais companhias do setor industrial no País, já vive essa realidade há mais de um ano.

“A empresa SKF, que é nossa principal marca, foi a maior incentivadora para que nós começássemos a vender pela internet. E, no mundo das peças, a plataforma mais indicada não poderia ser outra que não fosse o Canal da Peça”, revela Meire Garcia Vaz, gerente administrativa da Abecom.

A parceria entre a SKF e o Canal da Peça já existe há mais de três anos, quando a multinacional decidiu digitalizar todo o seu catálogo, criar aplicativo e estreitar a relação com seus clientes. Tudo isso de forma que beneficiasse todos da cadeia.

+ Leia também: SKF entra na onda digital

O portal da SKF serve apenas como uma vitrine para que varejistas e distribuidores associados à marca possam divulgar seu estoque. “Estar visível na página de um grande fabricante nos ajuda a crescer na internet”, revela. “O consumidor quer ter confiança em comprar online, por isso, aparecer no portal de uma indústria com um nome forte no mercado, gera mais vendas”.

Crescimento gradual

A Abecom é conhecida por sua trajetória de sucesso no setor industrial. Fundada por Antonio de Jesus Rodrigues, em 1963, ainda hoje o empresário preside a companhia, que ganhou o reforço de seu filho, Rogério Rodrigues, na direção comercial.

Com matriz no Brás, em São Paulo, e unidades de atendimento em Campinas, Alumínio, Curitiba e Belo Horizonte, a empresa comercializa para todos os estados brasileiros. O comércio eletrônico, no entanto, promete alavancar ainda mais as vendas para cidades menores.


“Estar na internet nos possibilita sermos encontrados por clientes de qualquer região do País. Tem sido uma excelente experiência para nós”, garante Vaz, que explica o motivo de entrar no varejo virtual.

“Acho essencial que a rede de distribuição também possa vender na internet, pois assim como tudo evolui, o modo de comprar igualmente se transforma. A cadeia toda precisa se adaptar ao novo comportamento do consumidor”.

+ Um canal para ver e ser visto

De acordo com a gerente administrativa, as vendas pela rede vêm crescendo progressivamente, mas ainda não têm grande representatividade no faturamento da empresa. “Percebemos que, de fato, as pessoas têm comprado mais na internet, tanto varejista como consumidor final. A praticidade e a economia são, sem dúvida, grandes motivadores”, opina.

Diariamente, a loja da Abecom na rede faz vendas. “A quantidade de pedidos vem aumentando. Eventualmente, fazemos vendas grandes, pois nosso público principal, também online, é o varejista”, diz.

Portfólio mais completo

Por enquanto, a Abecom comercializa apenas os produtos da SKF, mas, em breve, pretende expor todo seu portfólio, que conta com mais de dez marcas premium, entre elas Timken, Continental e FRM. Ao todo, somam mais de 20 mil itens para pronta entrega.

“Queremos, num futuro breve, criar um portal com o Canal da Peça onde digitalizaremos nosso catálogo completo. Assim, conseguiremos oferecer mais variedade para quem prefere comprar online”, diz Meire.
“Também lançaremos condições especiais para os usuários virtuais que fizerem contratos maiores, como já ocorre quando um varejista compra na Abecom”.

O grande objetivo da companhia é levar para a rede os clientes de contrato, o que será um diferencial para aqueles que priorizam a praticidade. “Em poucos cliques, eles poderão fazer os pedidos garantindo os preços firmados em contrato”.

Apesar dos planos no universo online, a preocupação com os clientes, no âmbito offline, sempre existirá. A Abecom promove cursos que visam a produtividade de seus consumidores. 

“Hoje, temos uma grande preocupação em trabalhar ajudando o cliente a reduzir custos e a evidenciar o aumento da produtividade. Temos cases comprovados de melhorias. É um pacote de soluções. Também consideramos importante levar conhecimento. Temos uma grade de treinamentos que fica disponível no site o ano todo”, revela.

Marketplace em alta

O modelo de negócio, chamado marketplace, o qual a Abecom faz parte atualmente é um sucesso no Brasil. No último relatório da consultoria brasileira Ebit, a previsão é que em 2018 o e-commerce volte a crescer em ritmo mais acelerado, devido à recuperação econômica e o fortalecimento das vendas em marketplaces.

Segundo esses dados, a expectativa de crescimento do comércio eletrônico é de 12%, o que representa faturamento de R$ 53,5 bilhões. O gráfico abaixo mostra que o que tem levado os brasileiros aos shoppings virtuais é a economia.


“Além de poder receber o produto que você escolheu em casa, a possibilidade de fazer uma pesquisa maior é imbatível. Nos marketplaces, o usuário tem um mercado muito maior para comparar preço e, assim, optar pela loja que mais agradar”, pontua Meire.

O varejista e o distribuidor que querem vender online, sobretudo em um marketplace, precisam levar em consideração pontos crucias para o êxito do negócio. André Dias, diretor executivo da Ebit, explica:

“O sucesso do modelo de marketplace no Brasil depende da equalização de três fatores fundamentais, que são a fácil e rápida integração de lojistas, gestão da qualidade de atendimento e serviços destes parceiros e excelência nos processos operacionais para gestão de estoque, frete e entrega, garantindo assim uma melhor experiência para os consumidores”, afirma.

A nossa plataforma integra todos os itens necessários para o sucesso dos lojistas de peças. Por conta da parceria com as principais empresas dos setores automotivo e industrial, a integração do catálogo é feita automaticamente quando o usuário envia a planilha com os códigos das peças.

 Veja como é fácil ter sua própria loja virtual 

Em instantes, o modo de aplicação, fotos e dados técnicos ficam disponíveis na loja online. “A integração é imediata. Esse é o grande diferencial da plataforma Canal da Peça”, elogia Vaz.

A transformação nos negócios

Além de Meire, mais dois funcionários cuidam da loja virtual da Abecom. Diariamente, a planilha de estoque é atualizada. “No início, tivemos dúvida para preenchê-la, mas, hoje, já está mais fácil”, diz. “É uma plataforma simples de mexer, não tem erro”.

+ Saiba mais sobre o Canal da Peça

Com mais de 150 colaboradores, a Abecom não enxerga o fim dos pontos físicos, mas a junção de ambos os canais de venda. “O ponto físico não poderá nunca acabar, pois a pessoa que precisa de um pronto atendimento e suporte vai encontrar ali. Nossa experiência está sendo muito positiva e, assim como nós, outras empresas vão conciliar as duas formas de venda. Hoje, já não é possível não utilizar as soluções digitais”. E complementa:

“O consumidor já está na internet. É importante a rede de distribuição estar online. Mesmo que no início o resultado não seja o esperado, vale a pena tentar. Sem dúvida, daqui a alguns anos, nossa loja virtual irá se transformar em uma fatia bem significativa dentro do faturamento da empresa”, diz. Assim como o varejo já está se adaptando, a distribuição também não quer parar no tempo.


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A autopeças Predileta, uma das mais conhecidas do Grajaú, quer levar para a internet toda sua tradição. Para isso, o Canal da Peça tem ajudado a alavancar as vendas no mercado eletrônico. Saiba quais são os planos da loja para ganhar mais notoriedade online

No distrito mais populoso de São Paulo, o Grajaú, na zona sul da capital, as lojas de autopeças parecem não ter fim. Ao passar pela avenida Dona Belmira Marin, a mais movimentada da região, contamos sete.

“Tem mais lá pra frente”, avisa Marcelo Martins, que também tem uma na mesma avenida. Sócio-proprietário da Predileta, uma das mais antigas do bairro, ela está há 25 anos no mesmo endereço. A concorrência não assusta o comerciante. “O que surpreende é como o varejo, em pouco tempo, está mudando”.

Desde os 15 anos de idade, Marcelo ajuda o pai, seu Renê Martins, na autopeças. “Comecei no estoque e não parei mais. Analisando todos esses anos, as mudanças são visíveis. Tanto no comportamento do consumidor como na quantidade de peças, que só aumenta”.

Apesar das transformações no varejo, a Predileta só foi se dar conta que estava ficando para trás, em relação à concorrência, no ano passado. “Sentimos a necessidade de estar também no comércio eletrônico. Mas ainda estamos meio perdidos”, assume Martins.

Estoque na rede

O portfólio da Predileta já soma 25 mil itens. A quantidade, no entanto, desanimou o comerciante na web. “Se eu fosse criar uma loja do zero, seria um trabalho enorme. Para vender em outras plataformas, tenho que subir item por item, tirar foto da peça e elaborar as descrições”, comenta.

“O Canal da Peça foi o único meio que achamos viável, pois não precisamos perder tempo tirando foto e passando o modo de aplicação. A plataforma já tem esses dados”, diz.

Há seis meses com a gente, Marcelo assume que poderia vender mais, caso subisse todas suas peças e tivesse um funcionário focado na loja virtual. “Infelizmente, não tenho uma pessoa para trabalhar apenas com as vendas online. Mas, vendo o sucesso de muitos varejistas e sabendo que eu poderia vender muito mais, vou colocar uma pessoa só para isso”, afirma.

+ Leia mais: Vendas mais aceleradas

De acordo com o comerciante, a loja virtual não irá disputar com as vendas no balcão. Elas vão se complementar. “Já li muitos varejistas afirmarem que as vendas online já superaram as do balcão. No meu caso, como tenho três pontos físicos, acho difícil. No entanto, o e-commerce poderá ajudar – e já está contribuindo – com os produtos de baixo giro”, diz.

“A internet é uma ótima solução para aquelas peças que estão paradas há anos. Sempre terá alguém, em algum lugar do Brasil, que vai precisar de um produto que você tem no estoque. Estar na rede nos possibilita ser achado por esses clientes”.

Parceria com mecânicos

O carro-chefe de Martins são as vendas no balcão, fruto de sua parceria com oficinas mecânicas da região. “Nessa unidade, temos mais de 30 cadastradas. Oferecemos 10% de comissão a cada venda, que podem ser acumulados e resgatados em produtos”, explica ele, que tem mais dois pontos, um só para acessórios. “Cerca de 70% do meu faturamento vêm das oficinas”.

Pela parceria com as oficinas mecânicas, Martins, muitas vezes, tem de correr atrás dos produtos que não têm no estoque. “Quando não tenho um item, faço questão de ir atrás com os distribuidores. Não perco clientes. É um dos meus diferenciais”, diz.


Na matriz, dez funcionários compõem o quadro da Predileta, sendo um motorista e três motoqueiros, que fazem, por dia, cerca de 40 entregas ao todo. “Oferecer diferentes tipos de entrega beneficia nossos clientes. Os mecânicos não têm tempo de ir à loja, então, temos que criar alternativas para facilitar o trabalho”.

A Predileta no Canal da Peça

A rotina de Marcelo na loja física é intensa. Ele chega todos os dias às 8h e saí às 18h.  À noite, quando chega em casa, ele cuida das vendas da loja no Canal da Peça.

“Quando faço uma venda, automaticamente, chega um e-mail para mim. Geralmente, faço o envio no dia seguinte, pela manhã. Abro meu painel de controle, checo o item e já separo. Imprimo a etiqueta, que vem com todos os dados do comprador, faço a embalagem e entrego para um dos motoqueiros levar até os Correios. É bom para mim e para o cliente, que consegue rastrear o pedido”, afirma.

 Quer vender online também? Veja como é fácil!

“Tenho feito muitas vendas para fora de São Paulo, compras grandes. Pelo menos, seis vezes na semana vendo no Canal da Peça”, revela. O comerciante atualiza a Planilha de Estoque semanalmente. Para ele, o processo é fácil. “Coloco o código do item no Excel e envio para o consultor da plataforma. Poucos minutos depois, minha loja está atualizada com todos os itens, aplicações e descrições”.  E falando em consultor, para Martins, nosso suporte é o grande diferencial.

“Sempre que preciso, sou muito bem atendido. Os consultores me respondem rapidamente quando tenho uma dúvida, seja por telefone ou WhatsApp”, garante Marcelo Martins.
O aplicativo de mensagens instantâneas, aliás, é o principal canal de contato com os clientes. “Ninguém mais telefona, hoje é só pelo WhatsApp. Todo vendedor usa o aplicativo para falar com os compradores. É mais fácil, pois eles mandam as fotos do produto, e mais rápido”, aprova.

E a personalização da loja online? Marcelo diz que também não teve problemas. “Não faço, atualmente, divulgação na internet. Então, pelo menos, minha loja tem que estar legal na rede. Os consultores vieram aqui me ensinar. É fácil personalizar as cores e os banners. Podemos alterá-los quando quiser”.

Marcelo também já chegou a vender através de uma conhecida plataforma, mas sua experiência não foi das melhores. “Achei muito mercenária e, quando mais precisei, não consegui falar com ninguém lá. Simplesmente, não existe suporte. Muito diferente do Canal da Peça”, compara.

Cupons de desconto e frete grátis

Por ser membro do Clube do Canal da Peça, Marcelo pode oferecer aos seus clientes benefícios como Cupons de desconto e frete grátis, disponibilizados regularmente pelas indústrias que têm parceria com a gente.

+ Saiba mais sobre nossos tipos de entrega 

Entre elas, SKF, Nakata, Fras-le e Delphi. “Tenho vendido muitos produtos da Sachs, LuK e Nakata. Acredito que esses benefícios nos ajudam a conquistar mais clientes”, diz Martins. “Além disso, também tenho colocado um preço bem competitivo para alavancar as vendas”.

Marcelo Gouveia, funcionário da Predileta, acredita que o Canal da Peça oferece oportunidade para todos os varejistas que querem garantir um lugar no concorrido cenário virtual. “A plataforma tem tudo para crescer ainda mais e ajudar o pequeno e médio varejista a ter sucesso em suas operações na rede. Além disso, é uma ferramenta fácil de mexer. Não tem complicação”, comenta.

O brasileiro no e-commerce

O consumo pela internet no Brasil tem acelerado. De acordo com o relatório Webshoppers 37, revelado pela Ebit, o comércio eletrônico crescerá 12% este ano, chegando a cifra de R$ 53,5 bilhões.

Marcelo endossa esses números. “Compro muito online, geralmente, roupas, tênis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Nunca precisei comprar peças, pois tenho relacionamento com várias distribuidoras. Mas, se precisasse, não veria problema”, diz.

Para ele, os consumidores finais de peças, principalmente, têm dado preferência à rede. “Quem pode esperar um pouco mais ou é dono de carro antigo, é ótimo, pois consegue a peça que procura e ainda pesquisa o melhor preço”, opina.

+ Eles também têm poder de compra

É o caso do usuário do Canal da Peça, Ruiter Diniz. Dono de dois carros antigos, um Honda Accord 1996 e um Toyota Camry 1998, ele encontrou o que precisava em um clique. “Como são mais velhos e importados, muitas vezes nem as oficinas mecânicas conseguem alguns itens”, afirma. “A internet é uma excelente solução”.

O varejo de autopeças

A Predileta nasceu por acaso. O pai de Marcelo, seu Renê, sonhava em abrir um açougue, mas, por influência do amigo Joel, foi para o ramo de peças. “A loja foi batizada no início de JR Autopeças, que são as iniciais dos antigos sócios. Um ano depois, cada um foi para um lado. O Joel ainda hoje tem uma loja de autopeças”, revela.

O seu Renê continua firme e forte na Predileta, onde é responsável pelo caixa. “Nós não conseguimos ficar longe dessa área. Gostamos muito do que fazemos”, diz Marcelo. “Acredito que o varejo de autopeças só tende a aumentar, felizmente, devido à quantidade de lançamentos”.

A dúvida é: em pontos físicos ou virtuais? Para Martins, os dois. “Acho que as lojas físicas vão continuar pela necessidade de um pronto atendimento. Talvez o comércio eletrônico se destaque mais, pela sua abrangência. Mas ambos terão vida longa”. Que assim seja.

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O setor de transporte de cargas está mais tecnológico do que nunca: ferramentas digitais têm beneficiado a comunicação, a segurança e até facilitado a compra de peças. Tayguara Helou, presidente do SETCESP, revela a importância das novas soluções para quem trabalha nas estradas

Da sede do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, o SETCESP, é possível ver, do alto, a Rodovia Presidente Dutra, principal via de acesso entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Os milhares de caminhões que passam ali diariamente compartilham mais do que cargas. Eles carregam tecnologia – e ela está presente em diferentes níveis.

“A esmagadora maioria das empresas de transporte usa soluções tecnológicas, sejam elas básicas ou mais sofisticadas. Hoje, é impossível não ter, pelo menos, um item que monitore o veículo ou conecte o motorista à empresa”, afirma Tayguara Helou, presidente do SETCESP.

Um dos motivos que tem acelerado a era digital no setor é o excesso de ofertas no transporte de cargas. “No Brasil, sofremos um problema com a quantidade exacerbada de ofertas, causada por imprudência do Governo Federal, que criou sistemas de financiamento de caminhões. Isso gerou uma demanda artificial para o País”, diz.

A grande quantidade de caminhões nas estradas causou um desajuste na economia, que, segundo Tayguara, pode ser amenizado com a ajuda da tecnologia. “Quando temos excesso de qualquer coisa, temos uma disputa por preço baixo, causando assim um desequilíbrio. Tratando-se de transportes é ainda pior, pois é uma operação cara”, afirma. “Felizmente, as inúmeras soluções que chegam no setor visam a melhoria nas operações”.

Tecnologia nas transportadoras

Do lado das empresas de transporte, insumos, infraestrutura, mão de obra, o próprio caminhão e a tecnologia são itens básicos que encarecem a operação.

“A rede de fornecimento do setor é fechada: temos, no máximo, dois fornecedores de combustível no País; tecnologia também não é barata; a mão de obra, que é pesada na planilha de custos de uma transportadora, é definida pelas convenções coletivas, onde os patrões e os trabalhadores negociam. O empresário tem pouco a ver nessa negociação”, comenta.

“Essa rede de fornecimento consegue, pelo menos, repassar a inflação. Do outro lado, muitas empresas não conseguem, pelo contrário, acabam trabalhando abaixo do seu custo. O que causa esse desequilíbrio todo”, explica.


Segundo o presidente do SETCESP, o impasse pode ser solucionado com ferramentas digitais, que, cada vez mais, surgem no setor. “Para a transportadora conseguir rentabilizar uma operação nesse cenário, ela precisa de duas coisas que são fundamentais: ser muito eficiente, fazer mais com menos; e buscar escala. Para esses dois itens só com a tecnologia”, revela.

Transformação digital

Os últimos cinco anos foram fundamentais para que Helou pudesse sentir a importância da tecnologia no resultado das operações. E ela tem feito, sim, a diferença. “O volume de tecnologia que chega é muito grande em todos os aspectos: insumos, na área operacional, aproveitamento de frota, customização de rotas, entre outros. E isso é excelente”, diz. “Não é precipitado dizer que a transformação digital já tomou o setor”.

+ Leia também: Negócio certo

Na busca por escala, novos conceitos tecnológicos, como Big Data, Inteligência Artificial e Blockchain também já estão inseridos na rotina do setor. “Muitas coisas estão acontecendo na área de tecnologia das empresas. E isso é apenas o começo”, comemora.

Mais segurança no transporte de carga

O roubo de carga no País tem sido um dos principais problemas enfrentados pelo setor. A questão é tão séria que chamou atenção em um estudo internacional.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Joint Cargo Committee, comitê de transporte de carga do Reino Unido, o Brasil ocupa a sexta colocação entre os países onde o transporte de carga é mais arriscado. Ao todo, 57 nações fazem parte da lista. Perdemos, apenas, para regiões que estão em guerra, como Síria, Líbia, Iêmen, Afeganistão e Sudão do Sul.

“É, de fato, assustador. Já não é apenas um problema do setor, já é da comunidade, da sociedade brasileira porque se tornou uma das principais fontes de receita das facções criminosas que se utilizam desses recursos para se armarem e voltarem para a sociedade novamente”, diz Helou.

“É um problema do fabricante porque quando essa carga é subtraída, alguém depois compra. Você tem o receptador de carga, que tem que ser fortemente combatido, pois essa mercadoria é vendida por um valor muito menor, ou seja, cria uma concorrência desleal para a própria indústria”.

Com os roubos em alta, as transportadoras já estão abastecidas de uma arma superpoderosa, que vem sendo aplicada na capacitação de funcionários e na rastreabilidade dos veículos.

“Hoje, graças à tecnologia, temos dados de satélite, atuadores de sensores embarcados nos veículos, sensor de abertura de porta, de janela, de para-brisa, além de trava da quinta roda, bloqueador da porta do baú e outros sensores distribuídos pelos veículos”, diz. “A implementação de telemetria tem sido muito utilizada para contribuir com todas essas informações”.

+ Novos tempos, novas soluções

Ou seja, além de o transportador saber onde está, exatamente, o veículo, tem a possibilidade de saber qual é sua interação no momento. “Ele pode estar em uma sala, remotamente, e travar o motor ou uma porta, ter noção da velocidade ou como está sendo a frenagem. A tecnologia já nos permite isso”, diz Helou.

Negociação de frete em um clique

Além de beneficiar a segurança dos motoristas e das cargas, a tecnologia também tem possibilitado a negociação de frete, através de plataformas específicas ou do velho e conhecido aplicativo de mensagens instantâneas, WhatsApp. Sim, ultimamente, é através dele que o motorista consegue garantir fretes, saber como estão as estradas e até evitar acidentes.

O caminhoneiro Manuel Valinha, de Belford Roxo (RJ), está cada vez mais conectado. “O WhatsApp é indispensável na nossa rotina. Usamos muito para receber e mandar notas fiscais e documentos. Também utilizamos outras plataformas para negociação de frete”, afirma ele, que participa de grupos no aplicativo de mensagens a fim de obter mais informações de trânsito e até negócios.

“Estou em vários, só para caminhoneiros, onde passamos e repassamos frete, avisamos onde o diesel está com melhor preço e até os locais de acidente e assalto. Uma forma rápida e eficaz de evitar problemas”, acrescenta.

Há 40 anos nas estradas, Valinha diz que a era digital tem contribuído muito com seu trabalho. “Antigamente, tínhamos que ir pessoalmente atrás de frete e enfrentar filas nas empresas de transporte. Hoje, com os aplicativos de mensagens e as redes sociais, não existe mais essa necessidade. Tudo é resolvido em poucos cliques”.


O meio ambiente e o trânsito também estão na lista de melhorias. Sabe aquele veículo que está rodando com metade de sua capacidade? Com a tecnologia, isso está prestes a acabar de vez. “Já existem plataformas para aproveitamento de ociosidade dos caminhões, o que é maravilhoso, pois, dessa maneira, haverá menos poluição e maior fluidez no trânsito. É melhor para a sociedade”, complementa Helou.

Motoristas mais conectados

Os smartphones já são ferramentas de trabalho de caminhoneiros e motoristas. Muitas empresas, inclusive, têm disponibilizado aparelhos aos seus funcionários.

“Hoje existe uma gama de smartphones com várias funcionalidades e acessíveis para todos. As empresas, normalmente, dotam seus motoristas com um aparato tecnológico maior, já que, praticamente todos, têm de se comunicar com a transportadora através de aplicativos”, afirma Helou. “Já os autônomos usam para seus próprios negócios”.

+ Confira: A necessária reinvenção do varejo

E quando o caminhão quebra ou precisa trocar uma peça na estrada?  Manuel Valinha não perde tempo e consulta a internet pelo celular.  “É sempre bom termos acesso à rede, pois assim sabemos onde está um varejo ou uma oficina quando estamos longe de casa”, afirma.

Peças na rede

Mesmo longe é possível comprar peças e recebê-las, às vezes, no mesmo dia, onde estiver. O caminhoneiro Emerson Brzezinski, de Erechim (RS), adquire itens pela rede sempre que precisa. 

“Até desmontar e levar uma peça a uma loja física, perco dois dias. Prefiro comprar online, já que, muitas vezes, recebo no mesmo dia via motoqueiro. Além disso, economizo dinheiro, pois consigo comparar preço”, diz. “Hoje, a internet move tudo, sem ela não conseguimos fazer nada, paramos no tempo”, afirma Emerson Brzezinski.
O setor de transporte de cargas tem 188 mil empresas, cuja frota alcança 1,3 milhão de veículos. Já os 919 mil transportadores autônomos atingiu 1,1 milhão de veículos. As 400 cooperativas são donas de uma frota de 18,8 mil veículos.

Com uma frota em que a idade média é 18 anos, quanto mais peças disponíveis, melhor. “Quanto mais velhos, mais reparações e mais planos de renovação de frota fazem sentido no Brasil”, diz Tayguara Helou. “Sou favorável a todas as soluções que trazem produtividade ao setor”.

O Canal da Peça, marketplace que reúne mais de 500 varejistas de todas as regiões do País, que, juntos, somam mais de 700 mil peças para veículos automotores (carros, motos, caminhões e motos), é uma dessas soluções.

Na nossa plataforma, o usuário pode escolher entre o melhor preço e o prazo mais rápido de entrega. A variação do valor de uma mesma peça, dependendo da região, pode chegar a até 80%, e para algumas localidades, o frete pode sair gratuito.

 Veja como é fácil criar uma loja na internet

“Eu sou aficionado por tecnologia porque, há muito tempo, eu já havia percebido que é através dela que a gente consegue buscar uma solução e melhorar os processos das empresas como um todo. É ótimo saber que existe uma ferramenta onde você tem facilidade em adquirir suprimentos”, afirma Helou.

No caminho da digitalização

Informações de peças e das indústrias também são bem acessadas pelos caminhoneiros, que aprovam aplicativos de fabricantes. “São ótimos, pois consigo consultar um item em um catálogo digital, com foto ilustrada e todos os dados. Não tem como errar na hora de comprar ou quando surge uma dúvida”, garante Emerson Brzezinski.

Quando o assunto é digitalização, apesar de o setor já estar no caminho, ainda carece de melhorias. Para Helou, a tecnologia, mais uma vez, é a única que pode suprir as deficiências.

“Defendemos muito as ferramentas digitais para melhorar a eficiência operacional, na utilização da frota etc. Acreditamos muito na tecnologia para a interação do público com o privado. Buscamos uma padronização e cadastramento único de veículos. Ainda falta o que fazer. O setor já está preparado para as mudanças, pois a tecnologia nunca para de evoluir”, diz. Sorte a nossa.

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Há quase 30 anos no mercado varejista, a autopeças Brajauto fez sua estreia no comércio eletrônico há dois anos. Desde então, as vendas online têm superado as do balcão. Confira as dicas para ter também sucesso na rede

No final da década de 1980, quando o Brasil se preparava para enfrentar uma recessão econômica, o comerciante Adriano Yoshizato ousava em abrir uma loja de autopeças, em São Caetano do Sul, em São Paulo.

A Brajauto, que nascera em um momento complicado no País, conseguiu vencer as instabilidades na economia e, hoje, quase 30 anos depois, se mantém firme e forte no cenário varejista.

Mesmo após a última crise no País. Inclusive foi através dela que a loja se reinventou. “Tivemos que oferecer mais canais de venda e, é claro, que a internet não poderia ficar de fora dos nossos planos”, diz Yoshizato. “O comerciante precisa estar atento às mudanças e se adaptar, caso contrário, não terá êxito no mercado”, enfatiza.

+ Leia também: Vendas mais aceleradas

Adriano sabe o que fala. Ele cresceu, praticamente, na autopeças do pai, que o inspirou a seguir na mesma profissão. “Eu sempre soube que queria trabalhar na área automotiva e, como tenho vivência no varejo de autopeças, apostei no comércio. Mas não é fácil. Precisamos olhar sempre lá na frente, perceber as tendências”.

Vendas online

Uma dessas tendências é o comércio eletrônico, o qual a Brajauto faz parte há dois anos. Mesmo em um curto período, a autopeças tem angariado resultados surpreendentes: 70% das suas vendas, hoje, vêm da rede.

“Estamos deixando a vida nos levar, mas tudo indica que a internet será o principal meio de compras de autopeças daqui a alguns anos. Já percebemos que está tendo crescimento de consumidores finais. Assim como o varejo muda, o perfil do comprador também”, diz.

Há cerca de três anos, Yoshizato mudou o foco de suas vendas. Durante a crise, ele dispensou sete funcionários, cortou parcerias com oficinas mecânicas e tem focado no consumidor final.

“O dono do carro tem mais acesso às informações e preços, e percebemos que ele quer assumir o controle do veículo. Quer pesquisar as peças e levá-las à oficina”, opina.

Por focar em um público diferente, Adriano teve de prestar atenção em detalhes que antes não eram levados em consideração. Um deles foi o vocabulário.

“As vendas online, além de terem me proporcionado mais negócios, me ajudaram a ter mais paciência e deram um up no meu vocabulário. Como agora trato diretamente com o consumidor final, a comunicação é diferente, pois tenho que explicar mais e dar mais detalhes”, diz. “Além disso, faço questão de responder rapidamente uma dúvida. Faz toda a diferença”, afirma.

+ Combustível para o varejo de autopeças

Quer vender mais na rede? Yoshizato ensina um “truque” simples que pode ajudar a fidelizar clientes: usar mais a gentileza. “Costumo agradecer, por e-mail, quando faço uma venda. Me coloco à disposição, quando surge uma dúvida, ou, quando o produto fica parado nos Correios por algum motivo, vou atrás para solucionar o problema. O suporte é meu diferencial”.

E-commerce em alta

As vendas pela rede conquistaram, de vez, os brasileiros. Este ano, o comércio eletrônico poderá atingir os R$ 69 bilhões, o que representa crescimento de 15% em relação ao ano passado.

Os dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) ainda incluem números relacionados aos tabletes e smartphones: 33% dos pedidos online serão feitos através desses dispositivos móveis.

Segundo o comerciante, a comodidade tem impulsionado esses números. “É muito mais fácil e rápido encontrar o que precisamos na internet. Economizamos tempo e dinheiro. Eu mesmo compro muitos itens pela web, desde camiseta até folha de sulfite”, revela.

A Brajauto no Canal da Peça

Com e-commerce próprio e loja no Canal da Peça, a Brajauto tem vendido para todos os estados brasileiros. “Temos forte atuação no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O diferencial da internet é esse: você consegue atingir regiões que jamais poderia se ficasse apenas no seu bairro”.

De acordo com ele, o atendimento da nossa plataforma tem surpreendido. “Para mim, o ponto alto do Canal da Peça é o suporte. Estão sempre disponíveis para tirar dúvidas, seja por telefone, e-mail ou WhatsApp. Eles me ajudam bastante”, diz.


Em comparação com sua própria loja e outras plataformas de venda, o comerciante diz que o processo, no Canal da Peça, é muito mais simples.

“Atualizo a Planilha de Estoque uma vez por semana, acrescentando um produto novo ou preço alterado, e a atualização é imediata. Não preciso me preocupar com fotos nem informações da peça, já que a plataforma já tem tudo”, afirma.

A parceria do Canal da Peça com grandes fabricantes, entre eles Bosch, SKF e Nakata, faz com que os membros do Clube do Canal da Peça não precisem se preocupar com fotos e informações técnicas, já que é a própria plataforma que se encarrega desses dados.

“Além disso, ações como frete grátis e cupons de desconto ajudam o varejista a vender mais. E, ainda, a possibilidade de vender através dos portais deles, que já são consolidados no mercado, traz mais clientes para nós”, acrescenta Yoshizato. “A internet também nos ajuda no balcão. Muitos usuários do Canal da Peça nos ligam diretamente em busca de informações”.

+ Veja mais sobre cupons de desconto

O vendedor Victor Belmonte, da Brajauto, aprova a iniciativa do comerciante de entrar na nossa plataforma. “Estamos tentando crescer na internet. Acredito que o Canal da Peça tem tudo para nos ajudar”, diz.

Yoshizato também elogia os aplicativos de fabricantes. “Para nós é muito bom, pois economizamos tempo, já que conseguimos pesquisar uma peça pelo código no celular. Os catálogos impressos já são obsoletos. Ninguém mais faz pesquisa neles”, acrescenta.

Dupla infalível

Há dois anos, Yoshizato aproveitou um espaço ao lado da loja para investir em uma oficina mecânica. Batizada de Medina, ela também tem impulsionado os negócios do comerciante, que chega a receber entre 60 e 70 carros mensalmente.

Em breve, a internet será utilizada para comercializar combos. “Pretendemos também vender serviços, como kit revisão e kit filtro. A ideia é unir, cada vez mais, os dois negócios”, comenta.

  Confira o passo a passo para criar uma loja na internet

Segundo ele, se os distribuidores oferecessem formas mais facilitadas de pagamento, sua loja poderia crescer ainda mais. “Alguns oferecem prazo maior, de até 42 dias; outros, quando à vista, dão desconto melhor. Mas se eu tivesse mais crédito, além de ter mais tranquilidade, certamente meu estoque seria maior”.

O futuro do varejo de autopeças

Localizada no bairro Santa Paula, Yoshizato diz que, na região, ainda existem muitos varejistas offline. “Muitos, ainda, preferem o modo antigo: fazer a divulgação apenas no bairro e em oficinas mecânicas. O consumidor mudou e o modo de comprar também. Todos deveriam já estar online”, opina.

“Já acho que entrei tarde demais. No entanto, estou um passo à frente daqueles que ainda não estão online”, diz Adriano Yoshizato. 
Para ele, o varejo tem tudo para ser mais virtual do que físico. “O comerciante não terá mais a necessidade de ter uma loja em um bairro próximo ao centro e movimentado. Ele pode ter um ponto que servirá como estoque ou para retirada de produtos, e as vendas concretizadas pela internet”, aposta ele, que, por enquanto, faz a divulgação de sua loja apenas através do site.

“Estamos finalizando nossa página no Facebook e teremos conta no Instagram. É importante que o varejista mergulhe de cabeça na divulgação do negócio”.

Os próximos anos da Brajauto prometem ser de muito crescimento na rede. “Queremos nos consolidar mais na internet e, quem sabe, depender exclusivamente do e-commerce. O consumidor está bem confiante em comprar na web e, por isso, o varejo tem de oferecer um canal a mais de venda para não perder clientes”, afirma. E quem duvida? 


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Já imaginou um Chevrolet 1934 com motor V8, inteirinho customizado? Conheça a Sigma Sport Car, uma micromontadora de Santo André que tem conquistado mercado fora do Brasil com a ajuda da internet

O ABC paulista é conhecido por ser reduto de gigantes do setor automotivo. Entre as montadora que ali estão presentes, Ford, General Motors e Volkswagen aceleram a economia da região.

No entanto, uma micromontadora que produz carros de maneira artesanal tem atraído a atenção dos entusiastas dos chamados hot rods – réplicas de carros antigos com alta performance.

A Sigma Sport Car, empresa dos irmãos Luiz e Ricardo Rodrigues da Silva, nasceu de um bate-papo informal entre eles em 2007. Luiz é engenheiro mecânico; enquanto Ricardo, projetista e ex-piloto de corrida.

Mas foram os hobbies de Ricardo que falaram mais alto: colecionador de carros antigos e restaurador, ele sempre quis montar seu próprio carro. Pelo menos, entusiasmo e espaço para o projeto não faltavam. “Vendi os doze carros que tinha na época para iniciar o meu sonho. Sempre preferi deixar meu dinheiro nos automóveis do que no banco”, relembra Ricardo.

Donos de uma empresa de manutenção e automação mecânica, que operou por mais de três décadas, a ociosidade dos equipamentos fez com que o galpão, de 2800 m², fosse o cenário perfeito para a montagem dos carros. “Quando falei para a família que iria fazer um carro, todos ficaram com aquela cara de interrogação. Mas depois que ele ficou pronto, eles aplaudiram e apoiaram. Viram que meu sonho tinha sentido”.

Repercussão dentro e fora do País

O Sigma não fez sucesso apenas com a família dos irmãos Silva. Ele ganhou repercussão nacional e internacional. Em 2011, ganhou holofotes no Sema Show, maior evento mundial de carros tunados e customizados, que ocorre anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Os irmãos, que foram convidados de última hora, tiveram de montar um carro do zero em tempo recorde: dois meses e meio. O prazo convencional para um Sigma “sair do forno” fica em torno de oito meses. Para isso, a equipe de nove pessoas ganhou reforço de mais 20 funcionários. 

E valeu a pena. A criação brasileira ficou exposta no lobby principal, recepcionado os visitantes. “Depois dessa feira, exportamos um Sigma para os Estados Unidos, que foi homologado”, afirma ele, que só agora, em 2018, tem projetos concretos para enviar mais unidades para aquele país.

+ Leia mais: Novos tempos, novas soluções 

“Recebemos diariamente cotações e e-mails de pessoas interessadas, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Atualmente, estamos trabalhando em um veículo que será mandado em até dois meses para os EUA”, afirma. “Temos investidores e pretendemos fortalecer cada vez mais nosso nome”.


Até hoje, 14 modelos foram produzidos pela Sigma – 13 deles estão no Brasil, concentrados, principalmente, no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Para acelerar nas ruas brasileiras, os carros foram licenciados como protótipo. O preço para ter um desse na garagem? “A partir de R$ 286 mil é possível produzir um Sigma”, avisa Luiz, que já chegou a entregar um modelo de quase R$ 400 mil. “O céu é o limite”.

Potência nas pistas 

Mas não se engane: seu visual, inspirado no Chevrolet 1934, esconde uma supermáquina. Com dois lugares, chassi próprio, carroceria de fibra e motor V8, sua potência já foi comparada a de um Audi TT por uma revista especializada. Não à toa: ele faz de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Como comparação, a terceira geração do Audi TT faz em 5,9 segundos.

“Geralmente, quem compra um Sigma é empresário na casa dos 40 anos, que vai usá-lo para passeio no fim de semana. Mas um cliente já comprou para correr nas pistas”, revela Ricardo. “Ele é tão potente quanto um esportivo importado com a vantagem de ser mais admirado na rua, por ser um fora de série, e menos visado”.

+ Tempo é dinheiro

De acordo com a consultoria Euromonitor, o segmento de carros de luxo no Brasil – a partir de R$ 150 mil, pela definição da Euromonitor International – movimentou R$ 11 bilhões em 2017, uma queda de 15% em relação ao ano anterior.

No entanto, os próximos anos prometem ser mais aquecidos. A consultoria prevê crescimento de 6% ao ano em volume de vendas até 2022. Além da recuperação da economia, a possibilidade de personalização do veículo tem entusiasmado os compradores de carros de luxo.

“Não temos a pretensão de sermos uma montadora grande, pois o nosso diferencial está na produção artesanal. Temos, sim, a ideia de deixarmos a marca mais conhecida no mercado internacional”, diz Ricardo. “Infelizmente, o brasileiro só dá valor para a produção nacional quando começa a fazer sucesso fora do País”, lamenta.


Evoluindo a cada projeto, graças aos estudos constantes, a empresa se orgulha da pouca manutenção de seus carros. “As pessoas compram fidelidade na Sigma. Sempre que precisam, eu faço a manutenção aqui, mas nada impede de ser feita em outra oficina”, garante.

Cada modelo pesa 1234 kg, distribuídos 51% na dianteira e os outros 49% na traseira. “O Sigma, raramente, precisa de manutenção. Ele é quase um trator: tubulação rígida, buchas de PU. Só precisa de reparação quando tem algum problema no motor ou câmbio. Mas é muito difícil. De uma forma geral, é um automóvel extremamente forte e resistente”.

A internet é a solução

Para produzir os carros Sigma, a internet foi fundamental. Quando, inevitavelmente, surgia uma dúvida, a rede era consultada instantaneamente. Para peças, então, nem se fale. “Sem a internet, não teria conseguido montar carro nenhum”, diz Ricardo. Hoje, quando ele não consegue produzir ou encontrar uma peça, as compras são feitas virtualmente, muitas vezes através do Canal da Peça.  

“Uso muito o Canal da Peça para pesquisa e compra. É excelente para nós. Não adianta ir no balcão procurar, pois certamente não terá o mesmo nível de dados”, opina Ricardo Rodrigues da Silva.

Para ele, além das informações mais detalhadas, a economia de tempo é um dos pontos altos da rede. “O tempo é precioso. Eu não saio daqui para perder horas na rua. Prefiro consultar o que eu preciso no computador. Em um clique, resolvo tudo”.

A rede também tem sido o principal meio de divulgação da Sigma, que mantém um site, página no Facebook, conta no Instagram e vídeos no YouTube. É através da internet também que eles fazem outros negócios.

 Veja como é fácil ter sua própria loja virtual

“Depois da produção de carros, somos fortes em pinças de freio. Estudamos muito esse produto antes de produzi-lo. Conseguimos instalar em qualquer veículo”, diz. “Por ser um item de alta performance, pensamos em abrir uma loja virtual para sua comercialização. A internet também irá nos ajudar nesse caminho”.

O futuro dos hot rods

De acordo com Ricardo, a qualidade das pequenas montadoras aumentou muito no Brasil nos últimos anos. No entanto, a falta de mão de obra especializada ainda é um entrave para este mercado.

“A mão de obra é muito fraca, é tudo muito complicado por aqui. O Brasil está bem atrasado em relação a outros mercados”, opina.  “Mas acredito que, em alguns anos, nossa mão de obra ficará melhor, mais especializada e, assim, poderemos ser referência”, diz, otimista.

+ Confira também: Vendas mais aceleradas 

Já o objetivo da Sigma para os próximos anos é colocar o pé no acelerador e conquistar novos mercados. Sem esquecer, é claro, a essência da empresa. “Queremos, em primeiro lugar, levar alegria para quem compra nossos veículos. Essa sempre será a nossa base”, finaliza.

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Desde 1986 na mecânica, Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech, tem se surpreendido com as possibilidades da tecnologia em sua rotina. A internet tem sido fundamental para o profissional pesquisar conteúdo e peças e, assim, não perder clientes

Entre um reparo e outro, o mecânico Roberto Ghelardini Montibeller, da oficina High Tech, em São Paulo, corre para o seu escritório para usar a internet. “Nos dias de hoje, é impossível ficarmos sem ela”, vai logo se explicando.

A explicação, no entanto, se torna desnecessária ao revelar o motivo que o fez apelar para o computador. “Preciso consultar informações de uma peça e, atualmente, prefiro a internet aos catálogos impressos”.

Uma das grandes transformações promovidas pela tecnologia foi a digitalização dos portfólios de companhias de autopeças. Empresas como SKF, Bosch, Delphi e MTE-Thomson já disponibilizam meios de consulta eletrônicos.

+ O poder do catálogo impresso

“Catálogo impresso ocupa muito espaço e, ainda, não é tão atualizado como um digital. Agora, através do celular ou do computador, conseguimos pesquisar dados técnicos de um item. Fácil, fácil”, comemora.

Vídeos e conteúdos na rede

Montibeller faz parte de uma nova geração de mecânicos: a que prefere usar a tecnologia em vez dos meios convencionais. “Nós utilizamos muito a rede até como forma de nos atualizarmos. Blogs, grupos de mecânica e vídeos no YouTube têm sido fundamentais para solucionar problemas”, garante.

No País, o sucesso do Youtube foi revelado no relatório YouTube Insights. Cerca de 95% da população brasileira acessa o site, pelo menos, uma vez por mês.

Os mecânicos têm grande representatividade nos acessos. Desde 2015, o volume de buscas do setor automotivo dobrou na plataforma. Em média, 20 milhões de pesquisas por conteúdos relacionados à autopeças são feitas mensalmente.

“De fato, eles são muito úteis para nós, mas não dispensamos cursos presenciais. Há também alguns nas próprias fábricas, no entanto, são muito superficiais”, afirma.

“Certamente, se pudéssemos comprar cursos pela internet, faríamos, pois conseguiríamos assistí-los nos horários livres e, ainda, poderíamos revê-los”.

Para o mecânico, por conta da quantidade de lançamentos de veículos é fundamental o profissional ter acesso a novas informações. Nessas horas, quando não há conteúdo, o apoio do setor é essencial.

“Trocamos informações com o Brasil inteiro através de grupos de WhatsApp. Para nós, é ótimo, pois conseguimos sanar muitas dúvidas”, diz.

 Saiba como usar o WhatsApp no seu negócio!

Um dos funcionários da oficina, Eduardo Santos, também vê a rede com bons olhos. “A internet nos ajuda muito quando temos uma dúvida. Conseguimos muitas informações que, antes, seriam muito mais difíceis”, diz.

Dia a dia mais conectado

Além de pesquisa de peças e de conteúdo técnico, a web tem sido utilizada como forma de divulgar a oficina nas redes sociais. No entanto, outros meios digitais têm dado mais resultado.

“Já agendamos alguns serviços básicos, como troca de óleo ou revisão, pelo nosso site e WhatsApp. Muito mais prático”, afirma. E falando no aplicativo de mensagens instantâneas, Montibeller tem feito bom uso dele.


“Os clientes preferem falar com a gente através do WhatsApp. Utilizamos também para lançar campanhas, além de mandarmos dicas”, complementa.

Compras online sim, por que não?

A tecnologia também tem dado uma forcinha para o mecânico quando ele não encontra uma peça em um ponto físico. “Quando não acho o produto nos distribuidores que já faço as compras, não penso duas vezes e pesquiso na web”.

Quase todos os dias, o Canal da Peça é utilizado por ele. “Com o código da peça ficou muito mais fácil. Sempre faço cotações na plataforma, que se destaca por ter sido elaborada especificamente para o setor”, afirma.

O Canal da Peça tem ajudado mecânicos e consumidores finais a encontrarem, mais facilmente, uma peça. Já os varejistas têm a oportunidade de ganharem uma renda extra no fim do mês. Os estoques de mais de 500 lojistas estão conectados, promovendo uma grande – e completa – vitrine virtual.

Todas as peças podem ser procuradas através do código, mas, caso o usuário não tenha, a busca pode ser feita pelo modelo do carro, fabricante ou categoria.
 
“Nunca tive problemas com as compras pela internet e acredito que, no futuro, as lojas de autopeças vão se transformar nos bancos de hoje: atendimento menos presencial e muito mais pelos canais digitais”, opina Roberto Ghelardini Montibeller.

De acordo com ele, a única objeção da internet é que o consumidor final também tem comprado mais peças. “Isso pode gerar alguns problemas, como compra errada, de má qualidade ou sem procedência. Por isso a importância de fazer a compra em um site seguro. Além disso, tira a nossa margem de lucro. É a mesma coisa que ir em uma churrascaria e levar a carne”.

Tecnologia online e offline

Mesmo quando a compra é feita em loja física, antes de ir pessoalmente, o mecânico faz questão de usar a tecnologia para saber se a viagem valerá a pena. “Costumo mandar a foto da peça via WhatsApp antes. A tecnologia tem ajudado até nas compras físicas”, afirma.

Na internet, sempre que possível, o profissional opta pela entrega por motoqueiro, mas, quando a loja fica em outra cidade, o produto vem pelos Correios. “Normalmente, as peças vêm rápido, em poucos dias”, elogia.


Já quando o assunto é atendimento, para ele, a internet sai na frente. “Nem sempre o balcão tem as informações que precisamos, ao passo que na rede, sim. Quem vende pela web, geralmente, tem mais dados até pela vantagem de poder vender com mais precisão”, afirma. “Mas, em comparação a alguns anos atrás, os atendentes de balcão estão mais bem informados”.

Pagamento mais facilitado

Cliente do varejo tradicional e de distribuidores, o profissional acredita que seu estoque, composto por poucas peças, seria maior caso tivesse crédito nessas redes.

“A maioria não oferece nada diferenciado por ser mecânico. O que eu tenho, hoje, é um crédito comum: compro e pago daqui a 30 dias. Se eu tivesse algo melhor, certamente, teria mais peças no estoque”, afirma.

+ Leia também: Oficina na era digital 

“Infelizmente, temos que quebrar a cadeia muitas vezes. A mesma peça no varejo pode custar até três vezes mais do que em um distribuidor. Nós também precisamos ter nosso lucro”, diz.

Para atrair mais clientes, a High Tech oferece, agora, parcelamento em até 12 vezes. “Já chegamos a atender 200 carros por mês. Hoje, são 70, em média, por conta da crise. As pessoas têm deixado para arrumar o veículo só quando não liga mais”, lamenta.

De pai para filho

A história do Roberto na mecânica começou em 1986, quando desistiu da carreira militar. “Sai do quartel, pois não era o que eu queria. Meu pai me questionou o que eu iria fazer da vida. Como sempre o acompanhei na oficina, quis seguir os mesmos passos”, relembra ele, filho de seu Antônio, dono do Centro Automotivo Vera Lúcia, onde aos 80 anos ainda coloca a mão na massa.

“Eu sempre o ajudei a limpar peças, então, a escolha foi pela vivência na área. No início, meus pais não apoiavam muito, pois não é uma profissão tão reconhecida, mas viram que fiz a coisa certa. Em 2006, abri minha própria oficina”.

Pai de um menino de onze anos, Montibeller diz que o apoiaria caso quisesse dar continuidade nos negócios da família. “Com certeza, daria a maior força, mas o alertaria que hoje em dia não é fácil ser mecânico”, diz.

+ A peça que faltava 

“O cliente quer tudo a um preço muito abaixo da tabela, mas não podemos trabalhar de graça. No entanto, a parte boa é fazer o que gostamos. Quando não me sujo de graxa, tenho a impressão de que não trabalhei”.

Sem medo da tecnologia

Roberto, que planeja atuar na mecânica por muitos anos, assim como seu pai, prevê que a internet ainda irá ajudar muito sua rotina de trabalho. “Desde que comecei, muitas coisas mudaram. E para melhor. Acredito que o atendimento ao cliente será muito mais beneficiado. Mais ferramentas vão surgir e, através delas, mais praticidade e rapidez”, comenta.

Segundo o profissional, a tecnologia tem tudo para balançar o mercado. Até, quem sabe, tomar o emprego dos mecânicos. “Acho que, em 30 anos talvez, os robôs farão nosso trabalho. A área terá de ser remodelada. Mas tudo evolui, só temos que nos adaptar”, afirma. “Seguimos em uma estrada sem volta”, conclui. O setor, como um todo, já está na mesma rota.

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Fabricantes, Notícias
Empresa brasileira de autopeças acelera sua atuação no mercado digital, aderindo soluções tecnológicas para atrair mais varejistas e mecânicos para a rede

O termo transformação digital nunca esteve tão em alta no mundo, sobretudo, no mercado automotivo. As indústrias de autopeças estão andando no mesmo ritmo das montadoras e fazendo uma verdadeira revolução no setor.

Cláudio Doerzbacher, CEO da Gauss, resume bem o motivo que tem levado as indústrias para a era digital: “A tecnologia está conectando todo mundo. As pessoas não vivem mais longe dela: seja para informação, comunicação ou compra. No nosso setor não é diferente.”

A Gauss, que recém completou 20 anos, já caminha nessa direção. “Os eletricistas e os mecânicos estão utilizando a web para procurar e propagar informação sobre seu dia a dia, além de buscar e comprar peças. É impossível não estarmos no mesmo ambiente”, diz.

Portfólio na ponta dos dedos

Criada para atender o mercado de reposição de reguladores de voltagem e placas retificadoras, a Gauss viu seu portfólio crescer drasticamente em duas décadas. Em 1997, quando entrou no mercado, apenas cinco itens faziam parte de seu portfólio.

Hoje, são 1,7 mil distribuídos em 24 linhas de atuação. Atualmente, todos eles podem ser consultados na web. Por trás da digitalização está nossa plataforma, Canal da Peça.

“A Gauss mantém atualizada sua linha de produtos no Canal da Peça, com todas as informações necessárias para a identificação correta do produto e decisão de compra”, acrescenta o executivo. Para Doerzbacher, nossas soluções saem na frente quando comparadas com outras do mercado.

“Hoje, o Canal da Peças é a plataforma mais completa do segmento e sabemos que mais e mais lojistas se associarão para comercializar produtos”, comenta Cláudio Doerzbacher.
“Acreditamos que a parceria nos permite ajudar nossos clientes a venderem mais. O público final também consegue encontrar nossos produtos de maneira mais eficiente.”

Desde o início deste ano utilizando as novas ferramentas digitais, o executivo já enxerga mudanças significativas. “Podemos ver o quão prático e eficiente ficou para o eletricista escolher e comprar peças Gauss”, afirma.

Se antes a companhia estava presente na rede através do site e das redes sociais, a comunicação agora é bem mais assertiva. “Estamos bem ativos no YouTube, Facebook e WhatsApp. Procuramos dar sempre suporte às ações de marketing e vendas online de nossos clientes. Hoje, através do Canal da Peça, conseguimos fazer isso de maneira bem mais ampliada”, diz.

Transformação em curto prazo

Mais do que uma ponte entre o consumidor e o lojista, o objetivo da Gauss é ajudar o aplicador em todos os aspectos que envolvem seu serviço, como informação técnica, suporte e atendimento.

“Para isso, a melhor maneira é usarmos as infinitas possibilidades que as ferramentas digitais nos permitem. Por conta disso, estamos montando uma estratégia integrada de comunicação digital, que envolve gestão de redes sociais, plataforma unificada de atendimento e suporte técnico, além de produção de conteúdos técnicos e divulgação através de todos esses canais”, diz.


“Já o trabalho com o Canal da Peça complementa toda essa ação com dados e especificações técnicas necessárias para guiar o cliente. Acreditamos que, em poucos anos, as informações só circularão pelos canais digitais”, afirma.

Varejistas de autopeças conectados

Assim como a indústria, o varejo tem abocanhado boa parte da integração digital do setor através das vendas pela internet com as informações dos próprios fabricantes. Isso tem gerado mais confiança para quem compra.

“Não tenho dúvida de que, em breve, o setor comprará mais online. A Gauss está fazendo esse movimento com o Canal da Peça porque entende que os varejistas já estão nesse processo”, comenta. “É uma mudança que exige que a cadeia inteira de reposição se adeque. Não adianta só uma parte ‘ir para o digital’ e a outra ‘ficar no analógico’”.

+ Leia mais: Combustível para o varejo de autopeças

Quem vende, só enxerga vantagens nessa parceria. “É muito legal quando o cliente chega na nossa loja através da indústria. Ele tem certeza do que quer, tem a informação precisa e a entrega no tempo combinado. É perfeito”, diz Emerson Martins, gerente da autopeças Molina, membro do Clube do Canal da Peça.

Lojistas que aderem nossa plataforma, além de terem sua loja com as informações de produtos corretas, vindas diretamente da fábrica, têm a chance de expor o portfólio nos portais das indústrias parceiras.

“Tenho bastante conversão por ter um portfólio grande. O mais interessante é que é a fábrica falando do seu próprio produto e isso faz todo o sentido para o setor”, garante Martins.

Para Doerzbacher, o varejista que é avesso ao mercado digital não precisa enxergá-lo como inimigo. Pelo contrário. “O aplicador, por mais que acesse às informações e faça compras online, vai precisar de um atendimento físico próximo, seja por questão de otimização de entrega ou pelo atendimento e suporte. Mas entendo que essas duas necessidades não são conflitantes e, sim, complementares.”

Mais vendas e informações na web

O consumo pela internet no Brasil vem ganhando força. Em 2018 não será diferente. De acordo com o relatório Webshoppers 37, revelado pela Ebit, o comércio eletrônico crescerá 12% este ano, chegando a cifra de R$ 53,5 bilhões.

Veja como é fácil ter sua própria loja virtual

Já a procura por autopeças na rede foi mostrada na 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças, realizada pelo Google, em que apontou que o setor no Brasil cresce ao ritmo de 40% ao ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período.

+ Leia a entrevista com Rafael Campion, cientista de dados do Google

As informações também têm contribuído com as vendas, já que são através delas que o reparador e o consumidor ganham mais confiança para fazer um pedido.

“Antes era muito limitado o acesso à informação, já que o catálogo impresso era atualizado apenas uma vez no ano. Hoje, o setor pode buscar informação instantaneamente e muito mais esclarecedora através de vídeos e informativos de produtos.”

Negócios em alta

Com sede em Curitiba, no Paraná, a Gauss mantém uma fábrica na China e atuação em mais de 50 países. Sua produção é surpreendente: da fábrica brasileira saem, anualmente, mais de três milhões de peças; enquanto da chinesa, mais de dois milhões. Com as máquinas a todo vapor, a crise que atingiu empresas em diferentes setores passou bem longe da companhia.


“O segmento de reposição é mais estável por conta do principal fator de sua demanda, que é a existência de carros usados. Acabamos tendo muito êxito e crescendo 78% em três anos”, diz Doerzbacher.

Depois do Brasil, países como Colômbia, Paraguai e Bolívia são mercados fortes para a companhia brasileira, que quer ir mais longe. “Temos alguns representantes na América do Norte, Europa, África e Oriente Médio. Há um plano de abrirmos, em breve, um centro de distribuição na Europa Central.”

Nos anos 2000, com a valorização cambial, a China ganhou a atenção da Gauss. Com os produtos brasileiros mais caros no mundo e os importados mais baratos no Brasil, era hora de investir em uma fábrica fora do País. 

“Assim, conseguimos continuar competitivos no mercado internacional e também reduzir o custo dos produtos vendidos no Brasil”, diz.


Mas, com o passar do tempo, a fábrica passou a ser ainda mais estratégica para a empresa. “Ela nos permitiu acessar mais fornecedores de matérias-primas, aumentar nosso portfólio de produtos mantendo um padrão de qualidade que poucas empresas do Brasil conseguem obter ao importar da China”, explica.

Mais tecnologia no setor

Para o executivo, o setor de autopeças daqui a cinco anos terá que contar com o apoio, ainda maior, das soluções digitais. “O que está em constante mudança é a quantidade de referências e aplicações, dado a grande ampliação da frota circulante em quantidade e variedade”, diz.

“Para não se perder no meio de tanta informação, se faz necessário estar muito atualizado, seja com as demandas de mercado como com a importância de organizar tal complexidade de informações. Por isso, é fundamental o uso das ferramentas de comunicação e relacionamento digitais”, explica.

+ Confira também: Vendas mais aceleradas 

Já os planos da Gauss, para o mesmo período, envolvem sua consolidação na internet, mas sem deixar de lado o contato físico com o reparador. “Vamos investir, cada vez mais, nos meios digitais. Queremos continuar sendo a marca de confiança do aplicador de autopeças, entregando o melhor produto em custo-benefício e prestando o melhor atendimento possível, independentemente da ferramenta ou canal utilizado”, diz.

“Além disso, no ‘mundo físico’ vamos continuar promovendo visitas e palestras técnicas, participando de feiras e eventos, sempre ajudando nossos clientes no que precisarem”, finaliza. 

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