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Há 65 anos no mercado de reposição, a empresa brasileira se posiciona como uma das mais engajadas no universo eletrônico. Conheça as soluções digitais da companhia que não para de crescer na internet

A Nakata, uma das principais empresas de aftermarket do Brasil, é uma entusiasta dos canais digitais. Há 65 anos no mercado, um dos segredos da longevidade é sua constante reinvenção.

Há poucos meses, a companhia lançou o Comprenakata.com.br, um portal que funciona no modelo marketplace, onde é possível fazer compras e comparar preços de peças. O projeto, que também inclui um aplicativo, foi criado pela nossa plataforma, Canal da Peça.

+ Saiba mais sobre marketplaces 

“Não abrimos mão da tecnologia para nos manter sempre atualizados e alinhados com as necessidades do setor. Investir em uma plataforma digital é um meio eficiente da marca se comunicar com o mercado e com o consumidor final”, diz Sergio Montagnoli, diretor de marketing e vendas da Nakata.

E de comunicação, a empresa entende muito bem. Atualmente, a Nakata dispõe de diferentes canais de interação, como o SAC, Youtube, e-mail e redes sociais. Criada há cinco anos, sua página no Facebook já soma mais de um milhão de seguidores – número bastante relevante para uma companhia de autopeças.

Por lá, cerca de 15% das curtidas vêm de quem atua no setor, o que mostra que o consumidor final também está mais envolvido no tema.“O dono do carro está mais interessado em assuntos sobre peças e reparação do que nunca. Não que ele vá, de fato, colocar a mão na massa, como é comum nos Estados Unidos. Mas ele quer saber como funciona para não ser enganado”, opina Sabrina Carbone, gerente de marketing da Nakata.


“Eles estão sedentos por informação, por isso, os youtubers que conversam com os entusiastas são os que têm mais sucesso. Há cinco anos, 10% das vendas em lojas de autopeças eram para pessoas físicas. Hoje, já representa 45%”, acrescenta Carbone.

O bom relacionamento é a fórmula mágica para o êxito da empresa dentro e fora da rede. Os mecânicos ganharam atenção especial da companhia. “Eles são peças-chave para nós. Criamos constantemente soluções para ajudá-los a se manterem bem informados”, afirma Montagnoli.

Foco em um mercado

Fundada para atender o setor de aftermarket e montadoras, entre 2003 e 2004 a Nakata passou a se dedicar apenas ao mercado de reposição. “Aftermarket e OEM não conversam. É como cavalo e vaca: não é possível alimentá-los da mesma forma”, exemplifica Montagnoli.


“Estamos muito felizes em chegar nessa idade em pleno vapor. Acredito que manter o olhar apenas em uma direção, como o mercado de reposição, fez a empresa se destacar mais no setor”.

Cenário digital

A Nakata utiliza, há anos, ferramentas para se digitalizar. Antes mesmo da onda dos catálogos eletrônicos e do marketing digital, suas ações já eram bem direcionadas. “Há 20 anos, nos concentrávamos em e-mails e no site, hoje, há uma gama enorme de interação com nossos consumidores”, diz.

+ O poder do catálogo online 

Com a facilidade dos catálogos eletrônicos, que podem ser atualizados em um clique, o executivo comemora a chegada dessa ‘moda’ no setor.

“Antigamente, vivenciávamos os problemas do catálogo impresso, como falta de informação e a demora para atualização. Hoje, com os catálogos digitais, a informação é imediata, além da possibilidade de inserir mais dados. Isso é ótimo para todos desse meio”.

Segundo Montagnoli, a digitalização tem impacto direto nos negócios. “Seja nas transações ou no relacionamento com o cliente, a transformação digital beneficia todas as áreas da nossa empresa”, diz ele, que tem usado todas as possibilidades dessa nova era.

“Temos blog, site, portal próprio, aplicativo, catálogo eletrônico e estamos presentes nas redes sociais. A mensuração de todos esses ambientes nos mostra que estamos no caminho certo”.

Novas soluções

Há poucos meses, o Comprenakata.com.br e o novo app colocaram a marca em um aclamado modelo de negócio: o e-commerce. No entanto, a empresa não vende diretamente para reparadores e consumidores finais. Através do modelo marketplace, que reúne varejistas de todo o Brasil, a companhia tem servido apenas como vitrine para quem decide vender online.

“Quem não é visto não é lembrado. O lojista tem de investir em mais um canal de vendas, a internet. Através do Canal da Peça ficou muito mais fácil para quem quer vender online. A plataforma, por si só, já tem um fluxo de clientes; nós também. O varejista que expõe sua marca na plataforma, além de economizar tempo e dinheiro, já terá grande audiência”, afirma Sergio Montagnoli.

Os e-commerces estão em alta com os lojistas, sobretudo, os marketplaces. O estudo Panorama dos Marketplaces no Brasil Edição Abril 2017, criado pela Precifica em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), revelou que o número de varejistas ativos nos marketplaces cresceu 15,3%.

O novo aplicativo da Nakata servirá como um complemento do portal: por lá também é possível fazer compras e pesquisas de peças. “O cliente poderá comparar preço e escolher onde quer comprar. A internet favorece a economia”, pontua Montagnoli.

Veja como é fácil ter sua própria loja virtual 

Conteúdo para todos

O conteúdo é levado muito a sério na Nakata. Cada um dos canais da empresa é dedicado a um público específico. No Youtube, por exemplo, os vídeos são destinados para mecânicos; enquanto os posts no Facebook visam o consumidor final.

“Há uma limitação para juntar mecânicos em cursos, por isso, decidimos também fazer vídeos, que já somam mais de dois milhões de visualizações”, afirma.

“Também acredito que o reparador precisa de formação, não apenas informação. Por isso, sempre visitamos oficinas para ensinar o passo a passo de uma aplicação, já que todos os anos novos modelos surgem. O mecânico precisa estar apto para atender tanto um Gol como uma BMW X1”, diz Montagnoli.

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De acordo com o diretor de marketing, o aprendizado é mútuo. “Os mecânicos nos apresentam as dificuldades e podemos saná-las através dos meios digitais. Essa interatividade faz toda a diferença para nós e para eles”.

Para ele, o setor precisa prestar mais atenção em outras pontas da cadeia, como o balconista e o dono da loja. “Falta conteúdo para eles, o que é um erro, pois eles têm grande importância dentro do mercado: o balconista influencia muito na decisão de compra; o dono da loja precisa de mais conteúdo sobre gestão. Temos vídeos no Youtube só sobre gestão, é muito importante o setor se atentar a isso”, diz.

Empresa de sucesso

Com cinco mil itens no portfólio, a linha de suspensão e direção está presente em mais de 90% da frota brasileira. “Há quatro anos, tomamos a decisão de ampliar nosso portfólio, inclusive para veículos importados, com pastilhas e amortecedores. Estamos sempre crescendo”, diz Montagnoli.


“Ao mesmo tempo que estamos mergulhando de cabeça no universo digital, não vamos estacionar na fabricação de peças. Pelo contrário, vamos ampliar nosso portfólio ainda este ano”, revela.

Peças em um clique

Questionado se os mecânicos também têm usado a rede para comprar peças, Montagnoli é direto: “Sem dúvida. O reparador utiliza para comprar, aprender e comparar preços. Depende da necessidade de cada um. Por isso, repito que o varejista precisa investir na internet”, diz.

Os mecânicos, por sua vez, também têm delegado essa função aos clientes, que têm gostado da ideia por acreditarem que estão economizando – já que não existe mais a margem do mecânico.

“O Canal da Peça se destaca, principalmente, com o dono do carro, que consegue fazer pesquisas e comparar preços”, afirma Sabrina Carbone.

+ Eles também têm poder de compra

Caiu na rede, é bom negócio

Para Montagnoli, o Canal da Peça tem dado oportunidade aos varejistas que querem vender pela internet. “A Idade da Pedra não acabou pela falta de pedra. O que acontece é que temos de estar atento às mudanças. O Canal da Peça tem facilitado a entrada do lojista no ambiente virtual. Ele só precisa fazer e acreditar”, afirma.

“É um ponto a mais para faturar a um custo imensamente menor do que se o lojista fosse criar por conta própria. Além disso, as peças de baixo giro são mais fáceis de vender. Com certeza, você vai encontrar um comprador para aquela peça parada há anos”, diz Sergio Montagnoli.

A parceria da Nakata com o Canal da Peça possibilita que lojistas parceiros coloquem seus estoques no portal da marca e, também, no shopping virtual do Canal da Peça, gerando mais negócios para todos do setor.

“A Nakata, em seu papel de fabricante, colabora para que o processo de distribuição dentro do canal flua de maneira próspera através de um catálogo de produtos bem tratado, com fotos e o máximo de informações. Nosso objetivo é gerar demanda para o lojista”, diz.

De acordo com Montagnoli, em médio prazo o setor estará totalmente digital. “É só uma questão de tempo para que o segmento inteiro encontre boas oportunidades de ampliar suas vendas e não ficar com o estoque parado. Para o mecânico e para o dono do carro, a facilidade da internet vai cada vez mais ajudá-los. O futuro já está acontecendo aqui e agora”.

Soluções para todos

Sergio Montagnoli, que atua no mercado de reposição há mais de três décadas, acredita que todas as soluções e modelos irão conviver ao mesmo tempo, como uma forma de complemento.

“Costumo dizer que tudo depende da conveniência. Tem gente que, apesar do catálogo eletrônico, ainda vai preferir o impresso; enquanto outros vão preferir as compras online pela comodidade ou necessidade”.


De acordo com ele, a Nakata não vai parar de investir no ambiente digital. “Mais do que uma ferramenta de compra, a internet se tornou um meio de consulta. Hoje ninguém mais compra alguma coisa sem consultar a internet. Para nós também é muito importante que o varejista exponha online. O meio eletrônico é um bom negócio para todos”, diz.

“O cliente quer estar bem informado ao fechar um negócio. Essa é a grande estratégia para o lojista. Apareça, crie uma loja virtual. Não existe meio mais fácil e barato do que o Canal da Peça para isso”, comenta Sergio Montagnoli.

Para o diretor de marketing, a transformação digital no setor está apenas começando. “O universo digital vai muito além do e-commerce. Muitas possibilidades vão surgir e teremos a ajuda da tecnologia para criarmos um padrão de consumo e ações cada vez mais direcionadas. O céu é o limite”, finaliza. Sobretudo, no setor de autopeças.

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