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A união faz a força

Além de turbinar a receita de comerciantes brasileiros, a internet tem sido peça fundamental para as vendas offline: estudo aponta que 47% dos internautas pesquisam online antes de efetuarem uma compra em lojas físicas. Saiba como a web pode ajudar a garantir mais pedidos no balcão

O varejista que investe em canais digitais não está apenas fortalecendo sua loja na internet. Ele também está garantindo mais vendas no balcão. Foi o que mostrou uma recente pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O levantamento com 815 internautas que realizaram pedidos online nos últimos 12 meses, constatou que 47% dos entrevistados só compram em loja física após pesquisarem na internet. A maioria deles busca informações sobre preços (38%), detalhes e características daquilo que pretendem adquirir (22%) e a opinião de outros clientes sobre a experiência de compra (10%).

Somente 18% dos entrevistados compram direto em pontos físicos sem fazer qualquer consulta no ambiente virtual. José Cesar da Costa, presidente da CNDL, atribui o resultado ao avanço da tecnologia. “Os consumidores estão cada vez mais exigentes e bem informados, transitando o tempo todo por diferentes plataformas durante o processo de compra. A internet trouxe às pessoas a liberdade de comprar quando e onde quiserem e as empresas precisam se adaptar a essa nova realidade”, afirma Costa.

Peças pela rede

O setor de peças, pelo menos, já está se adaptando bem à nova realidade. Para atender o novo consumidor, que está mais conectado do que nunca, fabricantes têm digitalizado seus processos – com isso, incentivado o varejo a apostar nos canais virtuais.

Arnaldo Leonardo, da Delphi. Foto: Acervo/Canal da Peça


“Cada vez mais, o mecânico e o consumidor final têm acesso à internet. E eles quem ir além das pesquisas: anseiam por compras e promoções”, diz Arnaldo Leonardo, diretor comercial da divisão de aftermarket da Delphi no Brasil. “A venda de autopeças pela internet já é um fato”, afirma.

+ Leia mais: Delphi acelera na internet

Profissionais da área automotiva têm utilizado mais a tecnologia para pesquisas e compras. Usuário da nossa plataforma, o mecânico Luiz Carlos Rodrigues, da oficina Auto Center Jr, não dispensa nosso auxílio. “Faço muitas pesquisas no Canal da Peça e, sempre que preciso, também utilizo como meio de compra. É um portal muito útil para o dia a dia, pois agiliza nosso trabalho”, diz Rodrigues.

Quase online

De olho na ascensão do mercado digital, marcas que ainda estão offline já se preparam para estrear na rede. “Ainda não temos um site exclusivo de vendas, mas, por conta da tendência, não queremos ficar para trás”, afirma Renato Schimitt, gerente da divisão de aftermarket da catarinense Schulz.

Confira o passo a passo para criar uma loja virtual no Canal da Peça

Os planos se estendem à empresa Bins. Sediada no Rio Grande do Sul, ela deu o primeiro passo rumo à tecnologia com a digitalização de seu catálogo. “Vamos continuar investindo na internet e acreditamos que, com uma plataforma completa, rica em informações como o Canal da Peça, teremos uma solução para a comercialização de peças sem muito giro”, diz Sérgio Ferandin, diretor superintendente da empresa.

+ A vitrine da vez

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, os empresários precisam reunir forças, unificando seus canais de vendas.

“Houve um tempo em que o mundo virtual e o mundo físico não conversavam. Mas isso acabou. Hoje, os clientes se surpreendem quando a empresa não tem ao menos um canal de atendimento online. Isso acontece porque as pessoas estão todo o tempo conectadas, mas continuam sendo consumidores no sentido tradicional”, analisa Pellizzaro.

“Por isso, investir na qualidade da experiência de compra é entender que o cliente é ao mesmo tempo físico e virtual e tem transito livre entre os diferentes canais de venda e relacionamento”, afirma.

Melhor preço e mais comodidade

O levantamento ainda apontou que 83% dos entrevistados acreditam que as lojas virtuais saem na frente das físicas pelos menores preços. A maior comodidade também teve destaque (75%), seguido pela maior variedade na oferta de produtos (73%). Também são mencionados como fatores positivos a facilidade para escolher produtos (62%), disponibilidade de informações (59%), agilidade na compra (58%) e melhores formas de pagamento (57%).

+ Veja também: Desconto é bom e o setor gosta

Cupons de descontos, que garantem ainda mais economia, também têm incentivado o e-consumidor. “Além da possibilidade de pesquisa de produto muito mais abrangente, conseguimos descontos em peças de diferentes marcas”, garante o mecânico Sérgio Melo, usuário da nossa plataforma.

Marcos dos Anjos. Foto: arquivo pessoal


A comodidade, como mostra o estudo, é fator relevante para os consumidores virtuais. O motorista Marcos dos Anjos prefere pesquisar online em vez de ir à lojas físicas. “Em poucos cliques, encontro o que eu preciso sem ter de sair de casa”, elogia.

Para os mecânicos, a internet é, de fato, uma ferramenta de trabalho indispensável. “É muito mais fácil pesquisar o que precisamos na web. Em poucos minutos, sabemos onde encontrar um produto, com a vantagem de compararmos preços na hora”, diz o eletricista automotivo Klever Castilho. “Conseguimos poupar no ambiente virtual”.

Mais variedades de lojas, opções de produtos e, ainda, a possibilidade de comparar preços são privilégios do mundo online. Mas até o offline já pode se beneficiar com a digitalização, afinal, o comércio eletrônico já ultrapassa os limites virtuais.

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