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Aftermarket: um setor em transformação

Na última terça-feira (4), ocorreu a 5ª edição do CWS Experience, evento promovido por nós para disseminar a digitalização em empresas de diferentes áreas de atuação. Desta vez, fabricantes de autopeças se aprofundaram mais no tema

Integrar digitalmente todas as áreas de uma empresa, impactando o modo como ela opera e gera valor para seus clientes tem sido pauta na maioria das companhias globais atualmente.

Por aqui, não é diferente. Aos poucos, o assunto vem se instalando em reuniões de executivos de diferentes setores – não raro até em rodas de conversas informais.

“Costumo sempre levantar o tema em encontros com colegas. Eles, assim como eu, estão mais interessados nesse assunto”, revela Eduardo Oliveira, sócio da consultoria Eixo Positivo, que tem forte atuação na região Nordeste do País.

E tratando-se de transformação digital, Oliveira acredita que empresários do Norte e Nordeste, aos poucos, vêm colocando em prática ações mais tecnológicas em suas operações.

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“Apesar de estarmos atrasados em relação a outros estados brasileiros, não tenho dúvida de que em cinco anos, no máximo, todos os mercados estarão alinhados com a digitalização”, opina.

O empresário foi um dos convidados da 5ª edição do CWS Experience, promovido por nós para difundir a temática – desta vez, para o aftermarket.

O encontro, que ocorreu na última terça-feira (04), em nossa sede, em São Paulo, reuniu nomes importantes do setor, entre eles Valeo, Kostal, Nakata, ZF, Gates e Denso.

Lino Rodrigues, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP), deu o pontapé inicial no evento. “Muitos empresários falam de ‘estratégia competitiva’, no entanto, nem todos sabem criar uma posição exclusiva e valiosa, envolvendo diferentes conjuntos de atividades”, introduziu Rodrigues.

Lino Rodrigues durante sua apresentação. Foto: Adriano Stofaleti

Lino Rodrigues durante sua apresentação. Foto: Adriano Stofaleti


“Por isso, a necessidade da inserção de projetos digitais em companhias de todos os portes e setores, pois só com a tecnologia é possível ter mais competitividade e avaliar, efetivamente, como uma marca está posicionada no mercado”.

Transformação digital não é e-commerce

Após a palestra do professor Lino Rodrigues, que também dissertou sobre precificação inteligente, nosso CEO, Vinícius Dias, se aprofundou no tema transformação digital, mostrando cases de empresas que, com a ajuda da tecnologia, vêm ganhando mais destaque.

Caso da Magazine Luiza. Famosa pela venda de eletrodomésticos em pontos físicos, ela foi além do balcão e apostou na digitalização de outras áreas dentro da companhia, tornando-se também referência no varejo eletrônico.

+ Tecnologia é a chave do sucesso

Entre 2011 e 2018, seu valor de mercado subiu 400%. “Hoje, ela está avaliada em R$ 30 bilhões, se posicionado como a varejista mais valiosa do Brasil”, ressalta Dias, enquanto apresenta outros cases e estudos sobre o assunto.

Fora do País, a Amazon se destaca. Com mais investimentos em tecnologia, entre 2010 e 2018 seu valor de mercado cresceu mais de 1300%. Hoje, a empresa está avaliada em US$ 1 trilhão, assumindo o segundo lugar no ranking de companhias americanas a atingir essa cifra – a primeira foi a Apple, meses antes.

“Quem não adotar soluções hoje, inevitavelmente ficará fora do mercado amanhã, como já ocorre com os setores de serviços, financeiro e mídia”, pontua Dias.
De olho na maior fatia de mercado, companhias no mundo todo planejam investir mais em tecnologia. Segundo dados da consultoria americana IDC, até 2019 os investimentos em transformação digital deverão atingir US$ 1,7 trilhão, aumento de 42% em relação a 2017.

Marcelo Davanzo, gestor de produto da Valeo, acredita na mudança que o digital traz às companhias. “As palestras só reforçaram o poder da tecnologia dentro de uma empresa. O plano da Valeo para os próximos anos é ficar mais digital também”, diz.

Projetos sob medida

Vinícius Dias encerrou o encontro apresentando soluções desenvolvidas por nós, que visam auxiliar o mercado de reposição.

“Mais do que digitalizar catálogos, oferecemos uma jornada digital completa aos consumidores de nossos clientes, conectando estoques B2B e B2C, além de integração de CRM, desenvolvimento de aplicativo, suporte, gestão de comunicação, entre outros serviços digitais essenciais para a experiência do usuário”, afirma.

A companhia brasileira Nakata já vive a era digital há pouco mais de um ano. Utilizando soluções do CWS, como app e portal próprio, que integra estoques de toda sua rede de distribuição, os benefícios já são visíveis.

Ricardo Hiromiti, da Nakata. Foto: Guilherme Cassone

Ricardo Hiromiti, da Nakata. Foto: Guilherme Cassone


“Um dos destaques é a maior visibilidade”, diz Ricardo Hiromiti, assistente de marketing da Nakata. “Além disso, temos mais recursos para análises, assim, conseguimos mensurar melhor nossas ações e ter um campo mais amplo para estratégias de médio e longo prazo”.

+ Veja mais: O risco de não se digitalizar

Quem ainda não traçou planos mais consistentes na área digital, já se prepara para dar o primeiro passo. “Por enquanto, trabalhamos apenas com catálogo eletrônico, mas temos ciência que não tem como fechar os olhos para esse tema. Em breve também queremos fazer parte, mais efetivamente, desse universo”, comenta Marcelo Morgon, supervisor de marketing da Mahle.

Hugo Ribeiro, da Denso Corporation. Foto: Guilherme Cassone

Hugo Ribeiro, da Denso. Foto: Guilherme Cassone


Hugo Ribeiro, da área de vendas da Denso, compartilha da mesma opinião. O site institucional, recém-lançado, está abrindo o ‘apetite digital’ da companhia japonesa no Brasil.

“Já temos catálogo eletrônico, mas queremos entrar com mais ações tecnológicas. Certamente, estaremos mais ativos em plataformas no ano que vem”, garante Ribeiro.

E a sua empresa, já traçou uma estratégia digital para 2019?

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